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Economia

Alta da picanha reacende disputa eleitoral rumo a 2026

A alta no preço da picanha pode impactar o debate eleitoral em 2026, refletindo o poder de compra dos brasileiros.

29/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h50
Alta da picanha reacende disputa eleitoral rumo a 2026

Consumidores sentem no bolso o aumento do preço da carne nobre, que entra na agenda do eleitor. Economistas afirmam que variações decorrem do ciclo pecuário e choques externos, não apenas de políticas governamentais.

O preço da picanha, um dos cortes mais apreciados pelos brasileiros, passou por uma alta recente que pode influenciar o debate eleitoral em 2026. Inicialmente, no começo do governo Lula, o preço da carne chegou a cair, mas essa redução não foi resultado de políticas econômicas, e sim de fatores relacionados ao ciclo pecuário.

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Durante a eleição de 2022, a pressão no poder de compra, agravada pela pandemia e pela guerra na Ucrânia, aliado a uma inflação crescente, fez com que o churrasco se tornasse um artigo de luxo. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 12,1% em 12 meses até abril de 2022, tornando o acesso a carnes nobres um tema recorrente nos debates políticos.

No entanto, em 2026, um novo movimento de alta no preço da picanha foi registrado, com um custo de R$ 85,10 o quilo em junho. Essa alta representa um aumento de 21% em comparação com o mesmo período em 2025, de acordo com dados da consultoria Safras & Mercado. Em janeiro de 2026, a picanha atingiu o valor recorde de R$ 85,59 o quilo.

A dinâmica do mercado de carne bovina no Brasil está ligada ao ciclo produtivo nas fazendas. No início do atual governo, os preços da carne começaram a cair, coincidindo com o final do “ciclo de alta”. Nesse período, os pecuaristas, incentivados por bons preços, aumentaram os investimentos em bezerros e animais para reposição. Entretanto, quando os preços desses animais caem, os criadores acabam abatendo as fêmeas reprodutoras, o que aumenta a oferta de carne no mercado e pressiona os preços para baixo.

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Com a alta nos preços da picanha, o poder de compra dos brasileiros foi afetado. Em junho de 2026, o salário mínimo era de R$ 1.621, enquanto o preço do quilo da picanha subiu para R$ 85,10, resultando em um poder de compra de apenas 19,05 quilos, o menor da série histórica. Em comparação, em junho de 2023, o salário mínimo era de R$ 1.320, e o preço do quilo da picanha era de R$ 63,44, permitindo a compra de 20,81 quilos.

Embora haja uma expectativa de novas altas nos preços da carne, fatores externos, como a desaceleração nas vendas para a China, podem influenciar pontualmente o mercado interno. A expectativa de uma maior oferta de gado pode trazer um alívio temporário nos preços. Um levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) indicou uma leve queda de 0,55% no preço da picanha em junho em São Paulo.

“A alta nos preços das carnes vai se manter por causa da oferta restrita, a redução do rebanho, e a escassez de gado e carne no mercado”, afirma Fernando Henrique Iglesias, especialista do Safras & Mercado.

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À medida que se aproxima o ano eleitoral, especialistas indicam que a questão dos preços da carne, especialmente da picanha, pode se tornar um ponto de discussão relevante nas campanhas, refletindo a realidade do consumidor brasileiro.

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Consumidores sentem no bolso o aumento do preço da carne nobre, que entra na agenda do eleitor. Economistas afirmam que variações decorrem do ciclo pecuário e choques externos, não apenas de políticas governamentais.

O preço da picanha, um dos cortes mais apreciados pelos brasileiros, passou por uma alta recente que pode influenciar o debate eleitoral em 2026. Inicialmente, no começo do governo Lula, o preço da carne chegou a cair, mas essa redução não foi resultado de políticas econômicas, e sim de fatores relacionados ao ciclo pecuário.

Durante a eleição de 2022, a pressão no poder de compra, agravada pela pandemia e pela guerra na Ucrânia, aliado a uma inflação crescente, fez com que o churrasco se tornasse um artigo de luxo. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 12,1% em 12 meses até abril de 2022, tornando o acesso a carnes nobres um tema recorrente nos debates políticos.

No entanto, em 2026, um novo movimento de alta no preço da picanha foi registrado, com um custo de R$ 85,10 o quilo em junho. Essa alta representa um aumento de 21% em comparação com o mesmo período em 2025, de acordo com dados da consultoria Safras & Mercado. Em janeiro de 2026, a picanha atingiu o valor recorde de R$ 85,59 o quilo.

A dinâmica do mercado de carne bovina no Brasil está ligada ao ciclo produtivo nas fazendas. No início do atual governo, os preços da carne começaram a cair, coincidindo com o final do “ciclo de alta”. Nesse período, os pecuaristas, incentivados por bons preços, aumentaram os investimentos em bezerros e animais para reposição. Entretanto, quando os preços desses animais caem, os criadores acabam abatendo as fêmeas reprodutoras, o que aumenta a oferta de carne no mercado e pressiona os preços para baixo.

Com a alta nos preços da picanha, o poder de compra dos brasileiros foi afetado. Em junho de 2026, o salário mínimo era de R$ 1.621, enquanto o preço do quilo da picanha subiu para R$ 85,10, resultando em um poder de compra de apenas 19,05 quilos, o menor da série histórica. Em comparação, em junho de 2023, o salário mínimo era de R$ 1.320, e o preço do quilo da picanha era de R$ 63,44, permitindo a compra de 20,81 quilos.

Embora haja uma expectativa de novas altas nos preços da carne, fatores externos, como a desaceleração nas vendas para a China, podem influenciar pontualmente o mercado interno. A expectativa de uma maior oferta de gado pode trazer um alívio temporário nos preços. Um levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) indicou uma leve queda de 0,55% no preço da picanha em junho em São Paulo.

“A alta nos preços das carnes vai se manter por causa da oferta restrita, a redução do rebanho, e a escassez de gado e carne no mercado”, afirma Fernando Henrique Iglesias, especialista do Safras & Mercado.

À medida que se aproxima o ano eleitoral, especialistas indicam que a questão dos preços da carne, especialmente da picanha, pode se tornar um ponto de discussão relevante nas campanhas, refletindo a realidade do consumidor brasileiro.

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