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Aracaju, Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Portal investigativo une assinatura de café e jornalismo contra corrupção

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Portal investigativo une assinatura de café e jornalismo contra corrupção

The Newsground inova ao unir jornalismo investigativo e venda de café para financiamento.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h32
Portal investigativo une assinatura de café e jornalismo contra corrupção

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O The Newsground aposta em um modelo inédito: financiar jornalismo investigativo com venda de café. Por US$ 5 mensais, leitores apoiam reportagens sobre transparência e combate à corrupção.

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A cena do leitor sentado à mesa da cozinha saboreando uma xícara de café quente enquanto folheia o impresso é um clichê apreciado no mundo dos jornais. Contudo, essa experiência de consumo de notícias já não se assemelha a isso há tempos. Uma nova publicação, no entanto, busca atualizar essa dinâmica ao unir informação e café na era moderna.

O The Newsground é um veículo de jornalismo investigativo que foca na transparência e no combate à corrupção, financiado por meio de assinaturas de café. Lançada em março, a publicação oferece acesso gratuito, com a opção de os leitores pagarem US$ 5 por mês por uma assinatura sem publicidade, focando apenas em notícias, ou US$ 25 por remessa, caso queiram receber também o café.

Scott Stedman, fundador do The Newsground, declarou que consome duas xícaras de café por dia e desejava produzir jornalismo investigativo substancial, ao mesmo tempo que oferece aos leitores um produto palpável. Ele expressou sua aversão a paywalls e buscou uma forma criativa de unir o estilo de jornalismo investigativo característico dos jornais de domingo com o impulso de cafeína proporcionado pela bebida.

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O jornalista é responsável pela apuração e redação de suas matérias, além de colaborar com um editor freelancer e um editor de vídeo para conteúdos multimídia. A primeira reportagem do The Newsground abordou um colaborador de Jeffrey Epstein que havia trabalhado anteriormente para o governo russo. Relatos mais recentes incluem investigações sobre promotores imobiliários da Trump Tower envolvidos em empresas de jogos de azar online na Geórgia, uma modelo russa recrutando jovens mulheres para Epstein e o uso de software espião pelo governo de El Salvador.

O The Newsground não é o primeiro veículo independente fundado por Stedman. Em 2019, ele criou o Forensic News, focado em segurança nacional e espionagem, que foi encerrado em 2023 após um acordo em um processo por difamação. Esse processo, que envolveu uma série de reportagens sobre um consultor de segurança britânico-israelense, foi criticado por diversas organizações internacionais, que o classificaram como um processo SLAPP, destinado a sufocar coberturas críticas.

Para criar o The Newsground, Stedman, que reside em Los Angeles, inspirou-se no Midcoast Villager, de Camden, no Maine. O modelo de negócio inclui uma cafeteria chamada Villager Café, em parceria com uma torrefação de Chicago para fornecimento dos grãos. Um pacote de 10 onças (cerca de 283 gramas) de café do Newsground custa US$ 25, dos quais US$ 13 cobrem os custos de torrefação e processamento, enquanto os US$ 12 restantes são destinados ao financiamento do jornalismo. Até o momento, o veículo conta com cerca de 48 assinantes pagantes do café e arrecadou US$ 1.500 em doações pontuais.

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Stedman acredita que mostrar o custo real e ser transparente sobre a margem de lucro de cada venda minimiza o impacto do preço para o consumidor. Segundo ele, ao adquirir o café, o leitor apoia uma causa e ajuda a financiar reportagens de grande impacto.

O fundador planeja fortalecer a confiança dos leitores organizando eventos presenciais, onde será servido café, discutidas as reportagens e demonstrado como a venda do produto sustenta o trabalho jornalístico. Ele destaca que, no mercado de mídia digital, a comunidade tem um papel essencial. Sua hipótese inicial se confirma: o café funciona como um excelente ponto de partida para conversas e uma forma eficaz de criar laços em um ambiente online cada vez mais fragmentado.

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O The Newsground aposta em um modelo inédito: financiar jornalismo investigativo com venda de café. Por US$ 5 mensais, leitores apoiam reportagens sobre transparência e combate à corrupção.

A cena do leitor sentado à mesa da cozinha saboreando uma xícara de café quente enquanto folheia o impresso é um clichê apreciado no mundo dos jornais. Contudo, essa experiência de consumo de notícias já não se assemelha a isso há tempos. Uma nova publicação, no entanto, busca atualizar essa dinâmica ao unir informação e café na era moderna.

O The Newsground é um veículo de jornalismo investigativo que foca na transparência e no combate à corrupção, financiado por meio de assinaturas de café. Lançada em março, a publicação oferece acesso gratuito, com a opção de os leitores pagarem US$ 5 por mês por uma assinatura sem publicidade, focando apenas em notícias, ou US$ 25 por remessa, caso queiram receber também o café.

Scott Stedman, fundador do The Newsground, declarou que consome duas xícaras de café por dia e desejava produzir jornalismo investigativo substancial, ao mesmo tempo que oferece aos leitores um produto palpável. Ele expressou sua aversão a paywalls e buscou uma forma criativa de unir o estilo de jornalismo investigativo característico dos jornais de domingo com o impulso de cafeína proporcionado pela bebida.

O jornalista é responsável pela apuração e redação de suas matérias, além de colaborar com um editor freelancer e um editor de vídeo para conteúdos multimídia. A primeira reportagem do The Newsground abordou um colaborador de Jeffrey Epstein que havia trabalhado anteriormente para o governo russo. Relatos mais recentes incluem investigações sobre promotores imobiliários da Trump Tower envolvidos em empresas de jogos de azar online na Geórgia, uma modelo russa recrutando jovens mulheres para Epstein e o uso de software espião pelo governo de El Salvador.

O The Newsground não é o primeiro veículo independente fundado por Stedman. Em 2019, ele criou o Forensic News, focado em segurança nacional e espionagem, que foi encerrado em 2023 após um acordo em um processo por difamação. Esse processo, que envolveu uma série de reportagens sobre um consultor de segurança britânico-israelense, foi criticado por diversas organizações internacionais, que o classificaram como um processo SLAPP, destinado a sufocar coberturas críticas.

Para criar o The Newsground, Stedman, que reside em Los Angeles, inspirou-se no Midcoast Villager, de Camden, no Maine. O modelo de negócio inclui uma cafeteria chamada Villager Café, em parceria com uma torrefação de Chicago para fornecimento dos grãos. Um pacote de 10 onças (cerca de 283 gramas) de café do Newsground custa US$ 25, dos quais US$ 13 cobrem os custos de torrefação e processamento, enquanto os US$ 12 restantes são destinados ao financiamento do jornalismo. Até o momento, o veículo conta com cerca de 48 assinantes pagantes do café e arrecadou US$ 1.500 em doações pontuais.

Stedman acredita que mostrar o custo real e ser transparente sobre a margem de lucro de cada venda minimiza o impacto do preço para o consumidor. Segundo ele, ao adquirir o café, o leitor apoia uma causa e ajuda a financiar reportagens de grande impacto.

O fundador planeja fortalecer a confiança dos leitores organizando eventos presenciais, onde será servido café, discutidas as reportagens e demonstrado como a venda do produto sustenta o trabalho jornalístico. Ele destaca que, no mercado de mídia digital, a comunidade tem um papel essencial. Sua hipótese inicial se confirma: o café funciona como um excelente ponto de partida para conversas e uma forma eficaz de criar laços em um ambiente online cada vez mais fragmentado.

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