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Economia

Selic cai para 14%: Copom sinaliza novo corte em setembro

Com a Selic em 14%, analista vê possibilidade de novo corte em setembro, condicionado a dados econômicos.

06/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h15
Selic cai para 14%: Copom sinaliza novo corte em setembro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano. Para Adauto Lima, economista-chefe da Franklin Templeton Brasil, a decisão foi esperada e a comunicação nesta rodada foi mais clara em comparação à anterior, que havia gerado incertezas no mercado.

Em uma análise, Lima destacou que o Copom demonstrou compromisso com a meta de inflação. Segundo ele, tanto o comunicado quanto a postura do comitê indicam que a instituição acredita que grande parte dos choques inflacionários deve se dissipar no horizonte relevante, previsto para o primeiro trimestre de 2028.

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A reunião anterior do Copom foi marcada por problemas de comunicação, especialmente no comunicado oficial. “A ata, de alguma forma, corrigiu o que ficou muito nebuloso ou ficou conflitante no comunicado”, afirmou Lima.

O economista ressaltou que a projeção de inflação em 3,2% — acima da meta de 3% — não representa um desvio preocupante, desde que não haja um aumento contínuo desse número. “O 3,2 sugere que você está buscando a meta no horizonte relevante”, disse.

Lima apontou que a próxima decisão do Copom está condicionada à evolução dos dados econômicos. Para que um novo corte de 0,25 ponto percentual ocorra, reduzindo a Selic para 13,75%, seria necessário que a atividade econômica continue apresentando moderação, como observado nas leituras dos meses de maio e junho.

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“Se a atividade continuar mostrando os dados de moderação que a gente viu nas últimas leituras, o Banco Central pode fazer esse movimento adicional”, afirmou.

Por outro lado, Lima alertou que fatores externos podem complicar o cenário. Uma possível aceleração da inflação do petróleo, uma depreciação mais intensa do real ou uma atividade doméstica que não desacelere conforme o esperado poderiam levar o Copom a pausar o ciclo de cortes.

“Se esses riscos aumentarem, aí ele fala: vamos fazer uma pausa aqui no 14”, explicou Lima.

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Embora considere que o Copom deveria ter interrompido os cortes na taxa de 14% para reancorar as expectativas de inflação de longo prazo, Lima acredita que a moderação da economia no trimestre atual deve favorecer uma nova redução. “Eu acredito que isso vai pesar para o Banco Central cortar mais uma e dar os 13,75”, concluiu, projetando um novo corte na reunião de setembro.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano. Para Adauto Lima, economista-chefe da Franklin Templeton Brasil, a decisão foi esperada e a comunicação nesta rodada foi mais clara em comparação à anterior, que havia gerado incertezas no mercado.

Em uma análise, Lima destacou que o Copom demonstrou compromisso com a meta de inflação. Segundo ele, tanto o comunicado quanto a postura do comitê indicam que a instituição acredita que grande parte dos choques inflacionários deve se dissipar no horizonte relevante, previsto para o primeiro trimestre de 2028.

A reunião anterior do Copom foi marcada por problemas de comunicação, especialmente no comunicado oficial. “A ata, de alguma forma, corrigiu o que ficou muito nebuloso ou ficou conflitante no comunicado”, afirmou Lima.

O economista ressaltou que a projeção de inflação em 3,2% — acima da meta de 3% — não representa um desvio preocupante, desde que não haja um aumento contínuo desse número. “O 3,2 sugere que você está buscando a meta no horizonte relevante”, disse.

Lima apontou que a próxima decisão do Copom está condicionada à evolução dos dados econômicos. Para que um novo corte de 0,25 ponto percentual ocorra, reduzindo a Selic para 13,75%, seria necessário que a atividade econômica continue apresentando moderação, como observado nas leituras dos meses de maio e junho.

“Se a atividade continuar mostrando os dados de moderação que a gente viu nas últimas leituras, o Banco Central pode fazer esse movimento adicional”, afirmou.

Por outro lado, Lima alertou que fatores externos podem complicar o cenário. Uma possível aceleração da inflação do petróleo, uma depreciação mais intensa do real ou uma atividade doméstica que não desacelere conforme o esperado poderiam levar o Copom a pausar o ciclo de cortes.

“Se esses riscos aumentarem, aí ele fala: vamos fazer uma pausa aqui no 14”, explicou Lima.

Embora considere que o Copom deveria ter interrompido os cortes na taxa de 14% para reancorar as expectativas de inflação de longo prazo, Lima acredita que a moderação da economia no trimestre atual deve favorecer uma nova redução. “Eu acredito que isso vai pesar para o Banco Central cortar mais uma e dar os 13,75”, concluiu, projetando um novo corte na reunião de setembro.

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