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Internacional

Milei corta 40% do orçamento da Saúde e aprofunda crise social

Cortes orçamentários na saúde na Argentina sob Javier Milei geram impactos sociais severos.

31/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h04
Milei corta 40% do orçamento da Saúde e aprofunda crise social

Cortes no orçamento do Ministério da Saúde e uma decisão administrativa que eliminou 63 bilhões de pesos já pressionam hospitais. Pacientes enfrentam falta de insumos e piora no atendimento.

A saúde pública na Argentina enfrenta desafios severos sob a gestão do presidente Javier Milei, que implementou cortes orçamentários e desregulamentação. O impacto social desse modelo de governo tem sido alarmante, refletindo uma abordagem que prioriza a austeridade fiscal em detrimento do bem-estar da população.

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Recentemente, o governo argentino anunciou um corte de 40% no orçamento do Ministério da Saúde, o que representa uma redução significativa em termos reais. Em maio, foi imposta uma Decisão Administrativa que determinou um corte adicional de 63 bilhões de pesos nos gastos correntes da pasta. Essas medidas têm gerado preocupação entre especialistas e cidadãos, que observam a deterioração dos serviços de saúde.

Um dos programas mais afetados foi o Remediar, criado em 2002 para garantir a entrega gratuita de medicamentos em aproximadamente 7.800 centros de atenção primária. Com o desmantelamento desse programa, milhões de cidadãos vulneráveis têm enfrentado dificuldades para acessar os medicamentos necessários.

A situação é ainda mais crítica para pacientes com câncer e HIV/Aids, que sofreram cortes expressivos em suas assistências. Em 2024, a redução nos programas de tratamento para HIV/Aids deve chegar a 67%, com uma queda prevista de 46% em 2025. Esses dados foram corroborados por veículos de comunicação, incluindo a Associated Press e a CNN Brasil.

Além disso, as transferências de verbas federais para o fortalecimento dos sistemas provinciais de saúde diminuíram mais de 60%, sobrecarregando os hospitais locais. Como resultado, muitos têm enfrentado atrasos em cirurgias e falta de insumos médicos.

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Com a eliminação dos controles estatais sobre os preços da medicina privada, os reajustes nas consultas médicas superaram 40%, o que tem empurrado muitos pacientes da classe média para um sistema público já fragilizado.

Os cortes também atingiram o Programa de Atenção Médica Integral (PAMI), que atende aposentados, resultando na perda de acesso à cobertura integral de medicamentos gratuitos. Estima-se que uma em cada quatro receitas médicas não seja mais cumprida devido à incapacidade econômica dos pacientes.

A situação está se agravando com uma dívida acumulada de mais de 500 bilhões de pesos com médicos, clínicas e farmácias, além da demissão de mais de 2 mil funcionários do Ministério da Saúde, afetando a vigilância epidemiológica e o controle de doenças endêmicas.

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Em uma decisão controversa, Javier Milei também anunciou a saída da Argentina da Organização Mundial da Saúde, justificando a medida com discordâncias em relação às diretrizes globais de saúde. Essas ações têm levantado um amplo debate sobre o futuro da saúde pública no país.

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Cortes no orçamento do Ministério da Saúde e uma decisão administrativa que eliminou 63 bilhões de pesos já pressionam hospitais. Pacientes enfrentam falta de insumos e piora no atendimento.

A saúde pública na Argentina enfrenta desafios severos sob a gestão do presidente Javier Milei, que implementou cortes orçamentários e desregulamentação. O impacto social desse modelo de governo tem sido alarmante, refletindo uma abordagem que prioriza a austeridade fiscal em detrimento do bem-estar da população.

Recentemente, o governo argentino anunciou um corte de 40% no orçamento do Ministério da Saúde, o que representa uma redução significativa em termos reais. Em maio, foi imposta uma Decisão Administrativa que determinou um corte adicional de 63 bilhões de pesos nos gastos correntes da pasta. Essas medidas têm gerado preocupação entre especialistas e cidadãos, que observam a deterioração dos serviços de saúde.

Um dos programas mais afetados foi o Remediar, criado em 2002 para garantir a entrega gratuita de medicamentos em aproximadamente 7.800 centros de atenção primária. Com o desmantelamento desse programa, milhões de cidadãos vulneráveis têm enfrentado dificuldades para acessar os medicamentos necessários.

A situação é ainda mais crítica para pacientes com câncer e HIV/Aids, que sofreram cortes expressivos em suas assistências. Em 2024, a redução nos programas de tratamento para HIV/Aids deve chegar a 67%, com uma queda prevista de 46% em 2025. Esses dados foram corroborados por veículos de comunicação, incluindo a Associated Press e a CNN Brasil.

Além disso, as transferências de verbas federais para o fortalecimento dos sistemas provinciais de saúde diminuíram mais de 60%, sobrecarregando os hospitais locais. Como resultado, muitos têm enfrentado atrasos em cirurgias e falta de insumos médicos.

Com a eliminação dos controles estatais sobre os preços da medicina privada, os reajustes nas consultas médicas superaram 40%, o que tem empurrado muitos pacientes da classe média para um sistema público já fragilizado.

Os cortes também atingiram o Programa de Atenção Médica Integral (PAMI), que atende aposentados, resultando na perda de acesso à cobertura integral de medicamentos gratuitos. Estima-se que uma em cada quatro receitas médicas não seja mais cumprida devido à incapacidade econômica dos pacientes.

A situação está se agravando com uma dívida acumulada de mais de 500 bilhões de pesos com médicos, clínicas e farmácias, além da demissão de mais de 2 mil funcionários do Ministério da Saúde, afetando a vigilância epidemiológica e o controle de doenças endêmicas.

Em uma decisão controversa, Javier Milei também anunciou a saída da Argentina da Organização Mundial da Saúde, justificando a medida com discordâncias em relação às diretrizes globais de saúde. Essas ações têm levantado um amplo debate sobre o futuro da saúde pública no país.

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