Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Blog

Hospitais da América Latina formam aliança para compartilhar dados de saúde

Hospitais de Brasil, Chile, Colômbia e Argentina formam aliança para compartilhar dados de saúde.

04/08/2026 · 20h01
Hospitais da América Latina formam aliança para compartilhar dados de saúde

Quatro instituições de saúde da América Latina oficializaram a criação da Aliança Latino-Americana de Instituições de Saúde (Alis). O grupo lançou a plataforma Alis Dados, que integra informações padronizadas e anonimizadas de pacientes de Brasil, Chile, Colômbia e Argentina. O objetivo da iniciativa é acelerar a realização de pesquisas médicas.

A aliança conta com a participação do Einstein Hospital Israelita (Brasil), da Clínica Alemana (Chile), da Fundación Santa Fe de Bogotá (Colômbia) e do Hospital Universitário Austral (Argentina). O anúncio foi feito durante o 11º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança, realizado entre os dias 28 e 30 de julho.

Publicidade

O primeiro trabalho científico conjunto do grupo analisou a cultura de segurança nas quatro organizações e reuniu dados sobre a capacitação e as atitudes das equipes de saúde. A expectativa é que o sistema funcione como um acervo de informações, permitindo acelerar pesquisas futuras sem a necessidade de recrutamento constante de pacientes.

“A plataforma serve como um arcabouço de informação para qualquer ideia de estudo. Ela não está sendo criada para um trabalho específico, mas para que a pesquisa saia em um tempo muito mais ágil”, afirmou o presidente do Einstein, Sidney Klajner.

As instituições que integram a aliança planejam promover a troca de informações para compreender diferentes realidades epidemiológicas e auxiliar na articulação entre os setores público e privado de cada país. Segundo os representantes do grupo, essa iniciativa proporcionará aos pacientes um ambiente hospitalar mais seguro, com tratamentos baseados em evidências e menor incidência de complicações. Além disso, há planos para expandir a rede para outros estabelecimentos de saúde na América Latina.

Os quatro países que fazem parte da aliança enfrentam desafios comuns na área da saúde, como mudanças demográficas, falta de equidade no acesso e a necessidade de melhorar a eficiência dos sistemas de saúde. Na Argentina, busca-se desmistificar a ideia de que qualidade e segurança nos serviços de saúde significam custos mais altos, com o intuito de demonstrar que trabalhar esses pilares pode reduzir desperdícios e custos desnecessários.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

“O que a evidência ajuda a mostrar é que trabalhar em qualidade significa trabalhar em eficiência”, declarou Rafael Aragón, do Hospital Universitário Austral.

Bernd Oberpaur, representante da Clínica Alemana de Santiago, ressaltou que a região enfrenta problemas relacionados a transições demográficas e epidemias, o que pressiona a capacidade de atendimento dos hospitais. Ele descreveu a nova iniciativa como “uma plataforma de intercâmbio de experiências” e destacou que a criação dessa rede representa “uma oportunidade grande” para o setor na região.

Rooselvet Fajardo Gómez, diretor geral da Fundación Santa Fe de Bogotá, afirmou que o uso desses dados garantirá a sustentabilidade e os resultados clínicos: “O futuro da saúde na América Latina dependerá da nossa capacidade de consolidar sistemas de saúde sustentáveis, nos quais a excelência, a inovação, a pesquisa e a formação de talentos se traduzam em melhores resultados para as pessoas e as comunidades”.

Publicidade

As instituições participantes possuem características distintas: o Einstein Hospital Israelita (Brasil) foca em inovação e equidade; a Clínica Alemana (Chile) tem mais de um século de atuação e acreditação JCI; a Fundación Santa Fe de Bogotá (Colômbia) possui mais de 50 anos de atuação com certificações JCI; e o Hospital Universitário Austral (Argentina) é referência em procedimentos de alta complexidade e acreditação internacional.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Quatro instituições de saúde da América Latina oficializaram a criação da Aliança Latino-Americana de Instituições de Saúde (Alis). O grupo lançou a plataforma Alis Dados, que integra informações padronizadas e anonimizadas de pacientes de Brasil, Chile, Colômbia e Argentina. O objetivo da iniciativa é acelerar a realização de pesquisas médicas.

A aliança conta com a participação do Einstein Hospital Israelita (Brasil), da Clínica Alemana (Chile), da Fundación Santa Fe de Bogotá (Colômbia) e do Hospital Universitário Austral (Argentina). O anúncio foi feito durante o 11º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança, realizado entre os dias 28 e 30 de julho.

O primeiro trabalho científico conjunto do grupo analisou a cultura de segurança nas quatro organizações e reuniu dados sobre a capacitação e as atitudes das equipes de saúde. A expectativa é que o sistema funcione como um acervo de informações, permitindo acelerar pesquisas futuras sem a necessidade de recrutamento constante de pacientes.

“A plataforma serve como um arcabouço de informação para qualquer ideia de estudo. Ela não está sendo criada para um trabalho específico, mas para que a pesquisa saia em um tempo muito mais ágil”, afirmou o presidente do Einstein, Sidney Klajner.

As instituições que integram a aliança planejam promover a troca de informações para compreender diferentes realidades epidemiológicas e auxiliar na articulação entre os setores público e privado de cada país. Segundo os representantes do grupo, essa iniciativa proporcionará aos pacientes um ambiente hospitalar mais seguro, com tratamentos baseados em evidências e menor incidência de complicações. Além disso, há planos para expandir a rede para outros estabelecimentos de saúde na América Latina.

Os quatro países que fazem parte da aliança enfrentam desafios comuns na área da saúde, como mudanças demográficas, falta de equidade no acesso e a necessidade de melhorar a eficiência dos sistemas de saúde. Na Argentina, busca-se desmistificar a ideia de que qualidade e segurança nos serviços de saúde significam custos mais altos, com o intuito de demonstrar que trabalhar esses pilares pode reduzir desperdícios e custos desnecessários.

“O que a evidência ajuda a mostrar é que trabalhar em qualidade significa trabalhar em eficiência”, declarou Rafael Aragón, do Hospital Universitário Austral.

Bernd Oberpaur, representante da Clínica Alemana de Santiago, ressaltou que a região enfrenta problemas relacionados a transições demográficas e epidemias, o que pressiona a capacidade de atendimento dos hospitais. Ele descreveu a nova iniciativa como “uma plataforma de intercâmbio de experiências” e destacou que a criação dessa rede representa “uma oportunidade grande” para o setor na região.

Rooselvet Fajardo Gómez, diretor geral da Fundación Santa Fe de Bogotá, afirmou que o uso desses dados garantirá a sustentabilidade e os resultados clínicos: “O futuro da saúde na América Latina dependerá da nossa capacidade de consolidar sistemas de saúde sustentáveis, nos quais a excelência, a inovação, a pesquisa e a formação de talentos se traduzam em melhores resultados para as pessoas e as comunidades”.

As instituições participantes possuem características distintas: o Einstein Hospital Israelita (Brasil) foca em inovação e equidade; a Clínica Alemana (Chile) tem mais de um século de atuação e acreditação JCI; a Fundación Santa Fe de Bogotá (Colômbia) possui mais de 50 anos de atuação com certificações JCI; e o Hospital Universitário Austral (Argentina) é referência em procedimentos de alta complexidade e acreditação internacional.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA