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Eleições

20% dos eleitores devem decidir voto às vésperas, diz especialista

Cerca de 20% dos eleitores brasileiros devem decidir seu voto na última hora, diz especialista.

11/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 13h03
20% dos eleitores devem decidir voto às vésperas, diz especialista

Um estudo mostra que cerca de um quinto dos eleitores só vai definir o voto nas últimas horas, segundo o cientista político Eduardo Grin (FGV-EAESP). Ele culpa o cansaço eleitoral e a forte polarização entre dois polos.

Um estudo recente revelou que cerca de 20% dos eleitores brasileiros devem deixar a decisão sobre seu voto para as últimas horas antes das eleições. A informação foi apresentada pelo cientista político e professor da FGV-EAESP, Eduardo Grin, em uma avaliação do atual cenário eleitoral, que se mostra cada vez mais polarizado.

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De acordo com Grin, essa indecisão reflete um cansaço eleitoral generalizado, onde muitos candidatos não conseguem mobilizar uma parte significativa da sociedade. “Vivemos uma eleição marcada por dois polos, um representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ao mesmo tempo não empolgam uma outra parcela significativa da sociedade”, afirmou.

O especialista observou que, dependendo do instituto de pesquisa consultado, o grupo de indecisos pode já ter representado mais de 20% do eleitorado. Essa situação indica que a decisão de última hora não implica necessariamente em escolher um dos candidatos principais. “Podem não ir votar, podem votar em branco, podem votar nulo ou podem votar por alguns candidatos”, explicou Grin, ressaltando a percepção de falta de opções por parte de um segmento relevante dos eleitores.

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Além disso, ele destacou que mulheres e jovens se mostram mais propensos a decidir seu voto mais próximo do dia da eleição. Esses dois grupos são considerados eleitores “independentes”, que podem exercer um papel crucial na definição do resultado eleitoral. “Ao que tudo indica, serão aqueles que vão ser o pêndulo importante para decidir o resultado dessa eleição, seja no primeiro turno, seja eventualmente se ela for para o segundo turno”, completou Grin.

O cenário de incerteza também se estende aos eleitores mais fiéis de Lula e Flávio Bolsonaro, que, segundo o especialista, apresentam algum grau de indecisão. Essa dinâmica torna o futuro das eleições ainda mais imprevisível, exigindo que as campanhas eleitorais ajustem suas estratégias de marketing para engajar esses eleitores indecisos.

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Um estudo mostra que cerca de um quinto dos eleitores só vai definir o voto nas últimas horas, segundo o cientista político Eduardo Grin (FGV-EAESP). Ele culpa o cansaço eleitoral e a forte polarização entre dois polos.

Um estudo recente revelou que cerca de 20% dos eleitores brasileiros devem deixar a decisão sobre seu voto para as últimas horas antes das eleições. A informação foi apresentada pelo cientista político e professor da FGV-EAESP, Eduardo Grin, em uma avaliação do atual cenário eleitoral, que se mostra cada vez mais polarizado.

De acordo com Grin, essa indecisão reflete um cansaço eleitoral generalizado, onde muitos candidatos não conseguem mobilizar uma parte significativa da sociedade. “Vivemos uma eleição marcada por dois polos, um representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ao mesmo tempo não empolgam uma outra parcela significativa da sociedade”, afirmou.

O especialista observou que, dependendo do instituto de pesquisa consultado, o grupo de indecisos pode já ter representado mais de 20% do eleitorado. Essa situação indica que a decisão de última hora não implica necessariamente em escolher um dos candidatos principais. “Podem não ir votar, podem votar em branco, podem votar nulo ou podem votar por alguns candidatos”, explicou Grin, ressaltando a percepção de falta de opções por parte de um segmento relevante dos eleitores.

Além disso, ele destacou que mulheres e jovens se mostram mais propensos a decidir seu voto mais próximo do dia da eleição. Esses dois grupos são considerados eleitores “independentes”, que podem exercer um papel crucial na definição do resultado eleitoral. “Ao que tudo indica, serão aqueles que vão ser o pêndulo importante para decidir o resultado dessa eleição, seja no primeiro turno, seja eventualmente se ela for para o segundo turno”, completou Grin.

O cenário de incerteza também se estende aos eleitores mais fiéis de Lula e Flávio Bolsonaro, que, segundo o especialista, apresentam algum grau de indecisão. Essa dinâmica torna o futuro das eleições ainda mais imprevisível, exigindo que as campanhas eleitorais ajustem suas estratégias de marketing para engajar esses eleitores indecisos.

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