A mulher e o enteado de Hércules 'Golias' foram presos na noite de quinta (23) por suspeita de ajudar na fuga após o ataque ao tenente Pimentel. Hércules está foragido e teve prisão temporária decretada, com Difusão Vermelha da Interpol.
A esposa e o enteado de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias”, foram presos na noite de quinta-feira (23) por suposto envolvimento no atentado contra o tenente Pimentel da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).
A prisão da dupla ocorreu após equipes da Rota localizarem Claudia, esposa de Hércules, que é considerado o autor dos disparos contra o tenente e está foragido. A Justiça já decretou a prisão temporária de Hércules e ele foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
De acordo com as investigações, Claudia teria auxiliado a fuga do atirador logo após o crime. O enteado, Vinicius, foi encontrado junto a ela e é acusado de monitorar a rotina do tenente nos dias que antecederam o atentado, reunindo informações que facilitaram a emboscada.
Na ação, foram apreendidos dois celulares que serão submetidos a perícia, com o objetivo de revelar novos elementos sobre o planejamento e execução do ataque. Durante as buscas em relação ao caso, seis pessoas já foram mortas pela Rota, e quatro indivíduos foram detidos.
Hércules da Costa Siqueira, apontado como executor do atentado, foi filmado tentando fugir com a família no litoral de São Paulo. As imagens, obtidas recentemente, mostram Hércules acompanhado de uma criança e de duas mulheres ao chegarem a uma pousada associada a Elenilson Misael da Silva, o “Galego”, que foi morto durante uma ação policial da Rota e é considerado possível envolvido no ataque ao tenente.
O ataque ao tenente Pimentel ocorreu na manhã do dia 27, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ele foi baleado na cabeça durante uma tentativa de execução enquanto saía da academia. Os suspeitos efetuaram disparos a partir de uma moto e, devido à gravidade dos ferimentos, o tenente precisou ser transportado para o hospital de forma emergencial pelo helicóptero Águia, do Grupamento Aéreo da Polícia Militar.
O tenente é irmão de Eloá Pimentel, uma jovem que foi assassinada em 2008 após ser mantida refém por mais de 100 horas. A Polícia Militar deteve três suspeitos com idades de 52, 40 e 24 anos, um dia após o ataque, em Guianases, na zona Leste de São Paulo. Eles são acusados de oferecer apoio logístico e de transporte no dia do atentado, sendo que um deles confessou participação no crime.
A polícia investiga também o possível envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) na autoria e coordenação do ataque ao tenente.
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