Em 3 de agosto de 2026, o vice-presidente Ricardo Paul anunciou que a IA vai medir resíduos gerados em partidas. Os dados subsidiarão compensação e reciclagem do programa CBF Impacta em cerca de 3.300 jogos/ano.
No dia 3 de agosto de 2026, Ricardo Paul, vice-presidente e diretor de Sustentabilidade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), anunciou que as partidas organizadas pela entidade começarão a utilizar inteligência artificial para medir a quantidade de resíduos produzidos durante os jogos.
Segundo o dirigente, essa tecnologia será fundamental para embasar ações de compensação ambiental e reciclagem, que fazem parte do programa CBF Impacta. Essa iniciativa abrange diversos projetos nas áreas ambiental, social e de governança, abrangendo aproximadamente 3.300 jogos por ano. O objetivo é que a CBF se torne a primeira confederação de futebol do mundo classificada como “360 neutra”, focando na neutralização de carbono, gestão de resíduos, uso eficiente de recursos hídricos e eficiência energética.
O anúncio ocorreu durante o painel “Grandes Eventos Esportivos e Sustentabilidade: Inovação, Impacto e Legado”, no 3º Fórum Sustentabilidade em Campo, realizado no Museu do Futebol, em São Paulo. O evento contou com a participação de Bettina Vettori, gerente de Sustentabilidade do Mundial de Endurance (WEC), Patricia Santos, coordenadora de ESG da Liga Nacional de Basquete (LNB), e Wlamir Motta Campos, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A mediação foi feita pelo jornalista Vinicius Lordello.
Durante o painel, Paul detalhou como o sistema de inteligência artificial funcionará. Ele explicou que a tecnologia irá cruzar dados sobre o público presente e as características do estádio para gerar estimativas precisas da quantidade de água, energia e resíduos sólidos gerados em cada partida. “Com a ajuda da inteligência artificial, a gente consegue medir com muita precisão a quantidade de água, de energia e de resíduos sólidos gerados em qualquer jogo nosso de futebol a partir de alguns inputs simples”, afirmou.
Entre os projetos destacados pelo CBF Impacta, está a intenção de transformar os resíduos gerados nas competições em bolas de futebol que serão distribuídas em comunidades. Essa proposta busca utilizar o esporte como uma ferramenta de educação ambiental, incentivando a reciclagem e o descarte adequado de materiais entre os jovens.
Além disso, Paul mencionou que a CBF já iniciou o processo de neutralização das emissões de carbono das partidas da seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2026, com planos de estender essa medida a todas as competições organizadas pela confederação. “Todos os nossos cerca de 3.300 jogos por ano também serão neutros em carbono”, disse o dirigente. A CBF pretende divulgar, após cada partida, indicadores de emissões e compensação ambiental, com o intuito de conscientizar os torcedores sobre a importância da sustentabilidade.
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