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Economia

Atividade econômica recua 0,7% em março por impacto da guerra no Irã

A atividade econômica do Brasil registrou queda de 0,7% em março, primeiro mês afetado pela guerra no Irã, informou o Banco Central nesta...

18/05/2026 · 17h17
Atividade econômica recua 0,7% em março por impacto da guerra no Irã

A atividade econômica do Brasil registrou queda de 0,7% em março, primeiro mês afetado pela guerra no Irã, informou o Banco Central nesta segunda-feira (18).

O IBC-Br, indicador mensal do Banco Central que acompanha a atividade econômica, apontou recuo em relação a fevereiro. A redução foi observada em todos os segmentos avaliados: arrecadação de impostos, agropecuária, indústria e serviços, sendo este último o mais afetado, com retração de 0,8%.

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Segundo o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), William Baghdassarian, a reação negativa está ligada principalmente às expectativas geradas pelo conflito. De acordo com ele, a incerteza faz com que empresas adiem investimentos e reduzam movimentações econômicas, o que provoca efeitos em cadeia — por exemplo, a preocupação com alta no preço dos combustíveis pode influenciar a produção na China e, por consequência, as importações desse país, afetando as exportações brasileiras.

Baghdassarian disse ainda acreditar em uma eventual resolução do conflito, mas ressaltou que outras fontes de incerteza, como o período eleitoral, podem neutralizar ganhos. Segundo ele, mesmo se a guerra for resolvida, o aumento da instabilidade política pode manter o impacto econômico negativo.

Apesar do resultado desfavorável em março, o Banco Central destacou que o IBC-Br acumulou avanço de 1,8% nos últimos 12 meses.

Os números divulgados pelo BC refletem o primeiro mês em que a economia brasileira sofreu efeito direto das tensões no Oriente Médio, segundo a instituição. A leitura mensal do IBC-Br serve como referência prévia sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os trimestres oficiais, sendo observada por analistas e formuladores de política econômica.

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O recuo generalizado entre os setores — com destaque para a queda de 0,8% em serviços — reforça a influência das expectativas e do clima de incerteza na conjuntura econômica, conforme avaliação de especialistas consultados pelo Banco Central.

Os dados completos e a análise do BC foram divulgados em nota pela instituição na segunda-feira (18).

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Com informações de Agência Brasil

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A atividade econômica do Brasil registrou queda de 0,7% em março, primeiro mês afetado pela guerra no Irã, informou o Banco Central nesta segunda-feira (18).

O IBC-Br, indicador mensal do Banco Central que acompanha a atividade econômica, apontou recuo em relação a fevereiro. A redução foi observada em todos os segmentos avaliados: arrecadação de impostos, agropecuária, indústria e serviços, sendo este último o mais afetado, com retração de 0,8%.

Segundo o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), William Baghdassarian, a reação negativa está ligada principalmente às expectativas geradas pelo conflito. De acordo com ele, a incerteza faz com que empresas adiem investimentos e reduzam movimentações econômicas, o que provoca efeitos em cadeia — por exemplo, a preocupação com alta no preço dos combustíveis pode influenciar a produção na China e, por consequência, as importações desse país, afetando as exportações brasileiras.

Baghdassarian disse ainda acreditar em uma eventual resolução do conflito, mas ressaltou que outras fontes de incerteza, como o período eleitoral, podem neutralizar ganhos. Segundo ele, mesmo se a guerra for resolvida, o aumento da instabilidade política pode manter o impacto econômico negativo.

Apesar do resultado desfavorável em março, o Banco Central destacou que o IBC-Br acumulou avanço de 1,8% nos últimos 12 meses.

Os números divulgados pelo BC refletem o primeiro mês em que a economia brasileira sofreu efeito direto das tensões no Oriente Médio, segundo a instituição. A leitura mensal do IBC-Br serve como referência prévia sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os trimestres oficiais, sendo observada por analistas e formuladores de política econômica.

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O recuo generalizado entre os setores — com destaque para a queda de 0,8% em serviços — reforça a influência das expectativas e do clima de incerteza na conjuntura econômica, conforme avaliação de especialistas consultados pelo Banco Central.

Os dados completos e a análise do BC foram divulgados em nota pela instituição na segunda-feira (18).

Com informações de Agência Brasil

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