Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Policial

CFO veta uso de PMMA como preenchedor estético em todo o país

CFO proíbe uso de PMMA na odontologia para fins estéticos, visando segurança dos pacientes.

24/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h07
CFO veta uso de PMMA como preenchedor estético em todo o país

Nova norma limita o PMMA a usos reparadores autorizados pela Anvisa e proíbe sua aplicação injetável para fins estéticos. Profissionais devem comprovar habilitação técnica específica para manusear o produto.

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) divulgou, nesta sexta-feira (24), uma resolução que proíbe a utilização do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora injetável para fins estéticos no âmbito da odontologia. A decisão estabelece que o PMMA deve ser utilizado apenas em situações reparadoras autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Publicidade

A norma também determina que o cirurgião-dentista que realizar o procedimento deve apresentar habilitação técnica específica para o manuseio do produto, que é uma forma de plástico em gel com microesferas que não é absorvido pelo organismo. Além disso, os profissionais devem respeitar as condições previstas no registro sanitário do produto.

De acordo com o CFO, essa medida visa reforçar a preocupação com a segurança dos pacientes e estabelecer critérios para a atuação profissional na área. O documento também ressalta a importância de informar o paciente sobre os riscos, benefícios e alternativas terapêuticas, além de exigir a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido e a rastreabilidade do produto nos casos autorizados.

A norma ainda aponta que o descumprimento das diretrizes pode ser considerado uma infração ético-disciplinar, sujeitando o profissional às penalidades previstas na legislação vigente. Isso não exclui as responsabilidades civil, penal e administrativa que possam ser aplicadas.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Assim, caberá aos Conselhos Regionais de Odontologia a responsabilidade de divulgar a resolução, fiscalizar o cumprimento das normas e instaurar processos ético-disciplinares sempre que forem constatadas irregularidades.

“O CFO reafirma seu compromisso com a ética profissional, a segurança assistencial e a proteção da saúde da população, estabelecendo parâmetros técnicos para a utilização do PMMA na Odontologia”

Vale lembrar que, em maio deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia anunciado a proibição do uso do PMMA em todo o Brasil, tanto para fins estéticos quanto reparadores. A única exceção se aplica ao tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e seguindo os protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Publicidade

Essa definição foi motivada por diversos casos de complicações graves, incluindo mortes, que ocorreram após aplicações estéticas de PMMA nos glúteos, o que gerou uma preocupação significativa entre as autoridades de saúde.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Nova norma limita o PMMA a usos reparadores autorizados pela Anvisa e proíbe sua aplicação injetável para fins estéticos. Profissionais devem comprovar habilitação técnica específica para manusear o produto.

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) divulgou, nesta sexta-feira (24), uma resolução que proíbe a utilização do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora injetável para fins estéticos no âmbito da odontologia. A decisão estabelece que o PMMA deve ser utilizado apenas em situações reparadoras autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A norma também determina que o cirurgião-dentista que realizar o procedimento deve apresentar habilitação técnica específica para o manuseio do produto, que é uma forma de plástico em gel com microesferas que não é absorvido pelo organismo. Além disso, os profissionais devem respeitar as condições previstas no registro sanitário do produto.

De acordo com o CFO, essa medida visa reforçar a preocupação com a segurança dos pacientes e estabelecer critérios para a atuação profissional na área. O documento também ressalta a importância de informar o paciente sobre os riscos, benefícios e alternativas terapêuticas, além de exigir a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido e a rastreabilidade do produto nos casos autorizados.

A norma ainda aponta que o descumprimento das diretrizes pode ser considerado uma infração ético-disciplinar, sujeitando o profissional às penalidades previstas na legislação vigente. Isso não exclui as responsabilidades civil, penal e administrativa que possam ser aplicadas.

Assim, caberá aos Conselhos Regionais de Odontologia a responsabilidade de divulgar a resolução, fiscalizar o cumprimento das normas e instaurar processos ético-disciplinares sempre que forem constatadas irregularidades.

“O CFO reafirma seu compromisso com a ética profissional, a segurança assistencial e a proteção da saúde da população, estabelecendo parâmetros técnicos para a utilização do PMMA na Odontologia”

Vale lembrar que, em maio deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia anunciado a proibição do uso do PMMA em todo o Brasil, tanto para fins estéticos quanto reparadores. A única exceção se aplica ao tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e seguindo os protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Essa definição foi motivada por diversos casos de complicações graves, incluindo mortes, que ocorreram após aplicações estéticas de PMMA nos glúteos, o que gerou uma preocupação significativa entre as autoridades de saúde.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA