A Polícia Civil apura agressão sexual contra duas adolescentes de 14 anos dentro de escola estadual no Cabo de Santo Agostinho. O caso teria ocorrido no início do mês, durante o intervalo.
A Polícia Civil de Pernambuco está investigando uma denúncia de estupro coletivo ocorrido com duas adolescentes de 14 anos dentro de uma escola da rede estadual, localizada no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O incidente teria acontecido no começo do mês, durante o intervalo das aulas.
Na manhã da quarta-feira (5), o 18º Batalhão da Polícia Militar foi acionado para averiguar a denúncia de suposta violência sexual na unidade de ensino. A direção da escola informou aos agentes que tinha tomado conhecimento do caso dois dias antes, envolvendo estudantes dentro da instituição. Além disso, a gestão relatou que uma outra aluna também teria afirmado ter sido vítima de importunação sexual em outra ocasião.
A advogada que representa as vítimas, Luanny Porto, afirmou que cinco estudantes da mesma turma estariam envolvidos no caso.
De acordo com Luanny Porto, a ocorrência mais recente teria ocorrido durante o intervalo de uma aula. Relatos indicam que uma das adolescentes, ao retornar da merenda, foi surpreendida por um grupo de alunos que apagou as luzes, derrubou a jovem e iniciou as agressões. A advogada também mencionou que a vítima foi ameaçada para não contar o que aconteceu à sua família. Após o ato, a adolescente chegou em casa visivelmente abalada, segundo sua mãe, e passou o resto do dia calada e sem conseguir dormir. Ela relatou o ocorrido à direção da escola, mas a gestão teria prometido resolver a situação sem dar maiores detalhes.
No dia seguinte, durante as aulas, a jovem enviou uma mensagem para a mãe, que foi até a escola e tomou conhecimento do caso. A diretora da escola, segundo a defesa, chegou a repreender a vítima por ter contado à mãe. Após esse relato, uma segunda adolescente também revelou ter sido vítima de estupro coletivo. Ambas as famílias registraram boletins de ocorrência e as adolescentes foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML) para a realização de exames.
A defesa alega que cinco estudantes da mesma turma estão envolvidos no caso, e as duas adolescentes seriam algumas das poucas meninas da classe, que conta com cerca de 27 alunos. Uma das mães já havia solicitado a transferência da filha para outra turma, mas o pedido não foi atendido. Luanny Porto afirmou que os estudantes apontados como suspeitos foram suspensos, mas as famílias pediram a transferência das adolescentes para outras escolas ou turmas, pois não se sentem seguras com o retorno delas à unidade. Até o momento, as famílias não receberam suporte psicológico ou jurídico dos órgãos municipais.
A Polícia Civil de Pernambuco confirmou que investiga o caso, que ocorreu no dia 3 de agosto, no Cabo de Santo Agostinho. Como envolve menores de idade, a investigação está sob sigilo e, por isso, a corporação não divulgou mais detalhes para preservar a identidade das vítimas. A Polícia Militar informou que os responsáveis pelos alunos envolvidos foram convidados a comparecer à escola na quarta-feira, mas, como não havia situação de flagrante, ninguém foi conduzido pelos policiais. A escola foi contatada, mas não houve retorno até o momento.
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