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Policial

PF apura repasses do filme ‘Dark Horse’ e complica pré-campanha de Flávio

Debate analisa os possíveis impactos do inquérito sobre o filme 'Dark Horse' na campanha de Flávio Bolsonaro.

24/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h02
PF apura repasses do filme ‘Dark Horse’ e complica pré-campanha de Flávio

O STF autorizou investigação sobre repasses à produção do filme que narra Jair Bolsonaro. A PF checará valores enviados; comentaristas no 'O Grande Debate' avaliaram riscos para a pré-campanha.

Na quinta-feira (23), o programa O Grande Debate trouxe à tona a discussão sobre o impacto do inquérito relacionado ao filme “Dark Horse” na pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O comentarista José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto analisaram os desdobramentos da investigação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A investigação busca apurar os repasses financeiros que foram feitos para a produção do filme que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal (PF) foi autorizada a verificar os montantes enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro, a fim de confirmar se os recursos foram utilizados conforme indicado nas notas fiscais.

De acordo com as informações disponíveis, Vorcaro teria destinado mais de 60 milhões de reais ao financiamento do longa-metragem. Conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, que foram divulgadas, revelam preocupações do parlamentar com os atrasos nos pagamentos da produção.

Bortoletto mencionou que o impacto negativo do inquérito dependerá do resultado das investigações. Ele destacou que, se o filme “Dark Horse” não apresentar evidências de ilícitos, o impacto poderá ser mitigado. Para o empresário, a abertura do inquérito é uma chance de esclarecer a destinação dos recursos e que a investigação precisa comprovar o caminho do dinheiro, desde a origem até o destino final.

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A duração do inquérito também foi apontada como um fator crucial para a campanha de Flávio Bolsonaro. Bortoletto alertou que, caso o inquérito se prolongue, isso poderá trazer sérios prejuízos à campanha. Ele sugeriu que a melhor estratégia seria antecipar a apresentação da destinação dos recursos.

Por outro lado, Cardozo enumerou elementos que caracterizam a situação como “gravíssima e delicadíssima” para a família Bolsonaro. Ele lembrou que a reação de Flávio Bolsonaro a perguntas sobre o financiamento do filme foi irônica, o que, segundo Cardozo, poderia indicar uma tentativa de ocultar informações. O comentarista questionou: “Quem não faz nada errado, quer omitir, por quê?”.

Além disso, Cardozo ressaltou que os 60 milhões de reais pagos por Vorcaro são quatro vezes superiores ao valor arrecadado pelo filme brasileiro que ganhou o Oscar. Ele também mencionou que as circunstâncias em que o dinheiro foi remetido aos Estados Unidos são consideradas suspeitas e que diálogos entre Eduardo Bolsonaro e a equipe de produção indicam instruções sobre como a remessa deveria ser feita.

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Em conclusão, a situação em que Flávio Bolsonaro se encontra é descrita como “trágica”, com muitos elementos que podem influenciar negativamente sua pré-campanha.

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O STF autorizou investigação sobre repasses à produção do filme que narra Jair Bolsonaro. A PF checará valores enviados; comentaristas no 'O Grande Debate' avaliaram riscos para a pré-campanha.

Na quinta-feira (23), o programa O Grande Debate trouxe à tona a discussão sobre o impacto do inquérito relacionado ao filme “Dark Horse” na pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O comentarista José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto analisaram os desdobramentos da investigação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação busca apurar os repasses financeiros que foram feitos para a produção do filme que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal (PF) foi autorizada a verificar os montantes enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro, a fim de confirmar se os recursos foram utilizados conforme indicado nas notas fiscais.

De acordo com as informações disponíveis, Vorcaro teria destinado mais de 60 milhões de reais ao financiamento do longa-metragem. Conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, que foram divulgadas, revelam preocupações do parlamentar com os atrasos nos pagamentos da produção.

Bortoletto mencionou que o impacto negativo do inquérito dependerá do resultado das investigações. Ele destacou que, se o filme “Dark Horse” não apresentar evidências de ilícitos, o impacto poderá ser mitigado. Para o empresário, a abertura do inquérito é uma chance de esclarecer a destinação dos recursos e que a investigação precisa comprovar o caminho do dinheiro, desde a origem até o destino final.

A duração do inquérito também foi apontada como um fator crucial para a campanha de Flávio Bolsonaro. Bortoletto alertou que, caso o inquérito se prolongue, isso poderá trazer sérios prejuízos à campanha. Ele sugeriu que a melhor estratégia seria antecipar a apresentação da destinação dos recursos.

Por outro lado, Cardozo enumerou elementos que caracterizam a situação como “gravíssima e delicadíssima” para a família Bolsonaro. Ele lembrou que a reação de Flávio Bolsonaro a perguntas sobre o financiamento do filme foi irônica, o que, segundo Cardozo, poderia indicar uma tentativa de ocultar informações. O comentarista questionou: “Quem não faz nada errado, quer omitir, por quê?”.

Além disso, Cardozo ressaltou que os 60 milhões de reais pagos por Vorcaro são quatro vezes superiores ao valor arrecadado pelo filme brasileiro que ganhou o Oscar. Ele também mencionou que as circunstâncias em que o dinheiro foi remetido aos Estados Unidos são consideradas suspeitas e que diálogos entre Eduardo Bolsonaro e a equipe de produção indicam instruções sobre como a remessa deveria ser feita.

Em conclusão, a situação em que Flávio Bolsonaro se encontra é descrita como “trágica”, com muitos elementos que podem influenciar negativamente sua pré-campanha.

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