Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Entretenimento

YouTube corta monetização de vídeos com IA por conteúdo ‘inautêntico’

YouTube explica os critérios que excluem vídeos gerados por IA do programa de monetização.

06/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h30
YouTube corta monetização de vídeos com IA por conteúdo ‘inautêntico’

O YouTube explicou por que alguns vídeos criados com IA ficam fora do YouTube Partner Program. Matt Halprin diz que três categorias 'inautênticas' perdem pagamento, mas a plataforma não proíbe o uso de IA.

O YouTube detalhou as razões pelas quais alguns vídeos gerados com inteligência artificial não são elegíveis para monetização através do YouTube Partner Program (YPP). Em entrevista ao canal Creator Insider, o vice-presidente de Confiança e Segurança da plataforma, Matt Halprin, destacou que três categorias de conteúdo, consideradas “inautênticas”, perdem o direito a pagamento, mesmo que tenham sido produzidas com ferramentas de IA.

Publicidade

A empresa não proíbe o uso de inteligência artificial na criação de vídeos; segundo Halprin, o YouTube é “agnóstico” em relação às ferramentas utilizadas pelos criadores. Recentemente, a plataforma atualizou suas diretrizes, substituindo o termo “conteúdo repetitivo” por “conteúdo inautêntico”, que exige que os vídeos do YPP demonstrem esforço e criatividade.

As novas regras se aplicam apenas aos criadores que desejam monetizar seu conteúdo através do programa de parceiros e não se confundem com as diretrizes gerais da comunidade, que proíbem nudez e discurso de ódio para todos os usuários da plataforma, independentemente de gerar receita.

As três categorias de conteúdo que ficam fora da monetização incluem:

  1. Conteúdos genéricos ou repetitivos, que apresentam pouca variação entre as publicações, classificados como “content farming”. Essa prática resulta em canais preenchidos por vídeos padronizados, criados apenas para gerar receita.

  2. Conteúdos perturbadores ou angustiante, que visam provocar reações emocionais e atrair visualizações. Exemplo disso são vídeos que mostram animais em situações de risco antes de serem resgatados, formato que a própria audiência do YouTube rejeita.

    Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
  3. Uso de “personas de IA”, que são representações artificiais de pessoas reais discutindo temas sensíveis, como finanças, saúde e questões jurídicas. Canais que empregam essas práticas em grande volume perdem o acesso à monetização, independentemente de o conteúdo ter sido gerado por IA.

O crescimento do conteúdo gerado por IA no YouTube tem sido expressivo nos últimos anos. De acordo com informações, cerca de um em cada dez canais que mais cresceram na plataforma possui temática relacionada à inteligência artificial. O dicionário Merriam-Webster elegeu a palavra “slop” para descrever esse tipo de conteúdo de baixa qualidade como a palavra do ano de 2025.

A rejeição do público a esse tipo de material é evidenciada em pesquisas recentes. Um levantamento apontou que apenas 26% das pessoas entrevistadas têm uma visão positiva sobre inteligência artificial.

Publicidade

O YouTube já utiliza detecção automática para identificar conteúdo gerado por IA, embora alguns vídeos ainda consigam passar despercebidos. Dicas para identificar esses vídeos incluem a análise da duração: vídeos mais longos tendem a aumentar a chance de erros perceptíveis, levando criadores a preferirem clipes curtos. Além disso, a qualidade da imagem pode indicar a origem artificial do material.

Características como cabelo perfeitamente arrumado, pele sem imperfeições e traços simétricos, especialmente em cenas de protestos ou guerra, também podem ser sinais de alerta. Sombras ilógicas, posicionamento estranho de joias e reflexos incoerentes são outros detalhes que podem denunciar a utilização de inteligência artificial.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O YouTube explicou por que alguns vídeos criados com IA ficam fora do YouTube Partner Program. Matt Halprin diz que três categorias 'inautênticas' perdem pagamento, mas a plataforma não proíbe o uso de IA.

O YouTube detalhou as razões pelas quais alguns vídeos gerados com inteligência artificial não são elegíveis para monetização através do YouTube Partner Program (YPP). Em entrevista ao canal Creator Insider, o vice-presidente de Confiança e Segurança da plataforma, Matt Halprin, destacou que três categorias de conteúdo, consideradas “inautênticas”, perdem o direito a pagamento, mesmo que tenham sido produzidas com ferramentas de IA.

A empresa não proíbe o uso de inteligência artificial na criação de vídeos; segundo Halprin, o YouTube é “agnóstico” em relação às ferramentas utilizadas pelos criadores. Recentemente, a plataforma atualizou suas diretrizes, substituindo o termo “conteúdo repetitivo” por “conteúdo inautêntico”, que exige que os vídeos do YPP demonstrem esforço e criatividade.

As novas regras se aplicam apenas aos criadores que desejam monetizar seu conteúdo através do programa de parceiros e não se confundem com as diretrizes gerais da comunidade, que proíbem nudez e discurso de ódio para todos os usuários da plataforma, independentemente de gerar receita.

As três categorias de conteúdo que ficam fora da monetização incluem:

  1. Conteúdos genéricos ou repetitivos, que apresentam pouca variação entre as publicações, classificados como “content farming”. Essa prática resulta em canais preenchidos por vídeos padronizados, criados apenas para gerar receita.

  2. Conteúdos perturbadores ou angustiante, que visam provocar reações emocionais e atrair visualizações. Exemplo disso são vídeos que mostram animais em situações de risco antes de serem resgatados, formato que a própria audiência do YouTube rejeita.

  3. Uso de “personas de IA”, que são representações artificiais de pessoas reais discutindo temas sensíveis, como finanças, saúde e questões jurídicas. Canais que empregam essas práticas em grande volume perdem o acesso à monetização, independentemente de o conteúdo ter sido gerado por IA.

O crescimento do conteúdo gerado por IA no YouTube tem sido expressivo nos últimos anos. De acordo com informações, cerca de um em cada dez canais que mais cresceram na plataforma possui temática relacionada à inteligência artificial. O dicionário Merriam-Webster elegeu a palavra “slop” para descrever esse tipo de conteúdo de baixa qualidade como a palavra do ano de 2025.

A rejeição do público a esse tipo de material é evidenciada em pesquisas recentes. Um levantamento apontou que apenas 26% das pessoas entrevistadas têm uma visão positiva sobre inteligência artificial.

O YouTube já utiliza detecção automática para identificar conteúdo gerado por IA, embora alguns vídeos ainda consigam passar despercebidos. Dicas para identificar esses vídeos incluem a análise da duração: vídeos mais longos tendem a aumentar a chance de erros perceptíveis, levando criadores a preferirem clipes curtos. Além disso, a qualidade da imagem pode indicar a origem artificial do material.

Características como cabelo perfeitamente arrumado, pele sem imperfeições e traços simétricos, especialmente em cenas de protestos ou guerra, também podem ser sinais de alerta. Sombras ilógicas, posicionamento estranho de joias e reflexos incoerentes são outros detalhes que podem denunciar a utilização de inteligência artificial.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA