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IA nas mãos de poucas empresas ameaça democracias, diz Amorim

Celso Amorim alerta que controle da IA por big techs pode agravar desigualdades e ameaçar democracias.

16/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 13h03
IA nas mãos de poucas empresas ameaça democracias, diz Amorim

Assessor especial da Presidência alertou para os riscos do controle da inteligência artificial por big techs. Segundo ele, a concentração tecnológica aprofunda desigualdades e fragiliza sistemas democráticos no mundo.

O embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República, destacou, nesta terça-feira (16), que a Inteligência Artificial (IA) controlada por um pequeno grupo de empresas, localizadas em poucos países, pode acentuar as desigualdades globais e ameaçar os sistemas democráticos.

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Amorim mencionou que “é o caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação. Hoje vemos como algumas empresas de inteligência artificial dominam setores inteiros, inclusive em países desenvolvidos.” A preocupação com o poder das big techs e suas implicações nas democracias é um tema amplamente debatido em todo o mundo. De acordo com o embaixador, as redes sociais têm o potencial de direcionar o debate público, propagar informações falsas e afetar o mercado de trabalho.

Atualmente, Amorim participa da Conferência de Segurança Internacional do Forte, em Portugal, onde autoridades e especialistas da União Europeia e da América do Sul se reúnem. O evento é promovido pela Fundação Konrad Adenauer no Brasil, em colaboração com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Delegação da União Europeia.

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Durante sua fala, o assessor também ressaltou a crescente ocorrência de ataques cibernéticos, enfatizando a necessidade de investir na resiliência cibernética como um aspecto crucial para a soberania nacional no século 21. Ele afirmou: “Sem proteção digital, não há autonomia decisória nem confiança institucional. Os dados se tornaram um ativo econômico, político e militar, alimentando modelos de IA e orientando decisões estratégicas.”

Amorim defendeu que o Brasil deve estar “plenamente consciente” da importância dos dados na economia digital, propondo, por exemplo, a proteção dos dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, ele argumentou que é fundamental regular as plataformas digitais, visando um desenvolvimento tecnológico que priorize “bens comuns”, como a redução da pobreza, a proteção ambiental e a garantia de direitos humanos. “Viver em um mundo onde há trilionários enquanto 673 milhões de pessoas passam fome não é aceitável”, enfatizou.

O embaixador também expressou preocupação com o uso da IA em contextos bélicos. Ele observou que “o desenvolvimento de armas autônomas é um dos exemplos mais eloquentes do dilema moral que vivemos. O uso da força letal torna-se cada vez mais impessoal, e o sentimento de culpa em relação à morte e destruição desaparece”. Para Amorim, essa questão deve ser motivo de grande preocupação no atual cenário geopolítico, onde o constrangimento ao uso da força tem diminuído. Ele concluiu, ressaltando que o Brasil deve continuar a investir em sua defesa para manter a capacidade de dissuasão.

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Assessor especial da Presidência alertou para os riscos do controle da inteligência artificial por big techs. Segundo ele, a concentração tecnológica aprofunda desigualdades e fragiliza sistemas democráticos no mundo.

O embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República, destacou, nesta terça-feira (16), que a Inteligência Artificial (IA) controlada por um pequeno grupo de empresas, localizadas em poucos países, pode acentuar as desigualdades globais e ameaçar os sistemas democráticos.

Amorim mencionou que “é o caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação. Hoje vemos como algumas empresas de inteligência artificial dominam setores inteiros, inclusive em países desenvolvidos.” A preocupação com o poder das big techs e suas implicações nas democracias é um tema amplamente debatido em todo o mundo. De acordo com o embaixador, as redes sociais têm o potencial de direcionar o debate público, propagar informações falsas e afetar o mercado de trabalho.

Atualmente, Amorim participa da Conferência de Segurança Internacional do Forte, em Portugal, onde autoridades e especialistas da União Europeia e da América do Sul se reúnem. O evento é promovido pela Fundação Konrad Adenauer no Brasil, em colaboração com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Delegação da União Europeia.

Durante sua fala, o assessor também ressaltou a crescente ocorrência de ataques cibernéticos, enfatizando a necessidade de investir na resiliência cibernética como um aspecto crucial para a soberania nacional no século 21. Ele afirmou: “Sem proteção digital, não há autonomia decisória nem confiança institucional. Os dados se tornaram um ativo econômico, político e militar, alimentando modelos de IA e orientando decisões estratégicas.”

Amorim defendeu que o Brasil deve estar “plenamente consciente” da importância dos dados na economia digital, propondo, por exemplo, a proteção dos dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, ele argumentou que é fundamental regular as plataformas digitais, visando um desenvolvimento tecnológico que priorize “bens comuns”, como a redução da pobreza, a proteção ambiental e a garantia de direitos humanos. “Viver em um mundo onde há trilionários enquanto 673 milhões de pessoas passam fome não é aceitável”, enfatizou.

O embaixador também expressou preocupação com o uso da IA em contextos bélicos. Ele observou que “o desenvolvimento de armas autônomas é um dos exemplos mais eloquentes do dilema moral que vivemos. O uso da força letal torna-se cada vez mais impessoal, e o sentimento de culpa em relação à morte e destruição desaparece”. Para Amorim, essa questão deve ser motivo de grande preocupação no atual cenário geopolítico, onde o constrangimento ao uso da força tem diminuído. Ele concluiu, ressaltando que o Brasil deve continuar a investir em sua defesa para manter a capacidade de dissuasão.

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