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Política

Porta-voz de Milei minimiza risco de crise diplomática com o Brasil

Porta-voz de Milei afirma que declarações sobre Lula não afetarão relações diplomáticas.

28/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h19
Porta-voz de Milei minimiza risco de crise diplomática com o Brasil

Adrián Ravier afirmou na Casa Rosada que falas de Milei sobre Lula e Alexandre de Moraes não devem provocar crise entre Argentina e Brasil. A correspondente Luciana Taddeo disse que o tom foi mais moderado; Ravier admitiu que sempre houve insultos de ambos os lados.

O porta-voz de Javier Milei, Adrián Ravier, afirmou em uma coletiva de imprensa realizada na Casa Rosada, nesta terça-feira (28), que as declarações do líder argentino sobre Lula e Alexandre de Moraes não devem gerar impactos diplomáticos entre Argentina e Brasil.

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Segundo a correspondente em Buenos Aires, Luciana Taddeo, a postura de Ravier foi considerada mais moderada em comparação ao tom adotado por membros do governo argentino nos dias anteriores, especialmente após o discurso de Milei na convenção do PL, ocorrida no último sábado (25).

Ravier reconheceu que “sempre houve insultos dos dois lados” e destacou as diferenças ideológicas e políticas entre os líderes. No entanto, reiterou que a Argentina não leva essas divergências para o plano diplomático.

“Ele diz que o Milei é o líder de um movimento que tenta levar adiante ideias pró-mercado, que a família Bolsonaro é amiga e colega nessa ideia e que o presidente Lula enfrenta essa ideia”, destacou Taddeo durante o Bastidores CNN desta terça.

Apesar das tensões, o porta-voz enfatizou que, do lado argentino, a intenção é manter as relações comerciais entre os dois países, que ele descreveu como “povos irmãos”. Ravier mencionou o Mercosul e a história bilateral como evidências dessa interdependência.

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A correspondente observou que a fala de Ravier trouxe um pouco de pragmatismo em meio à crise diplomática, especialmente considerando que o Brasil é o principal sócio comercial da Argentina.

Por outro lado, setores da oposição na Argentina expressaram preocupação com os possíveis reflexos econômicos da crise, alertando para os riscos às exportações argentinas para o Brasil e aos investimentos brasileiros no país, o que poderia impactar os postos de trabalho na Argentina.

Mais de 33 deputados argentinos, em sua maioria peronistas e de setores progressistas, assinaram um projeto de declaração de repúdio às falas de Milei. O documento, apresentado por Jorge Taiana, ex-chanceler e ex-ministro, condena não apenas as declarações do líder argentino, mas também a sua presença no Brasil, classificando as falas como “calúnias e injúrias violentas”.

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O projeto também aponta que o episódio representa uma “grave afetação nas relações diplomáticas” e uma ingerência nos assuntos internos e no processo político-institucional brasileiro.

Entretanto, conforme Taddeo, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados é liderada por uma deputada aliada de Javier Milei, e apesar das 33 assinaturas, não há previsão para que o assunto seja discutido na Comissão.

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Adrián Ravier afirmou na Casa Rosada que falas de Milei sobre Lula e Alexandre de Moraes não devem provocar crise entre Argentina e Brasil. A correspondente Luciana Taddeo disse que o tom foi mais moderado; Ravier admitiu que sempre houve insultos de ambos os lados.

O porta-voz de Javier Milei, Adrián Ravier, afirmou em uma coletiva de imprensa realizada na Casa Rosada, nesta terça-feira (28), que as declarações do líder argentino sobre Lula e Alexandre de Moraes não devem gerar impactos diplomáticos entre Argentina e Brasil.

Segundo a correspondente em Buenos Aires, Luciana Taddeo, a postura de Ravier foi considerada mais moderada em comparação ao tom adotado por membros do governo argentino nos dias anteriores, especialmente após o discurso de Milei na convenção do PL, ocorrida no último sábado (25).

Ravier reconheceu que “sempre houve insultos dos dois lados” e destacou as diferenças ideológicas e políticas entre os líderes. No entanto, reiterou que a Argentina não leva essas divergências para o plano diplomático.

“Ele diz que o Milei é o líder de um movimento que tenta levar adiante ideias pró-mercado, que a família Bolsonaro é amiga e colega nessa ideia e que o presidente Lula enfrenta essa ideia”, destacou Taddeo durante o Bastidores CNN desta terça.

Apesar das tensões, o porta-voz enfatizou que, do lado argentino, a intenção é manter as relações comerciais entre os dois países, que ele descreveu como “povos irmãos”. Ravier mencionou o Mercosul e a história bilateral como evidências dessa interdependência.

A correspondente observou que a fala de Ravier trouxe um pouco de pragmatismo em meio à crise diplomática, especialmente considerando que o Brasil é o principal sócio comercial da Argentina.

Por outro lado, setores da oposição na Argentina expressaram preocupação com os possíveis reflexos econômicos da crise, alertando para os riscos às exportações argentinas para o Brasil e aos investimentos brasileiros no país, o que poderia impactar os postos de trabalho na Argentina.

Mais de 33 deputados argentinos, em sua maioria peronistas e de setores progressistas, assinaram um projeto de declaração de repúdio às falas de Milei. O documento, apresentado por Jorge Taiana, ex-chanceler e ex-ministro, condena não apenas as declarações do líder argentino, mas também a sua presença no Brasil, classificando as falas como “calúnias e injúrias violentas”.

O projeto também aponta que o episódio representa uma “grave afetação nas relações diplomáticas” e uma ingerência nos assuntos internos e no processo político-institucional brasileiro.

Entretanto, conforme Taddeo, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados é liderada por uma deputada aliada de Javier Milei, e apesar das 33 assinaturas, não há previsão para que o assunto seja discutido na Comissão.

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