Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Indústria cobra diálogo após EUA aplicarem tarifa extra de 12,5%

Abimaq expressa preocupação com tarifas dos EUA e pede diálogo para evitar agravamento.

24/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h01
Indústria cobra diálogo após EUA aplicarem tarifa extra de 12,5%

A Abimaq criticou a decisão americana de adicionar 12,5% sobre importações brasileiras. A associação pede retomada do diálogo diplomático e ações para evitar escalada nas relações comerciais.

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) manifestou preocupação, em nota divulgada nesta sexta-feira (24/07/2026), com a recente decisão do governo dos EUA de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre as importações brasileiras. A medida foi anunciada na quinta-feira (23/07/2026) e representa um novo desafio para as relações comerciais entre os dois países.

Publicidade

A associação enfatizou que o momento exige uma retomada do diálogo e o fortalecimento dos canais diplomáticos e institucionais entre Brasil e EUA, a fim de evitar a escalada de medidas que possam agravar o ambiente de negócios. Em sua análise, a Abimaq destacou que a ampliação dessas tarifas representa um fator de deterioração das condições de acesso ao mercado norte-americano.

“Para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos, a ampliação dessas medidas representa mais um fator de deterioração das condições de acesso ao mercado norte-americano. Além de elevar os custos para importadores e usuários finais nos EUA, a sobreposição de medidas tarifárias aumenta a insegurança jurídica, reduz a previsibilidade das relações comerciais e compromete a competitividade das empresas brasileiras”,

afirmou a entidade. Diante desse cenário, a Abimaq declarou ser essencial que o governo federal intensifique as medidas de apoio à competitividade das exportações brasileiras.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A associação também mencionou a necessidade de regulamentação do Plano Brasil Soberano 3 e a adoção de medidas complementares, como o diferimento de tributos federais, o fortalecimento da agenda de promoção comercial voltada à diversificação de mercados e a ampliação do Reintegra.

Além disso, a Abimaq se posicionou contra a adoção de medidas de retaliação comercial contra os EUA e a aplicação da Lei de Reciprocidade. A entidade argumentou que a escalada de barreiras comerciais tende a aumentar os custos para empresas e consumidores, reduzir a previsibilidade dos negócios e prejudicar cadeias produtivas altamente integradas, sem contribuir para uma solução duradoura das controvérsias.

Confirmando a nova tarifa, o representante comercial dos EUA, Jamison Greer, anunciou que a sobretaxa de 12,5% sobre os produtos brasileiros entrará em vigor nesta sexta-feira (24/07/2026). Essa decisão segue um anúncio anterior, feito em 15 de julho, sobre um tarifaço de 25% contra o Brasil. Com as novas sobretaxas, as tarifas podem alcançar um total de 37,5%.

Publicidade

Essas tarifas surgem após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que concluiu que o governo brasileiro não tem conseguido combater adequadamente a importação de produtos fabricados com trabalho escravo. O USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) enfatizou que o Brasil “falhou em impor e fazer cumprir efetivamente uma proibição à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado”.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A Abimaq criticou a decisão americana de adicionar 12,5% sobre importações brasileiras. A associação pede retomada do diálogo diplomático e ações para evitar escalada nas relações comerciais.

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) manifestou preocupação, em nota divulgada nesta sexta-feira (24/07/2026), com a recente decisão do governo dos EUA de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre as importações brasileiras. A medida foi anunciada na quinta-feira (23/07/2026) e representa um novo desafio para as relações comerciais entre os dois países.

A associação enfatizou que o momento exige uma retomada do diálogo e o fortalecimento dos canais diplomáticos e institucionais entre Brasil e EUA, a fim de evitar a escalada de medidas que possam agravar o ambiente de negócios. Em sua análise, a Abimaq destacou que a ampliação dessas tarifas representa um fator de deterioração das condições de acesso ao mercado norte-americano.

“Para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos, a ampliação dessas medidas representa mais um fator de deterioração das condições de acesso ao mercado norte-americano. Além de elevar os custos para importadores e usuários finais nos EUA, a sobreposição de medidas tarifárias aumenta a insegurança jurídica, reduz a previsibilidade das relações comerciais e compromete a competitividade das empresas brasileiras”,

afirmou a entidade. Diante desse cenário, a Abimaq declarou ser essencial que o governo federal intensifique as medidas de apoio à competitividade das exportações brasileiras.

A associação também mencionou a necessidade de regulamentação do Plano Brasil Soberano 3 e a adoção de medidas complementares, como o diferimento de tributos federais, o fortalecimento da agenda de promoção comercial voltada à diversificação de mercados e a ampliação do Reintegra.

Além disso, a Abimaq se posicionou contra a adoção de medidas de retaliação comercial contra os EUA e a aplicação da Lei de Reciprocidade. A entidade argumentou que a escalada de barreiras comerciais tende a aumentar os custos para empresas e consumidores, reduzir a previsibilidade dos negócios e prejudicar cadeias produtivas altamente integradas, sem contribuir para uma solução duradoura das controvérsias.

Confirmando a nova tarifa, o representante comercial dos EUA, Jamison Greer, anunciou que a sobretaxa de 12,5% sobre os produtos brasileiros entrará em vigor nesta sexta-feira (24/07/2026). Essa decisão segue um anúncio anterior, feito em 15 de julho, sobre um tarifaço de 25% contra o Brasil. Com as novas sobretaxas, as tarifas podem alcançar um total de 37,5%.

Essas tarifas surgem após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que concluiu que o governo brasileiro não tem conseguido combater adequadamente a importação de produtos fabricados com trabalho escravo. O USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) enfatizou que o Brasil “falhou em impor e fazer cumprir efetivamente uma proibição à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado”.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA