Após buscas da PF, Weverton diz não ter nada a esconder e afirma que valores foram declarados à Receita. Nova fase da Operação Sem Desconto apura ocultação de bens ligada a familiares e ao advogado Willer Tomaz.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) declarou nesta terça-feira (4) que não possui nada a esconder após a Polícia Federal investigar familiares do parlamentar e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro. Em sua manifestação, o senador afirmou que as movimentações financeiras identificadas na investigação foram “devidamente declaradas à Receita Federal”.
A Polícia Federal apura um suposto esquema de ocultação de recursos e imóveis relacionados ao senador e a Willer Tomaz. A nova ação, realizada na manhã de hoje, faz parte de uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga descontos ilegais em benefícios do INSS.
“Não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família, e até apoiadores políticos. Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder”, afirmou Weverton em nota.
O senador também ressaltou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o cumprimento de mandados de buscas e apreensões que miravam seus familiares. Foram cumpridos 18 mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em endereços no Distrito Federal e no Maranhão.
“Todas as movimentações mencionadas são frutos de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal. Quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores”, destacou.
Weverton atribuiu a nova operação da PF a uma suposta pressão relacionada à sua candidatura nas eleições deste ano. O senador, que atualmente é vice-líder do governo no Senado, busca a reeleição.
“Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei”, declarou.
As investigações tiveram início após a PF identificar indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos. Em sua nota, o senador ainda comentou sobre a expectativa de sofrer ataques em decorrência de sua candidatura ao Senado e suas posições políticas.
“Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques”, finalizou.
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