Em comunicado nesta quarta (5), a Fifa reconheceu falhas na proposta de vender ações pela Fifa Forward Enterprise (FFE) e pediu desculpas às associações‑membro. O caso, debatido em reunião emergencial em Rabat, gerou problemas para a entidade e para o presidente Gianni Infantino.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (5), a Fifa admitiu que cometeu erros em sua tentativa de vender parte das ações da entidade, o que gerou problemas para a organização e seu presidente, Gianni Infantino. A declaração foi feita após uma reunião de emergência realizada em Rabat, Marrocos.
A nota oficial da Fifa destacou o reconhecimento do bom trabalho realizado durante a Copa do Mundo de 2026, mas enfatizou que o foco principal foi a proposta da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova empresa que a Fifa planejava criar para a venda de ações, com o objetivo de aumentar a receita. No entanto, a ideia foi mal recebida globalmente e foi retirada após menos de uma semana, no dia 31 de julho.
A Fifa assumiu que cometeu erros antes, durante e após a divulgação da proposta pela imprensa.
A entidade também informou ter enviado um pedido de desculpas formal a todas as 211 associações-membro, reconhecendo os erros cometidos. Em uma carta separada ao Conselho da Fifa e às Associações Membro, a Fifa expressou seu compromisso de que esses erros não se repetirãom e anunciou que uma revisão será realizada para apurar os fatos, com um relatório completo a ser apresentado na próxima reunião do Conselho.
A Fifa reafirmou que não tolerará mais ataques à sua integridade e tomará medidas para proteger sua reputação. Além disso, após a reunião, o Secretário-Geral da Fifa e os membros do Conselho reafirmaram total apoio a Infantino, que é considerado o único dirigente eleito pelas 211 associações-membro.
Infantino, por sua vez, destacou o trabalho excepcional realizado pela administração da Fifa na realização de sua visão e que os processos de comunicação e interação na liderança devem ser continuamente aprimorados.
A proposta da FFE, que requereria a aprovação das Associações Membro e do Conselho da Fifa, foi oficialmente retirada da pauta. A Fifa reiterou que não tolerará ataques à sua integridade e que tomará as medidas necessárias para proteger seu nome e reputação. Apesar dos erros, a Fifa afirmou que todas as ações realizadas estavam em conformidade com seu arcabouço regulatório.
A organização manifestou sua intenção de trabalhar em colaboração com as partes interessadas para examinar como pode apoiar ainda mais o desenvolvimento do futebol por meio do programa FIFA Forward, em benefício das 211 associações-membro, confederações e associações regionais.
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