A federação italiana adia a oficialização de Andrea Pirlo após críticas ao seu papel como embaixador da Fonbet, maior casa de apostas russa. Guardiola e Ancelotti já recusaram a vaga.
A contratação do ex-jogador Andrea Pirlo para comandar a seleção italiana está sob análise. Apesar de a federação nacional ter recebido negativas de Pep Guardiola e Carlo Ancelotti, o anúncio de Pirlo como novo técnico ainda não foi efetuado devido à repercussão negativa sobre seu envolvimento com uma casa de apostas da Rússia.
Pirlo se tornou o principal embaixador da Fonbet, a maior casa de apostas russa. O acordo foi firmado quando ele assinou com o seu atual clube, o United, dos Emirados Árabes Unidos, cujo presidente possui vínculos com a empresa russa. Essa associação já provocou críticas ao ex-jogador, especialmente após sua participação em uma ação publicitária em Moscou. Com a iminente indicação para a Seleção Italiana, as reações contrárias aumentaram, incluindo manifestações de políticos do país.
O líder do partido Azione, Carlo Calenda, manifestou sua oposição, afirmando: ‘Qualquer pessoa que esteja ou tenha estado a fazer campanha pela Rússia depois de 2022 (ano da invasão da Ucrânia) nunca deveria ocupar um cargo público nacional.’
A maioria das nações europeias tem buscado isolar a Rússia desde a invasão da Ucrânia em 2022. Indivíduos com quaisquer vínculos ao país ou ao presidente Vladimir Putin são alvo de intensas críticas, como é o caso de Pirlo.
Diante desse cenário, jornais italianos estão reportando que a contratação de Pirlo para a seleção está ‘em cheque’. A decisão final está sendo cuidadosamente analisada por Paolo Maldini, ex-companheiro de equipe e ícone do futebol italiano, que atualmente exerce a função de diretor esportivo da Federação Italiana.
Embora Pirlo ainda não tenha consolidado uma carreira de sucesso como treinador, ele é considerado um dos maiores jogadores da história da Itália, tendo conquistado a Copa do Mundo em 2006. Sua boa relação com Maldini, seu ex-colega de time e seleção, também é um fator que pesa a seu favor.
A seleção italiana vive um momento de crise histórica, não participando de uma Copa do Mundo desde 2014 e tendo ficado de fora das edições de 2018, 2022 e 2026. Esse contexto intensifica a urgência pela reconstrução da equipe nacional.
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