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Oklahoma City rejeitou voos supersônicos após 1.253 estrondos

Retorno dos voos supersônicos enfrenta desafios de aceitação pública e novas regulamentações.

10/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h13
Oklahoma City rejeitou voos supersônicos após 1.253 estrondos

Durante seis meses em 1964, aviões militares causaram 1.253 estrondos sônicos sobre Oklahoma City enquanto a FAA avaliava a reação pública. Os ruídos ajudaram a barrar os voos supersônicos nos EUA.

Durante seis meses em 1964, os céus de Oklahoma City foram palco de um teste polêmico, onde aeronaves militares geraram uma série de estrondos sônicos diários, perturbando a população local. Ao todo, foram 1.253 estrondos, parte de um esforço da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA para entender a opinião pública sobre voos supersônicos, que têm o potencial de reduzir o tempo de viagem pela metade. No entanto, o teste acabou influenciando o futuro das viagens supersônicas comerciais nos Estados Unidos.

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Em 1971, o Congresso cancelou o financiamento do projeto do avião supersônico Boeing 2707, deixando apenas o Concorde, da Europa, e o modelo soviético Tupolev Tu-144 na corrida. Em 1973, a FAA vetou o voo supersônico civil sobre terras americanas, proibindo aeronaves de ultrapassarem Mach 1, a velocidade do som, para evitar os estrondos sônicos. O Concorde se tornou a única aeronave comercial supersônica, operando de 1976 a 2003, sem jamais ter um sucessor.

Agora, quase 50 anos após a proibição, uma nova era de voos supersônicos parece próxima. Em junho, a FAA aprovou novas regras que alteram o foco de velocidade para um padrão de ruído, revogando a proibição de 1973. A implementação dessas novas normas está prevista para ser finalizada até meados de 2027. Especialistas, como Juan Alonso, professor de aeronáutica e astronáutica da Universidade Stanford, celebram essa mudança como uma legislação bem-vinda, destacando a pressão de longo prazo da NASA e da indústria aérea americana.

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No entanto, a indústria ainda enfrenta o desafio do barulho gerado pelos voos supersônicos. Quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som, ocorre uma grande onda de choque que provoca um estrondo sônico, percebido no solo como um ruído intenso, semelhante a uma explosão, que pode assustar e até danificar propriedades. Estudos indicam que o ruído pode afetar a saúde humana, levando a reclamações e processos judiciais, como ocorreu após o teste de 1964 em Oklahoma City.

Duas abordagens estão sendo desenvolvidas para tornar os futuros aviões supersônicos compatíveis com as novas normas de ruído da FAA. A Boom Supersonic, com sede no Colorado, planeja aplicar princípios físicos para evitar que o estrondo sônico atinja o solo. A NASA, por sua vez, está testando um avião experimental, o X-59, projetado para reduzir a intensidade do estrondo. O sucesso dessas iniciativas será crucial para determinar a viabilidade do retorno das viagens supersônicas sem as contestações anteriores.

Historicamente, o Concorde enfrentou resistência devido aos altos custos operacionais e ao ruído, limitando suas rotas principalmente a voos internacionais de luxo. Após um trágico acidente em 2000, a aeronave foi aposentada em 2003, encerrando sua era. O futuro dos voos supersônicos, portanto, poderá se diferenciar bastante, especialmente com a nova proposta da FAA, que busca estabelecer limites claros para a pressão sonora gerada durante os voos.

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Durante seis meses em 1964, aviões militares causaram 1.253 estrondos sônicos sobre Oklahoma City enquanto a FAA avaliava a reação pública. Os ruídos ajudaram a barrar os voos supersônicos nos EUA.

Durante seis meses em 1964, os céus de Oklahoma City foram palco de um teste polêmico, onde aeronaves militares geraram uma série de estrondos sônicos diários, perturbando a população local. Ao todo, foram 1.253 estrondos, parte de um esforço da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA para entender a opinião pública sobre voos supersônicos, que têm o potencial de reduzir o tempo de viagem pela metade. No entanto, o teste acabou influenciando o futuro das viagens supersônicas comerciais nos Estados Unidos.

Em 1971, o Congresso cancelou o financiamento do projeto do avião supersônico Boeing 2707, deixando apenas o Concorde, da Europa, e o modelo soviético Tupolev Tu-144 na corrida. Em 1973, a FAA vetou o voo supersônico civil sobre terras americanas, proibindo aeronaves de ultrapassarem Mach 1, a velocidade do som, para evitar os estrondos sônicos. O Concorde se tornou a única aeronave comercial supersônica, operando de 1976 a 2003, sem jamais ter um sucessor.

Agora, quase 50 anos após a proibição, uma nova era de voos supersônicos parece próxima. Em junho, a FAA aprovou novas regras que alteram o foco de velocidade para um padrão de ruído, revogando a proibição de 1973. A implementação dessas novas normas está prevista para ser finalizada até meados de 2027. Especialistas, como Juan Alonso, professor de aeronáutica e astronáutica da Universidade Stanford, celebram essa mudança como uma legislação bem-vinda, destacando a pressão de longo prazo da NASA e da indústria aérea americana.

No entanto, a indústria ainda enfrenta o desafio do barulho gerado pelos voos supersônicos. Quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som, ocorre uma grande onda de choque que provoca um estrondo sônico, percebido no solo como um ruído intenso, semelhante a uma explosão, que pode assustar e até danificar propriedades. Estudos indicam que o ruído pode afetar a saúde humana, levando a reclamações e processos judiciais, como ocorreu após o teste de 1964 em Oklahoma City.

Duas abordagens estão sendo desenvolvidas para tornar os futuros aviões supersônicos compatíveis com as novas normas de ruído da FAA. A Boom Supersonic, com sede no Colorado, planeja aplicar princípios físicos para evitar que o estrondo sônico atinja o solo. A NASA, por sua vez, está testando um avião experimental, o X-59, projetado para reduzir a intensidade do estrondo. O sucesso dessas iniciativas será crucial para determinar a viabilidade do retorno das viagens supersônicas sem as contestações anteriores.

Historicamente, o Concorde enfrentou resistência devido aos altos custos operacionais e ao ruído, limitando suas rotas principalmente a voos internacionais de luxo. Após um trágico acidente em 2000, a aeronave foi aposentada em 2003, encerrando sua era. O futuro dos voos supersônicos, portanto, poderá se diferenciar bastante, especialmente com a nova proposta da FAA, que busca estabelecer limites claros para a pressão sonora gerada durante os voos.

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