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Esporte

Congo volta à Copa 50 anos depois de estreia histórica como Zaire

República Democrática do Congo volta à Copa do Mundo após histórico em 1974 como Zaire.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h25
Congo volta à Copa 50 anos depois de estreia histórica como Zaire

Meio século após a polêmica participação em 1974, a República Democrática do Congo retorna ao Mundial. O país carrega uma história marcada por pioneirismo africano e bastidores tumultuados.

A República Democrática do Congo nunca participou de uma Copa do Mundo sob seu nome atual, mas já esteve presente no torneio como Zaire. A participação na Copa do Mundo de 1974 é um marco por reunir pioneirismo africano, resultados negativos e bastidores conturbados.

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Na época, o país era governado por Mobutu Sese Seko e utilizava a denominação Zaire. A vaga no Mundial foi conquistada com o título da Copa Africana de Nações de 1974, quando o torneio servia como classificatório direto. Esse feito teve um peso histórico significativo, já que o Zaire se tornou a primeira seleção da África subsaariana a disputar uma Copa do Mundo, abrindo caminho para outras equipes do continente nos anos seguintes.

O sorteio colocou os africanos em um grupo complicado, ao lado de Brasil, Escócia e Iugoslávia. Dentro de campo, a diferença técnica e de experiência ficou evidente. O Zaire perdeu os três jogos, não marcou gols e sofreu 14, terminando na última posição do grupo. A campanha incluiu uma derrota na estreia para a Escócia, uma goleada por 9 a 0 para a Iugoslávia e um revés por 3 a 0 diante do Brasil. O placar contra os europeus se tornou uma das maiores goleadas na história das Copas.

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A participação do Zaire também ficou marcada por episódios curiosos e simbólicos. O mais lembrado ocorreu contra o Brasil, quando o defensor Ilunga Mwepu saiu da barreira e chutou a bola antes da cobrança de falta de Rivelino. Durante anos, esse lance foi interpretado como um desconhecimento das regras. No entanto, o jogador posteriormente explicou que se tratava de um protesto em meio ao tumulto vivido pela delegação.

O contexto político também teve um impacto significativo, com relatos de problemas com premiações não pagas e pressão do regime após a goleada sofrida, afetando diretamente o ambiente da equipe durante o torneio. Décadas depois, a República Democrática do Congo retorna à Copa do Mundo com uma nova realidade. Após um triunfo na repescagem, a geração atual, marcada por atletas como Bakambu e Wan-Bissaka, busca reescrever a história do país em mundiais.

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Meio século após a polêmica participação em 1974, a República Democrática do Congo retorna ao Mundial. O país carrega uma história marcada por pioneirismo africano e bastidores tumultuados.

A República Democrática do Congo nunca participou de uma Copa do Mundo sob seu nome atual, mas já esteve presente no torneio como Zaire. A participação na Copa do Mundo de 1974 é um marco por reunir pioneirismo africano, resultados negativos e bastidores conturbados.

Na época, o país era governado por Mobutu Sese Seko e utilizava a denominação Zaire. A vaga no Mundial foi conquistada com o título da Copa Africana de Nações de 1974, quando o torneio servia como classificatório direto. Esse feito teve um peso histórico significativo, já que o Zaire se tornou a primeira seleção da África subsaariana a disputar uma Copa do Mundo, abrindo caminho para outras equipes do continente nos anos seguintes.

O sorteio colocou os africanos em um grupo complicado, ao lado de Brasil, Escócia e Iugoslávia. Dentro de campo, a diferença técnica e de experiência ficou evidente. O Zaire perdeu os três jogos, não marcou gols e sofreu 14, terminando na última posição do grupo. A campanha incluiu uma derrota na estreia para a Escócia, uma goleada por 9 a 0 para a Iugoslávia e um revés por 3 a 0 diante do Brasil. O placar contra os europeus se tornou uma das maiores goleadas na história das Copas.

A participação do Zaire também ficou marcada por episódios curiosos e simbólicos. O mais lembrado ocorreu contra o Brasil, quando o defensor Ilunga Mwepu saiu da barreira e chutou a bola antes da cobrança de falta de Rivelino. Durante anos, esse lance foi interpretado como um desconhecimento das regras. No entanto, o jogador posteriormente explicou que se tratava de um protesto em meio ao tumulto vivido pela delegação.

O contexto político também teve um impacto significativo, com relatos de problemas com premiações não pagas e pressão do regime após a goleada sofrida, afetando diretamente o ambiente da equipe durante o torneio. Décadas depois, a República Democrática do Congo retorna à Copa do Mundo com uma nova realidade. Após um triunfo na repescagem, a geração atual, marcada por atletas como Bakambu e Wan-Bissaka, busca reescrever a história do país em mundiais.

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