Bolsas europeias fecharam mistas nesta quarta, com investidores atentos a balanços e a um possível acordo EUA-Irã que pode reabrir o Estreito de Ormuz. FTSE +0,08%; DAX -0,24%; CAC +0,03%.
As bolsas de valores europeias encerraram suas atividades sem uma direção única nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026. Investidores mostraram reações aos balanços corporativos e à possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que poderia resultar na reabertura do Estreito de Ormuz.
No mercado londrino, o FTSE 100 registrou uma leve alta de 0,08%, fechando a 10.888,30 pontos. Em Frankfurt, o DAX apresentou uma queda de 0,24%, encerrando a 26.139,03 pontos. Por sua vez, o CAC 40, em Paris, avançou 0,03%, com o índice alcançando 8.669,30 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve uma pequena baixa de 0,18%, fechando a 53.446,80 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,16%, encerrando o dia a 20.054,80 pontos, enquanto o PSI 20 de Lisboa ganhou 0,08%, chegando a 9.176,10 pontos. As cotações apresentadas são preliminares. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,03%, atingindo 657,04 pontos, marcando um novo recorde.
Entre os destaques do pregão, a mineradora Glencore teve uma valorização de cerca de 4% em Londres, após divulgar resultados semestrais positivos e anunciar planos de buscar uma listagem secundária no mercado acionário australiano. A cervejaria Heineken também se destacou, com uma alta de 2,42% em Amsterdã, impulsionada por um crescimento acelerado nos volumes de vendas.
Por outro lado, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk viu suas ações caírem mais de 4% em Copenhague, pressionada por vendas abaixo do esperado do novo medicamento Wegovy em comprimidos, apesar de ter melhorado as projeções para 2026. Em Frankfurt, a Siemens Energy perdeu 0,25% após a divulgação de seus lucros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada que um acordo sobre Ormuz poderia ser fechado já nesta quarta ou quinta-feira. Além disso, os EUA removeram sanções de contraterrorismo contra empresas do Iraque ligadas ao regime iraniano, uma pré-condição de Teerã para avançar nas negociações de paz.
No campo macroeconômico, o índice dos gerentes de compras (PMI) de serviços da zona do euro atingiu o maior nível em cinco meses, conforme pesquisa da S&P Global. O mesmo indicador para a Alemanha e Reino Unido também foi revisado para cima. O índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro subiu 4,6% na comparação anual de junho.
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