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Meio Ambiente

#VotePeloCerrado: Organizações pedem que candidatos assumam compromisso

Campanha #VotePeloCerrado convoca candidatos a se comprometerem com a proteção do bioma e dos povos; carta-compromisso disponível para assinaturas.

11/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h30
#VotePeloCerrado: Organizações pedem que candidatos assumam compromisso

Organizações lançaram a campanha e disponibilizaram uma carta-compromisso para candidatos assinarem. O Cerrado abriga nascentes de 8 das 12 principais bacias e já perdeu mais de 50% da vegetação, com queda média de 27% na vazão dos rios.

Organizações da sociedade civil lançaram a campanha #VotePeloCerrado, que convoca candidatos às eleições deste ano a se comprometerem com a proteção do bioma e com os povos que vivem nele. Uma carta-compromisso está disponível para assinaturas em um site da iniciativa.

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Nesta sexta-feira (11), Dia Nacional do Cerrado, as organizações destacam que o bioma abriga as nascentes que alimentam oito das 12 principais bacias hidrográficas do país. Ao mesmo tempo, alertam para a perda de mais de 50% da vegetação nativa do Cerrado e para a redução média de 27% na vazão dos rios.

O documento oficializa quais postulantes às vagas no Executivo e no Legislativo se comprometem publicamente com as demandas relacionadas ao Cerrado. Para a coordenadora do Programa Cerrado no Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN), Isabel Figueiredo, a proteção do bioma deve envolver projetos de longo prazo.

“Precisamos eleger parlamentares que compreendam a importância do Cerrado e não tenham uma visão imediatista que pode comprometer o nosso futuro.”

A secretária executiva da Rede Cerrado, Ingrid Silveira, indicou um conjunto de elementos que devem orientar os compromissos dos candidatos, com foco em políticas que apoiem quem vive e cuida do território.

“As eleições precisam colocar no centro políticas que fortaleçam a agricultura familiar, a agroecologia e a sociobiodiversidade, garantindo território, crédito e acesso a mercados para quem cuida do bioma.”

Pontos defendidos

  • Proteger o Cerrado e garantir seu reconhecimento como patrimônio nacional;
  • Proteger as águas como direito fundamental;
  • Garantir terra, território e autodeterminação dos povos;
  • Combater a grilagem e a violência no campo;
  • Enfrentar os impactos de grandes empreendimentos e garantir a consulta livre, prévia e informada;
  • Promover a agroecologia e fortalecer a agricultura familiar;
  • Valorizar a sociobiodiversidade e a soberania alimentar;
  • Garantir saúde, educação e participação popular e condições dignas de vida.

A Rede Cerrado, que reúne mais de 500 organizações por meio de associadas, e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, que articula mais de 60 entidades, lideram a mobilização. Essas coalizões incluem povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares, movimentos socioambientais e organizações de conservação da natureza.

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Durante o lançamento online da campanha, o presidente do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), Samuel Leite Caetano, alertou para a necessidade de escolher representantes no Congresso comprometidos com pautas ambientais e com os direitos dos povos tradicionais.

Segundo o representante do povo geraizeiro, comunidade tradicional que habita o Cerrado no norte de Minas Gerais, a escolha dos eleitos terá impacto direto sobre a proteção dos biomas.

“Se a gente não souber votar em quem vai fazer a regularização fundiária, demarcação e gestão dos nossos territórios, a gente vai entregar para outros interesses. Temos visto inúmeras pressões contrárias, inclusive para rever unidades de conservação pelo país.”

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Ele também ressaltou a importância nacional do Cerrado, observando que a água que abastece capitais e os grandes rios tem origem no bioma e que essa dimensão é crucial diante da emergência climática.

Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, afirmou que o atual momento político, marcado por retrocessos em legislações ambientais, reforça a necessidade de uma escolha atenta nas urnas.

“É preciso votar em políticos que se preocupem com os biomas e com o clima. Em plena crise climática, com chegada do El Niño, vemos candidatos negacionistas. Posições políticas que não consideram a emergência em que vivemos só vão piorar a vida dos brasileiros.”

