Na manhã deste domingo, 12 de julho de 2026, o Irã lançou um ataque a países do Golfo Pérsico utilizando mísseis e drones, em resposta a uma nova ofensiva dos Estados Unidos. O ataque resultou na declaração do fechamento do estreito de Ormuz por tempo indeterminado, conforme anunciado pela Guarda Revolucionária do Irã. Além disso, o Irã informou ter atingido alvos militares associados aos norte-americanos em nações como Jordânia, Kuwait, Omã e Qatar.
Mohammad Bagher Ghalibaf, que é o principal negociador do Irã e presidente do Legislativo do país, fez uma declaração no X, afirmando que a “era dos acordos unilaterais” chegou ao fim. Ele alertou: “Nós avisamos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade está batendo à porta”, acompanhando a mensagem com uma imagem de um trecho do memorando de entendimento entre os países.
O governo do Qatar, por meio de um comunicado, confirmou que mísseis iranianos foram interceptados e reportou que três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas devido a estilhaços resultantes do ataque. O governo qatari classificou a ofensiva de Teerã contra os países vizinhos como uma “grave escalada que complica os esforços para conter as tensões na região”.
Em relação ao ataque, o Ministério das Comunicações da Jordânia relatou que três mísseis iranianos caíram em seu território, causando danos materiais leves, mas sem feridos. Por sua vez, Omã declarou que alvos na península de Musandam foram atingidos por drones, segundo um comunicado da mídia estatal local.
O exército do Kuwait também afirmou ter conseguido interceptar ataques aéreos, embora não tenha especificado a origem dos mesmos. Em resposta a esses eventos, o Comando Central dos EUA divulgou um comunicado afirmando que o estreito de Ormuz continua “aberto a todas as embarcações que buscam transitar legalmente” por essa rota. A nota também mencionou que “as forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”.
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