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Economia

Fed mantém juros e provoca quedas; mercado registra nervosismo

Fed mantém taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, gerando reações negativas no mercado.

08/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h36
Fed mantém juros e provoca quedas; mercado registra nervosismo

Em 8/8/2026 o Federal Reserve deixou juros em 3,5%–3,75%, surpreendendo investidores e pressionando ativos. Especialistas dizem que a decisão acendeu alertas sobre a capacidade de controlar a inflação.

No dia 08 de agosto de 2026, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa de juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75%. Essa decisão, em vez de um aumento que era esperado por muitos investidores, provocou uma repercussão negativa em diversos setores do mercado financeiro.

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Segundo especialistas, a manutenção da taxa acendeu alertas sobre a capacidade do banco central americano em controlar a inflação, que continua elevada. Bernardo Pascowitch destacou que, embora o mercado já tivesse precificado a ausência de um aumento imediato, o cenário econômico para 2026 sofreu mudanças significativas. “Anteriormente, no começo do ano, falava-se em queda do juro americano para 2026. Agora já são dois aumentos nesse mesmo ano”, afirmou.

A última leitura da inflação nos EUA apontou um índice superior a 3%, o que gerou desconfiança sobre a habilidade de Kevin Walsh, presidente do Fed, em reduzir a inflação à meta de 2%. Um dos efeitos mais evidentes dessa decisão foi a alta nos rendimentos dos títulos públicos (bonds) americanos, que alcançaram 5,22% para os títulos de 20 anos, o que não acontecia desde julho de 2007, período anterior à crise financeira de 2008.

“O mercado está preocupado. Se a inflação não cair e o juro tiver que subir ainda mais, parece que o Fed está ficando atrás do necessário para combater a inflação”, alertou Pascowitch.

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Com a alta dos rendimentos, as ações americanas enfrentaram uma queda, visto que o apetite por risco diminui quando os títulos públicos seguros oferecem retornos elevados. Marilia Fontes apontou que a falta de comunicação clara por parte de Kevin Walsh tem contribuído para a desconfiança do mercado. Ela ressaltou que Walsh não apresentou suas projeções econômicas pela segunda reunião consecutiva e reduziu o comunicado oficial de duas a três páginas para menos de meia página.

“O mercado está sem entender como ele está enxergando a inflação. O comunicado reduziu, não há forward guidance, e isso gera desconfiança”, explicou.

Thiago Godoy também destacou os impactos da alta dos juros sobre as ações do setor de tecnologia. Ele mencionou que empresas desse setor já enfrentam redução no fluxo de caixa devido aos altos investimentos em capex, além do aumento nos custos de chips e energia. Com o aumento do custo do capital, os investidores passaram a revisar para baixo o valor de várias ações, como as da Micron, Meta e Nvidia, que sofreram quedas significativas.

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“Walsh pode estar aguardando mais dados antes de agir, especialmente após sinais recentes de melhora na inflação, como a queda no core inflation no último CPI divulgado”, acrescentou Godoy.

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Em 8/8/2026 o Federal Reserve deixou juros em 3,5%–3,75%, surpreendendo investidores e pressionando ativos. Especialistas dizem que a decisão acendeu alertas sobre a capacidade de controlar a inflação.

No dia 08 de agosto de 2026, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa de juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75%. Essa decisão, em vez de um aumento que era esperado por muitos investidores, provocou uma repercussão negativa em diversos setores do mercado financeiro.

Segundo especialistas, a manutenção da taxa acendeu alertas sobre a capacidade do banco central americano em controlar a inflação, que continua elevada. Bernardo Pascowitch destacou que, embora o mercado já tivesse precificado a ausência de um aumento imediato, o cenário econômico para 2026 sofreu mudanças significativas. “Anteriormente, no começo do ano, falava-se em queda do juro americano para 2026. Agora já são dois aumentos nesse mesmo ano”, afirmou.

A última leitura da inflação nos EUA apontou um índice superior a 3%, o que gerou desconfiança sobre a habilidade de Kevin Walsh, presidente do Fed, em reduzir a inflação à meta de 2%. Um dos efeitos mais evidentes dessa decisão foi a alta nos rendimentos dos títulos públicos (bonds) americanos, que alcançaram 5,22% para os títulos de 20 anos, o que não acontecia desde julho de 2007, período anterior à crise financeira de 2008.

“O mercado está preocupado. Se a inflação não cair e o juro tiver que subir ainda mais, parece que o Fed está ficando atrás do necessário para combater a inflação”, alertou Pascowitch.

Com a alta dos rendimentos, as ações americanas enfrentaram uma queda, visto que o apetite por risco diminui quando os títulos públicos seguros oferecem retornos elevados. Marilia Fontes apontou que a falta de comunicação clara por parte de Kevin Walsh tem contribuído para a desconfiança do mercado. Ela ressaltou que Walsh não apresentou suas projeções econômicas pela segunda reunião consecutiva e reduziu o comunicado oficial de duas a três páginas para menos de meia página.

“O mercado está sem entender como ele está enxergando a inflação. O comunicado reduziu, não há forward guidance, e isso gera desconfiança”, explicou.

Thiago Godoy também destacou os impactos da alta dos juros sobre as ações do setor de tecnologia. Ele mencionou que empresas desse setor já enfrentam redução no fluxo de caixa devido aos altos investimentos em capex, além do aumento nos custos de chips e energia. Com o aumento do custo do capital, os investidores passaram a revisar para baixo o valor de várias ações, como as da Micron, Meta e Nvidia, que sofreram quedas significativas.

“Walsh pode estar aguardando mais dados antes de agir, especialmente após sinais recentes de melhora na inflação, como a queda no core inflation no último CPI divulgado”, acrescentou Godoy.

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