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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Esporte

Mulheres somam só 29,7% dos artistas contratados, revela estudo

Estudo aponta que mulheres representam 29,7% dos artistas contratados por gravadoras, editoras, managements e agências de booking.

16/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 13h59
Mulheres somam só 29,7% dos artistas contratados, revela estudo

Levantamento do Índice de Paridade de Gênero, com dados da ROSTR e She Is The Music, cruzou mais de 500 empresas. Conclui que mulheres correspondem a apenas 29,7% dos artistas firmados por gravadoras, editoras e agências.

A presença feminina nas estruturas comerciais da indústria musical segue muito abaixo do que os palcos e as paradas sugerem. A pesquisa Índice de Paridade de Gênero na Música (Music’s Gender Parity Index), elaborada a partir de dados da ROSTR em parceria com a organização sem fins lucrativos She Is The Music, mostra que mulheres representam apenas 29,7% dos artistas contratados por gravadoras, editoras, empresas de management e agências de booking — menos de três em cada dez.

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O levantamento cruza dados de mais de 500 empresas do setor e oferece um retrato quantificável e rastreável da desigualdade de gênero na base da cadeia produtiva da música. A disparidade atravessa toda a cadeia: mulheres ocupam apenas 26,7% dos cargos de manager e 25,9% dos de agente, ou seja, nos postos que decidem quem recebe investimento, oportunidades de turnê e contratos, a presença feminina também é minoria.

“o desequilíbrio que vemos nas paradas, nos palcos dos festivais e nas equipes técnicas se forma muito antes de os refletores acenderem. Ele começa em quem é contratado, quem é agenciado e quem recebe apoio”

— Laura Segura, diretora executiva da She Is The Music.

Sobre novos contratos, desde 2023 a participação feminina nos acordos assinados a cada ano oscila em torno de 35%: 35,2% em 2023, 34% em 2024, 35,2% em 2025 e 35,2% nos primeiros sete meses de 2026. O recorte por setor mostra preocupação adicional: nas gravadoras a fatia de mulheres entre os novos contratados caiu de 38,4% em 2023 para 34,3% até julho de 2026. No setor editorial, mulheres representam apenas 27,8% dos novos contratos, abaixo da proporção já existente nos castings do segmento, indicando risco de agravamento do desequilíbrio nas publicações musicais caso a tendência persista.

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O estudo também identifica um conjunto de empresas e profissionais que alcançaram a paridade ou a maioria feminina em suas equipes e castings, no chamado “Clube dos 50%”. Na primeira leva, 63 nomes atingiram a meta. Entre as maiores agências de booking com mais de 100 artistas, TBA Agency tem 55,6%, Luger 53,6% e Select Music 50,4%. Entre as gigantes, a CAA aparece com 38,6%. Na lista das dez maiores empresas de empresariamento, todas com 15 ou mais artistas sob gestão atingiram ou superaram 50%, com a Sandbox Entertainment liderando em 66,7%. Entre as gravadoras, a Mouthwatering Records é a única qualificada com maioria feminina no casting, com 55,9%.

No Brasil, o WME mantém desde 2019 a certificação Selo Igual para empresas e eventos com equipes e line-ups com 50% ou mais de mulheres, pessoas trans e não-bináries. O selo já foi concedido a mais de 100 entidades, entre as quais festivais e empresas como Primavera Sound, Rock the Mountain, a gravadora Som Livre, o Ecad, a UBC, a Mynd, a rádio Nova Brasil FM e as distribuidoras ONErpm e Altafonte.

Para orientar mudanças até 2030, a She Is The Music propõe cinco compromissos setoriais: medir dados de gênero em todo o sistema; estabelecer metas de representação para 2030 com base matematicamente crível; ampliar canais de acesso a talentos; expandir caminhos para funções que moldam carreiras; e publicar progresso anualmente. O texto ressalta que os 50% são uma referência voluntária de planejamento, não uma cota que determine decisões individuais de contratação.

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Nota metodológica: o levantamento se baseia em dados da ROSTR atualizados até 10 de julho de 2026, cobrindo 39.214 criadores independentes, com informação de categorização para 99,3% dos artistas solo. Bandas e grupos foram excluídos das estatísticas de proporção de gênero. Os autores destacam que a cobertura é majoritariamente da América do Norte, Reino Unido e Europa, não constituindo um censo global da indústria musical.

Para mulheres que buscam contratos, representação ou investimento, a pesquisa conclui que a desigualdade de gênero na música não é um problema de palco, é um problema de mesa de negociação: sem mudanças na etapa de quem recebe o contrato, o aumento de visibilidade em playlists e cartazes de festivais não será suficiente para produzir igualdade estrutural.

