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Economia

El Niño ameaça economias frágeis até 2027, alerta agência de rating

Fitch Ratings aponta que El Niño pode aumentar os riscos econômicos em países vulneráveis.

15/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 07h45
El Niño ameaça economias frágeis até 2027, alerta agência de rating

Fenômeno climático pressiona crescimento, inflação e finanças públicas em países vulneráveis. Fitch Ratings aponta riscos para nações com maior dependência agrícola.

A ocorrência do fenômeno climático El Niño, que deve persistir até o início de 2027, eleva o risco de choques econômicos em diversos países, principalmente aqueles com classificações de crédito mais baixas e maior dependência da agricultura. A avaliação foi realizada pela Fitch Ratings nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026.

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Segundo a agência, embora seja improvável que ações de rating sejam diretamente vinculadas ao fenômeno, os efeitos climáticos podem intensificar pressões sobre o crescimento econômico, as contas fiscais, a inflação e a liquidez externa em economias mais vulneráveis. A Fitch destaca que os países com rating na categoria B ou inferior, que possuem acesso limitado aos mercados e um histórico de aumento do endividamento em períodos de crise, estão entre os mais expostos a essas consequências.

A avaliação da Fitch ocorre após a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informar, no dia 11 de junho, que as condições de El Niño já se desenvolveram no Pacífico tropical. De acordo com a NOAA, existe uma probabilidade de 63% de que as temperaturas da superfície do mar ultrapassem o limiar de um episódio considerado “muito forte”. Além disso, projeções do Centro de Previsão Climática dos EUA apontam para uma chance de 96% de que o fenômeno permaneça ativo entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

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O El Niño costuma provocar secas em algumas regiões e chuvas acima da média em outras, o que afeta a produção agrícola e a atividade econômica. No entanto, a Fitch ressalta que alguns países podem se beneficiar caso o aumento das precipitações favoreça as colheitas. A agência também alerta sobre possíveis impactos globais nos preços dos alimentos. Segundo o relatório, a produção agrícola mundial já enfrenta incertezas devido à alta dos preços dos fertilizantes e às interrupções de oferta relacionadas à guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

Diante desse cenário, um El Niño prolongado pode ampliar os riscos de alta das commodities alimentícias negociadas globalmente, impactando até mesmo países com elevada qualidade de crédito, com possíveis reflexos inflacionários.

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Fenômeno climático pressiona crescimento, inflação e finanças públicas em países vulneráveis. Fitch Ratings aponta riscos para nações com maior dependência agrícola.

A ocorrência do fenômeno climático El Niño, que deve persistir até o início de 2027, eleva o risco de choques econômicos em diversos países, principalmente aqueles com classificações de crédito mais baixas e maior dependência da agricultura. A avaliação foi realizada pela Fitch Ratings nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026.

Segundo a agência, embora seja improvável que ações de rating sejam diretamente vinculadas ao fenômeno, os efeitos climáticos podem intensificar pressões sobre o crescimento econômico, as contas fiscais, a inflação e a liquidez externa em economias mais vulneráveis. A Fitch destaca que os países com rating na categoria B ou inferior, que possuem acesso limitado aos mercados e um histórico de aumento do endividamento em períodos de crise, estão entre os mais expostos a essas consequências.

A avaliação da Fitch ocorre após a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informar, no dia 11 de junho, que as condições de El Niño já se desenvolveram no Pacífico tropical. De acordo com a NOAA, existe uma probabilidade de 63% de que as temperaturas da superfície do mar ultrapassem o limiar de um episódio considerado “muito forte”. Além disso, projeções do Centro de Previsão Climática dos EUA apontam para uma chance de 96% de que o fenômeno permaneça ativo entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

O El Niño costuma provocar secas em algumas regiões e chuvas acima da média em outras, o que afeta a produção agrícola e a atividade econômica. No entanto, a Fitch ressalta que alguns países podem se beneficiar caso o aumento das precipitações favoreça as colheitas. A agência também alerta sobre possíveis impactos globais nos preços dos alimentos. Segundo o relatório, a produção agrícola mundial já enfrenta incertezas devido à alta dos preços dos fertilizantes e às interrupções de oferta relacionadas à guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

Diante desse cenário, um El Niño prolongado pode ampliar os riscos de alta das commodities alimentícias negociadas globalmente, impactando até mesmo países com elevada qualidade de crédito, com possíveis reflexos inflacionários.

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