Desempenho foi impulsionado por operações de trading e preços elevados, em meio ao conflito no Oriente Médio. Resultado superou as projeções dos analistas e cresceu sobre o trimestre anterior.
No segundo trimestre de 2026, a Shell obteve um lucro ajustado de US$ 9,84 bilhões, superando as expectativas do mercado. O desempenho foi impulsionado por operações de trading robustas e preços elevados, em meio ao conflito no Oriente Médio. No trimestre anterior, a empresa havia registrado um lucro de US$ 6,915 bilhões. As estimativas de analistas, compiladas pela Vara Research, apontavam para um lucro de US$ 8,92 bilhões.
A companhia manteve seu programa trimestral de recompra de ações, anunciando um montante de US$ 3 bilhões, o mesmo valor que foi divulgado em maio. Este é o 19º trimestre consecutivo em que a Shell realiza recompras de pelo menos US$ 3 bilhões.
A Shell destacou que seu desempenho reflete uma produção recorde no setor upstream no Brasil e uma utilização sem precedentes em suas refinarias. As margens mais elevadas resultaram em um lucro ajustado na divisão de químicos, alcançando o maior nível desde o terceiro trimestre de 2021.
O conflito no Oriente Médio trouxe um ganho inesperado para as grandes petrolíferas. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota estratégica no Golfo Pérsico, impactou a oferta global de petróleo e gás, que normalmente passa por essa região. As mesas de trading se beneficiaram com a situação, enquanto as operações de upstream também registraram lucros robustos devido à alta dos preços, à medida que os clientes buscavam substituir a oferta restringida.
Além disso, as empresas com capacidade de refino aproveitaram margens recordes em produtos como diesel, querosene de aviação e petroquímicos. No segundo trimestre, a Shell gerou US$ 21,4 bilhões em fluxo de caixa operacional e reduziu sua dívida líquida para US$ 42 bilhões, uma queda em relação aos US$ 52,6 bilhões do primeiro trimestre.
A companhia também informou que o conflito no Oriente Médio resultou na perda de cerca de 10% de sua produção total, devido a ativos danificados ou paralisados no Catar. A Shell controla a planta Pearl de gás para líquidos e possui 30% de participação em uma unidade de GNL da QatarEnergy.
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