A estatal reportou lucro líquido ajustado de US$ 33,4 bilhões no trimestre encerrado em junho, ante US$ 25,2 bilhões um ano antes. Preços mais altos do petróleo impulsionaram o resultado, apesar de volumes menores, custos e impostos.
A Saudi Aramco, estatal de petróleo da Arábia Saudita, anunciou um aumento de 33% em seu lucro no segundo trimestre de 2026, impulsionado por preços mais altos do petróleo bruto. O lucro líquido ajustado da companhia atingiu US$ 33,4 bilhões nos três meses até junho, comparado a US$ 25,2 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Esse crescimento foi principalmente resultado da valorização dos preços do petróleo e de produtos refinados e químicos. No entanto, houve uma compensação com a redução dos volumes vendidos, aumento dos custos operacionais e incremento na carga tributária.
A empresa destacou que conseguiu manter a continuidade dos negócios mesmo diante das interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz. Para isso, a Aramco utilizou seu oleoduto Leste-Oeste, além de contar com capacidade de armazenamento e terminais de exportação, o que permitiu sustentar a produção e as exportações.
Além disso, a Aramco reposicionou o porto de Yanbu, localizado no Mar Vermelho, como um centro estratégico para os embarques. Essa rede alternativa foi fundamental para a manutenção das exportações, limitando o impacto das interrupções no Golfo Pérsico, embora não tenha conseguido substituir completamente os volumes normalmente encaminhados pelo Estreito de Ormuz.
Durante o trimestre, aproximadamente 5 milhões de barris por dia foram exportados por rotas alternativas, de uma produção total de cerca de 9,5 milhões de barris por dia. A companhia também informou que algumas de suas instalações e as de suas afiliadas na Arábia Saudita sofreram ataques durante o trimestre e em julho, mas esses incidentes não tiveram efeito significativo em sua posição financeira, operações ou fluxos de caixa.
O CEO da empresa, Amin H. Nasser, destacou que, mesmo que o Estreito de Ormuz fosse reaberto de imediato, a recuperação dos estoques globais de petróleo em queda levaria até 18 meses, com uma média de 2,1 milhões de barris por dia, sustentando assim a demanda por petróleo bruto até 2027.
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