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Tecnologia

Pesquisadores brasileiros quebram paradigma de 400 anos sobre sincronização

Pesquisadores brasileiros desafiam paradigma de 400 anos sobre sincronização em sistemas complexos.

20/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h58
Pesquisadores brasileiros quebram paradigma de 400 anos sobre sincronização

Pesquisadores brasileiros descobriram um novo tipo de sincronização em sistemas complexos, desafiando uma concepção científica que perdura há mais de quatro séculos. A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications e contou com o apoio do Instituto Serrapilheira, sendo liderada por cientistas do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP).

O estudo revela que sistemas podem exibir comportamento sincronizado mesmo quando a interação entre seus componentes não segue a lógica tradicional baseada em relações entre pares. Entre os autores estão o matemático brasileiro Tiago Pereira e o pesquisador holandês Eddie Nijholt, ambos vinculados ao ICMC-USP.

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A sincronização é um fenômeno em que diferentes elementos atuam de maneira coordenada, manifestando-se em diversos sistemas naturais e tecnológicos, como a atividade de neurônios no cérebro e redes elétricas. Desde o século 17, quando o físico holandês Christiaan Huygens observou dois relógios de pêndulo sincronizados, a explicação predominante era de que esse comportamento resultava da interação direta entre os elementos envolvidos.

No entanto, a nova pesquisa indica que essa regra não é suficiente para explicar todos os casos de sincronização. Os cientistas demonstraram que, em certos sistemas, a sincronização pode ocorrer apenas quando três ou mais componentes interagem simultaneamente, revelando um mecanismo coletivo que não é visível quando os elementos são analisados individualmente.

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A sincronização é um dos fenômenos mais importantes da natureza. Aparece em sistemas muito diferentes entre si e sempre foi entendida a partir da ideia de interação entre pares de elementos. O que mostramos é que existem situações em que pode emergir por outro mecanismo.

Tiago Pereira

A descoberta amplia a compreensão sobre sistemas complexos e pode auxiliar pesquisadores de diversas áreas na elaboração de modelos para investigar fenômenos coletivos, como aqueles relacionados ao cérebro, ao clima e a redes tecnológicas.

O Instituto Serrapilheira, fundado em 2017, é uma instituição privada sem fins lucrativos que visa promover a ciência no Brasil. Desde seu início, o instituto já apoiou financeiramente mais de 400 projetos nas áreas de ciência e jornalismo, totalizando mais de R$ 120 milhões em investimentos.

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Pesquisadores brasileiros descobriram um novo tipo de sincronização em sistemas complexos, desafiando uma concepção científica que perdura há mais de quatro séculos. A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications e contou com o apoio do Instituto Serrapilheira, sendo liderada por cientistas do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP).

O estudo revela que sistemas podem exibir comportamento sincronizado mesmo quando a interação entre seus componentes não segue a lógica tradicional baseada em relações entre pares. Entre os autores estão o matemático brasileiro Tiago Pereira e o pesquisador holandês Eddie Nijholt, ambos vinculados ao ICMC-USP.

A sincronização é um fenômeno em que diferentes elementos atuam de maneira coordenada, manifestando-se em diversos sistemas naturais e tecnológicos, como a atividade de neurônios no cérebro e redes elétricas. Desde o século 17, quando o físico holandês Christiaan Huygens observou dois relógios de pêndulo sincronizados, a explicação predominante era de que esse comportamento resultava da interação direta entre os elementos envolvidos.

No entanto, a nova pesquisa indica que essa regra não é suficiente para explicar todos os casos de sincronização. Os cientistas demonstraram que, em certos sistemas, a sincronização pode ocorrer apenas quando três ou mais componentes interagem simultaneamente, revelando um mecanismo coletivo que não é visível quando os elementos são analisados individualmente.

A sincronização é um dos fenômenos mais importantes da natureza. Aparece em sistemas muito diferentes entre si e sempre foi entendida a partir da ideia de interação entre pares de elementos. O que mostramos é que existem situações em que pode emergir por outro mecanismo.

Tiago Pereira

A descoberta amplia a compreensão sobre sistemas complexos e pode auxiliar pesquisadores de diversas áreas na elaboração de modelos para investigar fenômenos coletivos, como aqueles relacionados ao cérebro, ao clima e a redes tecnológicas.

O Instituto Serrapilheira, fundado em 2017, é uma instituição privada sem fins lucrativos que visa promover a ciência no Brasil. Desde seu início, o instituto já apoiou financeiramente mais de 400 projetos nas áreas de ciência e jornalismo, totalizando mais de R$ 120 milhões em investimentos.

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