Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Blog

Operação resgata 29 trabalhadores em condições análogas à escravidão na Bahia e PE

Uma operação do MTE resgatou 29 trabalhadores em condições análogas à escravidão na Bahia e PE.

14/07/2026 · 20h57
Operação resgata 29 trabalhadores em condições análogas à escravidão na Bahia e PE

Uma operação realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resultou no resgate de 29 trabalhadores que se encontravam em condições análogas à escravidão nos estados da Bahia e Pernambuco. A ação de fiscalização ocorreu em três pedreiras localizadas nos municípios de Sento Sé e Casa Nova, na Bahia, e em Santa Cruz, em Pernambuco.

Os trabalhadores resgatados estavam envolvidos na extração de pedras utilizadas em obras de pavimentação, incluindo projetos vinculados a prefeituras da região. A Defensoria Pública da União (DPU) comunicou que os órgãos envolvidos firmaram Termos de Ajustamento de Conduta com as empresas responsáveis, que deverão pagar quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações individuais. Além disso, as empresas também arcarão com valores de R$ 30 mil e R$ 102,5 mil em danos morais coletivos.

Publicidade

A fiscalização, que ocorreu em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal, encontrou diversas irregularidades, incluindo condições de trabalho e alojamento degradantes. Os trabalhadores não tinham acesso adequado a água potável, não dispunham de espaço apropriado para as refeições e estavam alojados em barracões de lona, dormindo em colchões no chão.

Além disso, a falta de equipamentos de proteção individual expunha os empregados a situações de risco à saúde e segurança. “Em uma das pedreiras fiscalizadas, a equipe encontrou alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas no alojamento. Parte dos equipamentos utilizados nas atividades também foi interditada devido ao risco oferecido aos trabalhadores”, afirmou a DPU.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Os fiscais também identificaram indícios de exploração mineral sem a devida autorização do órgão regulador competente, o que deverá ser investigado pelas autoridades responsáveis. O trabalho em condições análogas à escravidão é caracterizado por situações de degradação, jornadas exaustivas, trabalho forçado ou restrição de locomoção em razão de dívidas.

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima pelo Sistema IPÊ, um canal oficial do governo federal destinado ao recebimento de denúncias sobre esse tipo de violação.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
2 min de leitura

Uma operação realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resultou no resgate de 29 trabalhadores que se encontravam em condições análogas à escravidão nos estados da Bahia e Pernambuco. A ação de fiscalização ocorreu em três pedreiras localizadas nos municípios de Sento Sé e Casa Nova, na Bahia, e em Santa Cruz, em Pernambuco.

Os trabalhadores resgatados estavam envolvidos na extração de pedras utilizadas em obras de pavimentação, incluindo projetos vinculados a prefeituras da região. A Defensoria Pública da União (DPU) comunicou que os órgãos envolvidos firmaram Termos de Ajustamento de Conduta com as empresas responsáveis, que deverão pagar quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações individuais. Além disso, as empresas também arcarão com valores de R$ 30 mil e R$ 102,5 mil em danos morais coletivos.

A fiscalização, que ocorreu em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal, encontrou diversas irregularidades, incluindo condições de trabalho e alojamento degradantes. Os trabalhadores não tinham acesso adequado a água potável, não dispunham de espaço apropriado para as refeições e estavam alojados em barracões de lona, dormindo em colchões no chão.

Além disso, a falta de equipamentos de proteção individual expunha os empregados a situações de risco à saúde e segurança. “Em uma das pedreiras fiscalizadas, a equipe encontrou alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas no alojamento. Parte dos equipamentos utilizados nas atividades também foi interditada devido ao risco oferecido aos trabalhadores”, afirmou a DPU.

Os fiscais também identificaram indícios de exploração mineral sem a devida autorização do órgão regulador competente, o que deverá ser investigado pelas autoridades responsáveis. O trabalho em condições análogas à escravidão é caracterizado por situações de degradação, jornadas exaustivas, trabalho forçado ou restrição de locomoção em razão de dívidas.

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima pelo Sistema IPÊ, um canal oficial do governo federal destinado ao recebimento de denúncias sobre esse tipo de violação.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA