Casos de pessoas filmadas sem consentimento com óculos inteligentes geram preocupação. Adriano Ponte, do Canaltech, comentou na CNN Tech que a Meta acionará judicialmente usuários que abusarem do recurso.
Os óculos inteligentes estão se tornando cada vez mais comuns, especialmente entre criadores de conteúdo que utilizam esses dispositivos para gravar vídeos para redes sociais. Contudo, usuários mal-intencionados têm explorado essa tecnologia para filmar pessoas sem o seu consentimento, o que levantou preocupações sobre privacidade.
A Meta, a empresa mais associada a esse tipo de aparelho, já anunciou que tomará medidas legais contra aqueles que fizerem mau uso de seus produtos. Este foi o tema abordado por Adriano Ponte, apresentador do Canaltech, durante o programa CNN Tech, que foi transmitido ao vivo na CNN Brasil.
Durante a apresentação, Adriano demonstrou como a tecnologia dos óculos se tornou imersiva e avançada. Ele utilizou a inteligência artificial Gemini Live, conectada aos óculos, e em poucos segundos, a IA descreveu com precisão o estúdio, incluindo detalhes sobre as roupas e os óculos da apresentadora Elisa. Essa demonstração evidenciou que o dispositivo é capaz de “ver e entender” o que ocorre ao seu redor em tempo real.
Para combater a espionagem e a gravação não autorizada, a Meta implementou algumas medidas rigorosas:
O chefe do Instagram, Adam Mosseri, confirmou que a plataforma está banindo contas de usuários conhecidos como “creeps”, pessoas que gravam estranhos de forma invasiva. Duas contas que realizavam esse tipo de conteúdo e possuíam mais de 1 milhão de seguidores já foram desativadas.
Além disso, a empresa alertou que processará qualquer indivíduo ou empresa que tentar modificar os óculos para desativar a luz de LED frontal, que pisca quando a câmera está gravando, como forma de garantir a privacidade das pessoas ao redor.
No Brasil, gravar e publicar vídeos de terceiros sem autorização fere o direito de imagem, conforme estabelecido pelo Código Civil, e pode resultar em sanções de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Adriano também destacou que a discussão sobre a etiqueta tecnológica é antiga, remontando à época do Google Glass, quando surgiu o termo “Glasshole” para descrever usuários invasivos. O desafio atual é encontrar um equilíbrio entre a privacidade e as oportunidades que essa tecnologia oferece em termos de acessibilidade.
O recurso de audiodescrição em tempo real, demonstrado no programa, é uma ferramenta inovadora e útil para pessoas com deficiência visual, permitindo uma compreensão do ambiente de forma mais independente.
Para aqueles que desejam utilizar recursos inteligentes sem enfrentar polêmicas de privacidade, existem alternativas disponíveis no mercado. Modelos de óculos mais antigos, como os da Amazon, não têm câmeras e são equipados apenas com microfones, permitindo o uso de assistentes de voz e GPS sem gravar imagens.
Se você se interessa por óculos inteligentes mas precisa de correção visual, não é necessário usar um par de óculos por cima do outro. É possível adquirir a armação inteligente original e levá-la a uma ótica de confiança para a montagem de lentes de grau personalizadas, garantindo conforto e estilo no dia a dia.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