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Levantamento do Índice de Paridade de Gênero, com dados da ROSTR e She Is The Music, cruzou mais de 500 empresas. Conclui que mulheres correspondem a apenas 29,7% dos artistas firmados por gravadoras, editoras e agências.

A presença feminina nas estruturas comerciais da indústria musical segue muito abaixo do que os palcos e as paradas sugerem. A pesquisa Índice de Paridade de Gênero na Música (Music’s Gender Parity Index), elaborada a partir de dados da ROSTR em parceria com a organização sem fins lucrativos She Is The Music, mostra que mulheres representam apenas 29,7% dos artistas contratados por gravadoras, editoras, empresas de management e agências de booking — menos de três em cada dez.

O levantamento cruza dados de mais de 500 empresas do setor e oferece um retrato quantificável e rastreável da desigualdade de gênero na base da cadeia produtiva da música. A disparidade atravessa toda a cadeia: mulheres ocupam apenas 26,7% dos cargos de manager e 25,9% dos de agente, ou seja, nos postos que decidem quem recebe investimento, oportunidades de turnê e contratos, a presença feminina também é minoria.

“o desequilíbrio que vemos nas paradas, nos palcos dos festivais e nas equipes técnicas se forma muito antes de os refletores acenderem. Ele começa em quem é contratado, quem é agenciado e quem recebe apoio”

— Laura Segura, diretora executiva da She Is The Music.

Sobre novos contratos, desde 2023 a participação feminina nos acordos assinados a cada ano oscila em torno de 35%: 35,2% em 2023, 34% em 2024, 35,2% em 2025 e 35,2% nos primeiros sete meses de 2026. O recorte por setor mostra preocupação adicional: nas gravadoras a fatia de mulheres entre os novos contratados caiu de 38,4% em 2023 para 34,3% até julho de 2026. No setor editorial, mulheres representam apenas 27,8% dos novos contratos, abaixo da proporção já existente nos castings do segmento, indicando risco de agravamento do desequilíbrio nas publicações musicais caso a tendência persista.

O estudo também identifica um conjunto de empresas e profissionais que alcançaram a paridade ou a maioria feminina em suas equipes e castings, no chamado “Clube dos 50%”. Na primeira leva, 63 nomes atingiram a meta. Entre as maiores agências de booking com mais de 100 artistas, TBA Agency tem 55,6%, Luger 53,6% e Select Music 50,4%. Entre as gigantes, a CAA aparece com 38,6%. Na lista das dez maiores empresas de empresariamento, todas com 15 ou mais artistas sob gestão atingiram ou superaram 50%, com a Sandbox Entertainment liderando em 66,7%. Entre as gravadoras, a Mouthwatering Records é a única qualificada com maioria feminina no casting, com 55,9%.

No Brasil, o WME mantém desde 2019 a certificação Selo Igual para empresas e eventos com equipes e line-ups com 50% ou mais de mulheres, pessoas trans e não-bináries. O selo já foi concedido a mais de 100 entidades, entre as quais festivais e empresas como Primavera Sound, Rock the Mountain, a gravadora Som Livre, o Ecad, a UBC, a Mynd, a rádio Nova Brasil FM e as distribuidoras ONErpm e Altafonte.

Para orientar mudanças até 2030, a She Is The Music propõe cinco compromissos setoriais: medir dados de gênero em todo o sistema; estabelecer metas de representação para 2030 com base matematicamente crível; ampliar canais de acesso a talentos; expandir caminhos para funções que moldam carreiras; e publicar progresso anualmente. O texto ressalta que os 50% são uma referência voluntária de planejamento, não uma cota que determine decisões individuais de contratação.

Nota metodológica: o levantamento se baseia em dados da ROSTR atualizados até 10 de julho de 2026, cobrindo 39.214 criadores independentes, com informação de categorização para 99,3% dos artistas solo. Bandas e grupos foram excluídos das estatísticas de proporção de gênero. Os autores destacam que a cobertura é majoritariamente da América do Norte, Reino Unido e Europa, não constituindo um censo global da indústria musical.

Para mulheres que buscam contratos, representação ou investimento, a pesquisa conclui que a desigualdade de gênero na música não é um problema de palco, é um problema de mesa de negociação: sem mudanças na etapa de quem recebe o contrato, o aumento de visibilidade em playlists e cartazes de festivais não será suficiente para produzir igualdade estrutural.

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