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Economia

Shell lucra US$ 9,84 bi no 2º tri e mantém recompra de US$ 3 bi

Shell registra lucro de US$ 9,84 bilhões no 2º trimestre, com produção recorde no Brasil.

30/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h31
Shell lucra US$ 9,84 bi no 2º tri e mantém recompra de US$ 3 bi

Desempenho foi impulsionado por operações de trading e preços elevados, em meio ao conflito no Oriente Médio. Resultado superou as projeções dos analistas e cresceu sobre o trimestre anterior.

No segundo trimestre de 2026, a Shell obteve um lucro ajustado de US$ 9,84 bilhões, superando as expectativas do mercado. O desempenho foi impulsionado por operações de trading robustas e preços elevados, em meio ao conflito no Oriente Médio. No trimestre anterior, a empresa havia registrado um lucro de US$ 6,915 bilhões. As estimativas de analistas, compiladas pela Vara Research, apontavam para um lucro de US$ 8,92 bilhões.

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A companhia manteve seu programa trimestral de recompra de ações, anunciando um montante de US$ 3 bilhões, o mesmo valor que foi divulgado em maio. Este é o 19º trimestre consecutivo em que a Shell realiza recompras de pelo menos US$ 3 bilhões.

A Shell destacou que seu desempenho reflete uma produção recorde no setor upstream no Brasil e uma utilização sem precedentes em suas refinarias. As margens mais elevadas resultaram em um lucro ajustado na divisão de químicos, alcançando o maior nível desde o terceiro trimestre de 2021.

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O conflito no Oriente Médio trouxe um ganho inesperado para as grandes petrolíferas. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota estratégica no Golfo Pérsico, impactou a oferta global de petróleo e gás, que normalmente passa por essa região. As mesas de trading se beneficiaram com a situação, enquanto as operações de upstream também registraram lucros robustos devido à alta dos preços, à medida que os clientes buscavam substituir a oferta restringida.

Além disso, as empresas com capacidade de refino aproveitaram margens recordes em produtos como diesel, querosene de aviação e petroquímicos. No segundo trimestre, a Shell gerou US$ 21,4 bilhões em fluxo de caixa operacional e reduziu sua dívida líquida para US$ 42 bilhões, uma queda em relação aos US$ 52,6 bilhões do primeiro trimestre.

A companhia também informou que o conflito no Oriente Médio resultou na perda de cerca de 10% de sua produção total, devido a ativos danificados ou paralisados no Catar. A Shell controla a planta Pearl de gás para líquidos e possui 30% de participação em uma unidade de GNL da QatarEnergy.

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Desempenho foi impulsionado por operações de trading e preços elevados, em meio ao conflito no Oriente Médio. Resultado superou as projeções dos analistas e cresceu sobre o trimestre anterior.

No segundo trimestre de 2026, a Shell obteve um lucro ajustado de US$ 9,84 bilhões, superando as expectativas do mercado. O desempenho foi impulsionado por operações de trading robustas e preços elevados, em meio ao conflito no Oriente Médio. No trimestre anterior, a empresa havia registrado um lucro de US$ 6,915 bilhões. As estimativas de analistas, compiladas pela Vara Research, apontavam para um lucro de US$ 8,92 bilhões.

A companhia manteve seu programa trimestral de recompra de ações, anunciando um montante de US$ 3 bilhões, o mesmo valor que foi divulgado em maio. Este é o 19º trimestre consecutivo em que a Shell realiza recompras de pelo menos US$ 3 bilhões.

A Shell destacou que seu desempenho reflete uma produção recorde no setor upstream no Brasil e uma utilização sem precedentes em suas refinarias. As margens mais elevadas resultaram em um lucro ajustado na divisão de químicos, alcançando o maior nível desde o terceiro trimestre de 2021.

O conflito no Oriente Médio trouxe um ganho inesperado para as grandes petrolíferas. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota estratégica no Golfo Pérsico, impactou a oferta global de petróleo e gás, que normalmente passa por essa região. As mesas de trading se beneficiaram com a situação, enquanto as operações de upstream também registraram lucros robustos devido à alta dos preços, à medida que os clientes buscavam substituir a oferta restringida.

Além disso, as empresas com capacidade de refino aproveitaram margens recordes em produtos como diesel, querosene de aviação e petroquímicos. No segundo trimestre, a Shell gerou US$ 21,4 bilhões em fluxo de caixa operacional e reduziu sua dívida líquida para US$ 42 bilhões, uma queda em relação aos US$ 52,6 bilhões do primeiro trimestre.

A companhia também informou que o conflito no Oriente Médio resultou na perda de cerca de 10% de sua produção total, devido a ativos danificados ou paralisados no Catar. A Shell controla a planta Pearl de gás para líquidos e possui 30% de participação em uma unidade de GNL da QatarEnergy.

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