A campanha pretende reunir assinaturas e indicar publicamente quais candidatos assumem os compromissos listados, integrando a pauta do Cerrado ao debate eleitoral.

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Organizações lançaram a campanha e disponibilizaram uma carta-compromisso para candidatos assinarem. O Cerrado abriga nascentes de 8 das 12 principais bacias e já perdeu mais de 50% da vegetação, com queda média de 27% na vazão dos rios.

Organizações da sociedade civil lançaram a campanha #VotePeloCerrado, que convoca candidatos às eleições deste ano a se comprometerem com a proteção do bioma e com os povos que vivem nele. Uma carta-compromisso está disponível para assinaturas em um site da iniciativa.

Nesta sexta-feira (11), Dia Nacional do Cerrado, as organizações destacam que o bioma abriga as nascentes que alimentam oito das 12 principais bacias hidrográficas do país. Ao mesmo tempo, alertam para a perda de mais de 50% da vegetação nativa do Cerrado e para a redução média de 27% na vazão dos rios.

O documento oficializa quais postulantes às vagas no Executivo e no Legislativo se comprometem publicamente com as demandas relacionadas ao Cerrado. Para a coordenadora do Programa Cerrado no Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN), Isabel Figueiredo, a proteção do bioma deve envolver projetos de longo prazo.

“Precisamos eleger parlamentares que compreendam a importância do Cerrado e não tenham uma visão imediatista que pode comprometer o nosso futuro.”

A secretária executiva da Rede Cerrado, Ingrid Silveira, indicou um conjunto de elementos que devem orientar os compromissos dos candidatos, com foco em políticas que apoiem quem vive e cuida do território.

“As eleições precisam colocar no centro políticas que fortaleçam a agricultura familiar, a agroecologia e a sociobiodiversidade, garantindo território, crédito e acesso a mercados para quem cuida do bioma.”

Pontos defendidos

  • Proteger o Cerrado e garantir seu reconhecimento como patrimônio nacional;
  • Proteger as águas como direito fundamental;
  • Garantir terra, território e autodeterminação dos povos;
  • Combater a grilagem e a violência no campo;
  • Enfrentar os impactos de grandes empreendimentos e garantir a consulta livre, prévia e informada;
  • Promover a agroecologia e fortalecer a agricultura familiar;
  • Valorizar a sociobiodiversidade e a soberania alimentar;
  • Garantir saúde, educação e participação popular e condições dignas de vida.

A Rede Cerrado, que reúne mais de 500 organizações por meio de associadas, e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, que articula mais de 60 entidades, lideram a mobilização. Essas coalizões incluem povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares, movimentos socioambientais e organizações de conservação da natureza.

Durante o lançamento online da campanha, o presidente do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), Samuel Leite Caetano, alertou para a necessidade de escolher representantes no Congresso comprometidos com pautas ambientais e com os direitos dos povos tradicionais.

Segundo o representante do povo geraizeiro, comunidade tradicional que habita o Cerrado no norte de Minas Gerais, a escolha dos eleitos terá impacto direto sobre a proteção dos biomas.

“Se a gente não souber votar em quem vai fazer a regularização fundiária, demarcação e gestão dos nossos territórios, a gente vai entregar para outros interesses. Temos visto inúmeras pressões contrárias, inclusive para rever unidades de conservação pelo país.”

Ele também ressaltou a importância nacional do Cerrado, observando que a água que abastece capitais e os grandes rios tem origem no bioma e que essa dimensão é crucial diante da emergência climática.

Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, afirmou que o atual momento político, marcado por retrocessos em legislações ambientais, reforça a necessidade de uma escolha atenta nas urnas.

“É preciso votar em políticos que se preocupem com os biomas e com o clima. Em plena crise climática, com chegada do El Niño, vemos candidatos negacionistas. Posições políticas que não consideram a emergência em que vivemos só vão piorar a vida dos brasileiros.”

A campanha pretende reunir assinaturas e indicar publicamente quais candidatos assumem os compromissos listados, integrando a pauta do Cerrado ao debate eleitoral.

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