Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Domingo, 28 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Especialista alerta sobre impacto de ataque hacker à Defesa Civil em desastres

Policial

Especialista alerta sobre impacto de ataque hacker à Defesa Civil em desastres

Especialista destaca riscos de ataque hacker à Defesa Civil e suas consequências.

28/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h33
Especialista alerta sobre impacto de ataque hacker à Defesa Civil em desastres

Publicidade

A invasão ao sistema de alertas da Defesa Civil pode comprometer a resposta da população em emergências reais, como enchentes, deslizamentos e tempestades severas. Essa é a avaliação do professor de Direito da FGV (Fundação Getulio Vargas), especializado em cibersegurança, Fernando Silva Moreira dos Santos.

Publicidade

Publicidade

Em entrevista, Moreira destacou a importância da confiança no sistema de alerta: “A confiança é o principal ativo de um sistema de alerta. Quando o cidadão recebe um aviso oficial, ele precisa acreditar que há uma razão real para interromper o que está fazendo”.

A plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar na madrugada de sábado (20.jun.2026), após o envio de uma mensagem falsa com a palavra “misantropia” para celulares em diversas regiões do país. Segundo o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional), o alerta foi disparado por alguém sem vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. A pasta acionou a Polícia Federal para investigar o caso e afirmou que o sistema só seria religado quando as condições de segurança fossem restabelecidas.

O especialista enfatizou que o episódio afeta principalmente a credibilidade do sistema de emergência. “Após um falso alarme, parte da população pode passar a duvidar de novos avisos, mesmo em situações de risco real”, disse Moreira. Ele alertou que essa desconfiança pode levar a reações inadequadas em situações críticas, onde cada segundo conta.

“Quando essa confiança é abalada, o próximo aviso verdadeiro pode ser recebido com dúvida, ironia ou demora na reação. E, em situações como enchentes, deslizamentos ou eventos climáticos extremos, essa hesitação pode custar vidas”, acrescentou.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Moreira também mencionou que o potencial de dano foi mitigado, pois a mensagem enviada não indicava uma ameaça concreta e não trazia orientações práticas. “Se o alerta falso tivesse determinado evacuação imediata ou direcionado a população de maneira errada, o dano físico poderia ter sido muito maior”, afirmou.

Ele ressaltou que os alertas oficiais têm um poder de provocar reações imediatas, sendo percebidos como comunicações de autoridade pública. No caso da Defesa Civil, isso é ainda mais intenso devido à natureza emergencial do serviço e à possibilidade de envio de alertas com aviso sonoro em celulares no modo silencioso.

Além disso, Moreira apontou o risco de golpes financeiros, destacando que uma mensagem enviada por canal oficial poderia direcionar cidadãos a cadastros falsos ou sites criminosos, explorando o medo e a urgência para obter dados pessoais ou dinheiro. “A fórmula é perfeita para engenharia social”, disse.

Publicidade

Para o especialista, a resposta institucional deve ser convincente e transparente. Ele defendeu que é fundamental explicar o que ocorreu, quais regiões foram afetadas e como novos disparos indevidos serão evitados. “A credibilidade não se recupera com silêncio”, enfatizou.

Moreira concluiu que sistemas públicos críticos não devem ser tratados como ferramentas administrativas comuns, afirmando que uma plataforma capaz de enviar alertas extremos deve ter padrões de proteção semelhantes aos de sistemas bancários, de energia, saúde, transporte e segurança pública.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

A invasão ao sistema de alertas da Defesa Civil pode comprometer a resposta da população em emergências reais, como enchentes, deslizamentos e tempestades severas. Essa é a avaliação do professor de Direito da FGV (Fundação Getulio Vargas), especializado em cibersegurança, Fernando Silva Moreira dos Santos.

Em entrevista, Moreira destacou a importância da confiança no sistema de alerta: “A confiança é o principal ativo de um sistema de alerta. Quando o cidadão recebe um aviso oficial, ele precisa acreditar que há uma razão real para interromper o que está fazendo”.

A plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar na madrugada de sábado (20.jun.2026), após o envio de uma mensagem falsa com a palavra “misantropia” para celulares em diversas regiões do país. Segundo o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional), o alerta foi disparado por alguém sem vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. A pasta acionou a Polícia Federal para investigar o caso e afirmou que o sistema só seria religado quando as condições de segurança fossem restabelecidas.

O especialista enfatizou que o episódio afeta principalmente a credibilidade do sistema de emergência. “Após um falso alarme, parte da população pode passar a duvidar de novos avisos, mesmo em situações de risco real”, disse Moreira. Ele alertou que essa desconfiança pode levar a reações inadequadas em situações críticas, onde cada segundo conta.

“Quando essa confiança é abalada, o próximo aviso verdadeiro pode ser recebido com dúvida, ironia ou demora na reação. E, em situações como enchentes, deslizamentos ou eventos climáticos extremos, essa hesitação pode custar vidas”, acrescentou.

Moreira também mencionou que o potencial de dano foi mitigado, pois a mensagem enviada não indicava uma ameaça concreta e não trazia orientações práticas. “Se o alerta falso tivesse determinado evacuação imediata ou direcionado a população de maneira errada, o dano físico poderia ter sido muito maior”, afirmou.

Ele ressaltou que os alertas oficiais têm um poder de provocar reações imediatas, sendo percebidos como comunicações de autoridade pública. No caso da Defesa Civil, isso é ainda mais intenso devido à natureza emergencial do serviço e à possibilidade de envio de alertas com aviso sonoro em celulares no modo silencioso.

Além disso, Moreira apontou o risco de golpes financeiros, destacando que uma mensagem enviada por canal oficial poderia direcionar cidadãos a cadastros falsos ou sites criminosos, explorando o medo e a urgência para obter dados pessoais ou dinheiro. “A fórmula é perfeita para engenharia social”, disse.

Para o especialista, a resposta institucional deve ser convincente e transparente. Ele defendeu que é fundamental explicar o que ocorreu, quais regiões foram afetadas e como novos disparos indevidos serão evitados. “A credibilidade não se recupera com silêncio”, enfatizou.

Moreira concluiu que sistemas públicos críticos não devem ser tratados como ferramentas administrativas comuns, afirmando que uma plataforma capaz de enviar alertas extremos deve ter padrões de proteção semelhantes aos de sistemas bancários, de energia, saúde, transporte e segurança pública.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA