O Governo de Sergipe e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram contrato para implementar o programa Floresta Viva, que prevê aporte de até R$ 100 milhões voltados à recuperação de áreas degradadas e ao estímulo da economia local. A cerimônia ocorreu no Complexo Cultural Gonzagão, em Aracaju, na última segunda-feira, 27, e contou com a presença do governador Fábio Mitidieri, da secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, Ingrid Cavalcanti Feitosa, e da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Objetivos e área de atuação
O Floresta Viva foi estruturado como uma política pública para promover a transformação produtiva do território sergipano, combinando restauração ecológica com fortalecimento da bioeconomia. O programa tem foco na recuperação da caatinga, da mata atlântica, dos manguezais e das restingas, atuando desde o sertão e o agreste até áreas litorâneas.
Como será financiado
O modelo adotado é de cofinanciamento: o BNDES entrará com até R$ 50 milhões, e o Governo de Sergipe, por meio da Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE), aportará contrapartida equivalente. Esses recursos permitirão a abertura de editais públicos para seleção de projetos de restauração ambiental nos próximos anos, com previsão do primeiro edital para o primeiro semestre de 2026.
Execução e beneficiários
A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) ficará responsável pela fiscalização técnica das seleções e pela supervisão da execução dos projetos contemplados. Poderão concorrer organizações da sociedade civil, cooperativas e associações comunitárias que apresentem propostas que integrem recuperação da vegetação nativa a atividades produtivas sustentáveis, como sistemas agroflorestais.
Representantes do governo destacaram que o programa busca, além da restauração ambiental, ampliar oportunidades de emprego e renda em regiões vulneráveis à seca e à degradação do solo. A iniciativa prevê capacitação de agricultores familiares, pescadores, marisqueiras e extrativistas para atuação em cadeias produtivas vinculadas à restauração, incluindo produção de mudas e manejo agroflorestal.
Também está prevista a inserção de projetos no mercado de créditos de carbono, com a certificação das áreas restauradas permitindo a comercialização desses ativos como fonte adicional de receita e sustentabilidade financeira.

O diretor-presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, ressaltou o caráter integrador entre economia e proteção ambiental, enquanto a diretora do BNDES, Tereza Campello, afirmou que o banco tem papel estratégico para viabilizar investimentos que estados e municípios não conseguiriam realizar isoladamente.
O Floresta Viva espera, com isso, contribuir para a melhoria da infiltração de água no solo, redução da erosão, proteção de nascentes e aumento da resiliência da produção rural às mudanças climáticas, além de fomentar a bioeconomia no estado.
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