O Movimento Brasil Competitivo (MBC) apresentou uma agenda de compromissos voltada para o desenvolvimento econômico e a modernização do país. Entre os principais pilares da proposta destacam-se o equilíbrio fiscal de longo prazo, a simplificação regulatória, a diversificação da matriz logística e a garantia de energia mais competitiva.
Em entrevista ao CNN Money, Tatiana Ribeiro, diretora-executiva da organização, detalhou os desafios identificados pelo MBC e as soluções propostas para impulsionar o crescimento nacional. Segundo Ribeiro, o principal desafio é o avanço de uma agenda concreta para o ganho de equilíbrio fiscal. Ela afirmou:
“Essa poderia ser a medida número um, ela traz uma condição de contorno importante para que possamos avançar em outros temas”.
Além do equilíbrio fiscal, Tatiana Ribeiro ressaltou a educação como um tema central. Ela destacou que a educação é o
“pilar do ganho de produtividade de longo prazo”,
que requer uma agenda de qualificação profissional alinhada às oportunidades tecnológicas globais. Para Ribeiro, o Brasil precisa investir em uma alfabetização de qualidade, enfatizando que
“as pessoas precisam sair do ensino fundamental bem qualificadas, sabendo ler e fazer contas de matemática, porque isso é a base para que possamos capacitar cada vez mais em ferramentas tecnológicas”
.
Outro ponto abordado por Tatiana foi a simplificação regulatória. Ela chamou atenção para o fato de que o Brasil possui mais de 130 órgãos com competências regulatórias apenas no âmbito federal. Segundo ela,
“isso é uma situação muito preocupante quando pensamos, a partir do olhar do setor produtivo, como ficar em dia com todas essas novas normas, como realmente desenvolver novos produtos e novos negócios”
.
O MBC também mapeou o chamado “custo Brasil” em 12 eixos, sendo que seis deles concentram aproximadamente 90% do problema. Entre esses fatores estão o acesso a capital, a insegurança jurídica, a carga tributária, a deficiência logística, a baixa qualificação do capital humano e a baixa integração do país com cadeias globais. Tatiana Ribeiro apontou que esses seis itens representam um custo de R$ 1,7 trilhão por ano, equivalente a quase 20% do PIB nacional. A meta do MBC é reduzir o custo Brasil em até 25% até 2030.
Outro ponto importante na agenda do MBC é a escassez de mão de obra qualificada, especialmente no setor de tecnologia. Tatiana Ribeiro alertou que o Brasil enfrenta um cenário de muitas vagas abertas e poucos profissionais capacitados para preenchê-las, além de uma crescente evasão de talentos para o exterior.
“Estamos perdendo cérebros que estão indo para o exterior, seja por ofertas melhores, seja por questões relacionadas à segurança do país”
.
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