Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5 após Trump adiar ataque ao Irã; bolsa tem leve queda

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (18) abaixo de R$ 5 em meio à melhora do apetite por risco nos mercados internacionais após o presidente dos...

19/05/2026 · 09h12
Dólar fecha abaixo de R$ 5 após Trump adiar ataque ao Irã; bolsa tem leve queda

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (18) abaixo de R$ 5 em meio à melhora do apetite por risco nos mercados internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de uma ofensiva militar contra o Irã.

A moeda americana fechou vendida a R$ 4,998, com recuo de 1,34%. A cotação abriu a sessão a R$ 5,04 e só se firmou abaixo dos R$ 5 perto do encerramento do pregão. No acumulado de maio, o dólar registra alta de 0,92%; em 2026, a divisa cai 8,93%.

Publicidade

Desempenho do mercado acionário

O mercado de ações brasileiro teve movimento mais contido. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 176.975,82 pontos, queda de 0,17% na sessão. Por volta das 15h30 (Brasília UTC-3), o indicador chegou a recuar 0,83%, mas recuperou parte das perdas após a redução das tensões no Oriente Médio.

Depois de bater recorde em abril, o Ibovespa acumula queda de 5,52% em maio. No ano, o indicador apresenta valorização de 9,84%. Dados da B3 mostram retirada líquida de R$ 3,9 bilhões por investidores estrangeiros da bolsa brasileira em maio, até a metade do mês.

Ofensiva adiada

A sinalização de adiamento da ação militar feita por Trump diminuiu a aversão ao risco global, favorecendo a recuperação de moedas de mercados emergentes. O presidente informou ter suspendido a ofensiva prevista para permitir o avanço de negociações diplomáticas com Teerã. O movimento reduziu a pressão sobre ativos de risco após dias marcados pela preocupação com uma possível escalada do conflito e seus efeitos sobre preços do petróleo e inflação.

Com isso, o dólar perdeu força frente a outras moedas emergentes, entre elas o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Fatores domésticos

Além do impacto externo, investidores realizaram ajustes técnicos após a recente valorização do dólar no mercado doméstico. A perspectiva de juros mais altos por mais tempo no Brasil também colaborou para sustentar o real, depois que o boletim Focus elevou a projeção para a taxa Selic no fim de 2026 para 13,25% ao ano.

30092020dolar1378

Dados de atividade econômica menos favoráveis passaram a ter peso menor no dia: o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br), uma prévia do PIB, recuou 0,7% em março na comparação mensal, resultado pior do que o esperado pelo mercado.

Petróleo

No mercado internacional, os preços do petróleo subiram novamente. O barril Brent encerrou a US$ 112,10, alta de 2,6%, enquanto o WTI, referência dos Estados Unidos, fechou a US$ 104,38, com ganho de 3,33%.

Publicidade

O noticiário da Reuters foi utilizado como fonte adicional das informações sobre os mercados internacionais.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (18) abaixo de R$ 5 em meio à melhora do apetite por risco nos mercados internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de uma ofensiva militar contra o Irã.

A moeda americana fechou vendida a R$ 4,998, com recuo de 1,34%. A cotação abriu a sessão a R$ 5,04 e só se firmou abaixo dos R$ 5 perto do encerramento do pregão. No acumulado de maio, o dólar registra alta de 0,92%; em 2026, a divisa cai 8,93%.

Desempenho do mercado acionário

O mercado de ações brasileiro teve movimento mais contido. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 176.975,82 pontos, queda de 0,17% na sessão. Por volta das 15h30 (Brasília UTC-3), o indicador chegou a recuar 0,83%, mas recuperou parte das perdas após a redução das tensões no Oriente Médio.

Depois de bater recorde em abril, o Ibovespa acumula queda de 5,52% em maio. No ano, o indicador apresenta valorização de 9,84%. Dados da B3 mostram retirada líquida de R$ 3,9 bilhões por investidores estrangeiros da bolsa brasileira em maio, até a metade do mês.

Ofensiva adiada

A sinalização de adiamento da ação militar feita por Trump diminuiu a aversão ao risco global, favorecendo a recuperação de moedas de mercados emergentes. O presidente informou ter suspendido a ofensiva prevista para permitir o avanço de negociações diplomáticas com Teerã. O movimento reduziu a pressão sobre ativos de risco após dias marcados pela preocupação com uma possível escalada do conflito e seus efeitos sobre preços do petróleo e inflação.

Com isso, o dólar perdeu força frente a outras moedas emergentes, entre elas o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

Fatores domésticos

Além do impacto externo, investidores realizaram ajustes técnicos após a recente valorização do dólar no mercado doméstico. A perspectiva de juros mais altos por mais tempo no Brasil também colaborou para sustentar o real, depois que o boletim Focus elevou a projeção para a taxa Selic no fim de 2026 para 13,25% ao ano.

30092020dolar1378

Dados de atividade econômica menos favoráveis passaram a ter peso menor no dia: o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br), uma prévia do PIB, recuou 0,7% em março na comparação mensal, resultado pior do que o esperado pelo mercado.

Petróleo

No mercado internacional, os preços do petróleo subiram novamente. O barril Brent encerrou a US$ 112,10, alta de 2,6%, enquanto o WTI, referência dos Estados Unidos, fechou a US$ 104,38, com ganho de 3,33%.

O noticiário da Reuters foi utilizado como fonte adicional das informações sobre os mercados internacionais.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA