A polícia britânica prendeu um homem de 26 anos, suspeito de assassinato, pela morte de Ann Widdecombe, ex-ministra do governo britânico, cuja morte foi anunciada na manhã desta sexta-feira, 10 de julho de 2026.
Widdecombe, que tinha 78 anos, foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010 e ocupou vários cargos de ministra de Estado durante o governo do ex-primeiro-ministro John Major. O suspeito permanece detido e, segundo o policial Matt Longman, o caso “não está sendo tratado como terrorismo” nem como um crime com motivação política.
A Polícia de Devon e Cornwall informou que a investigação de homicídio ainda está em estágio inicial, mas avança rapidamente. As autoridades acrescentaram que o responsável pelo crime é, supostamente, um homem branco.
A polícia foi chamada à residência de Widdecombe por volta do meio-dia de quinta-feira, 9 de julho, onde ela foi encontrada morta após sofrer ferimentos graves. Os exames periciais no imóvel continuam em andamento.
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, expressou sua tristeza em uma publicação na rede social X, descrevendo as circunstâncias da morte como “extremamente angustiantes”.
Vale lembrar que dois deputados britânicos em exercício foram assassinados na última década. A deputada trabalhista Jo Cox foi morta a tiros e esfaqueada em 2016, enquanto o deputado conservador David Amess foi esfaqueado até a morte em 2021.
Widdecombe era conhecida por suas posições socialmente conservadoras, incluindo a oposição ao aborto e a equiparação da idade de consentimento para relações homossexuais e heterossexuais. Ela também defendeu a política de manter presas grávidas algemadas durante o parto para evitar tentativas de fuga.
Apesar de nunca ter se casado e se declarar virgem, a convertida ao catolicismo defendia os valores da família. Após deixar o Parlamento, participou do programa de talentos da TV “Strictly Come Dancing” em 2010 e conquistou a simpatia do público, mesmo com seu estilo desajeitado de dança.
Mais tarde, filiou-se ao Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage, e foi deputada do Parlamento Europeu entre 2019 e 2020. Seu cargo mais recente foi o de porta-voz para assuntos de imigração do Reform UK, partido que sucedeu o Partido do Brexit e que atualmente lidera a maioria das pesquisas de intenção de voto.
Após o anúncio da morte de Widdecombe, ex-colegas dos partidos Conservador e Reform UK prestaram homenagens à ex-parlamentar. O ex-primeiro-ministro conservador Boris Johnson descreveu-a, em uma publicação na rede social X, como “uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador, que se tornava muito difícil discursar depois dela”.
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