O MEC divulgou resultados que mostram média de 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental. Amapá (5,5), Pará (5,6) e Bahia (5,7) ficaram abaixo e revelam desigualdade entre estados.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quarta-feira (5), os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, que é considerado o principal indicador de qualidade da educação no Brasil. Apesar de os índices alcançarem patamares históricos, a avaliação evidenciou a disparidade na qualidade do ensino entre os estados brasileiros.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, que englobam do 1º ao 5º ano, a média geral do Brasil foi de 6,3. Entretanto, alguns estados apresentaram resultados abaixo dessa média, como o Amapá, com 5,5; o Pará, com 5,6; e a Bahia, com 5,7. Outros estados que também ficaram abaixo da média incluem Maranhão (5,7), Rio Grande do Norte (5,7), Sergipe (5,8), Mato Grosso do Sul (5,9), Roraima (5,9) e Tocantins (5,9).
Por outro lado, o Paraná foi o estado que obteve o melhor resultado, alcançando a nota 7. Outros estados que se destacaram foram o Ceará (6,8), Santa Catarina (6,7) e Alagoas (6,4).
No que diz respeito aos anos finais do ensino fundamental, que vão do 6º ao 9º ano, o Paraná manteve-se como líder, com uma média de 5,9. A média geral do país para essa etapa foi de 5,3. Estados como Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo também apresentaram resultados acima da média nacional.
Nos anos finais do ensino fundamental, Roraima, Bahia e Amapá foram alguns dos estados que registraram notas abaixo da média, com resultados de 4,4; 4,5; e 4,6, respectivamente.
Em relação ao ensino médio, a média geral do Brasil ficou em 4,5, com o Paraná novamente se destacando, alcançando 5,1. Os estados de Piauí, Espírito Santo e Rio Grande do Sul também apresentaram notas acima da média. No entanto, estados como Acre, Alagoas e Amazonas obtiveram resultados insatisfatórios, com notas inferiores a 4.
De acordo com o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, os dados refletem a capacidade dos estados de manter políticas públicas educacionais, mesmo com mudanças de governo. Ele ressaltou que a continuidade das políticas é fundamental para o progresso educacional e que muitos estados têm demonstrado um desempenho consistente ao longo do tempo.
Henriques ainda destacou a importância de um planejamento eficaz, monitoramento pedagógico e a formação de equipes técnicas para a consolidação dos avanços. Ele afirmou que a permanência das crianças e jovens nas escolas é essencial para qualquer progresso na educação.
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