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Política

Estudo recruta 8,5 mil para testar polipílula brasileira contra AVC

Pesquisadores buscam 8,5 mil voluntários para testar polipílula que previne AVC.

15/08/2026 · 11h27
Estudo recruta 8,5 mil para testar polipílula brasileira contra AVC

O recrutamento começou no fim de 2025 e busca 8,5 mil participantes, que serão acompanhados por três a quatro anos. A polipílula reúne rosuvastatina 10 mg, valsartana 80 mg e anlodipina 5 mg para prevenir AVC e doenças cardiovasculares.

Pesquisadores brasileiros iniciaram no fim de 2025 o recrutamento de voluntários para testar a primeira polipílula nacional destinada à prevenção de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e de outras doenças cardiovasculares. O objetivo é reunir 8,5 mil participantes, que serão acompanhados por um período de três a quatro anos.

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A polipílula combina a rosuvastatina 10 mg, que atua no controle do colesterol, com dois medicamentos para hipertensão: valsartana 80 mg e anlodipina 5 mg. A formulação permite a ingestão conjunta dos remédios e facilita o tratamento.

A primeira fase de testes, considerada bem-sucedida, envolveu 370 pessoas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre 2020 e 2023. A pesquisa é conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), em colaboração com unidades de atenção primária à saúde e secretarias de saúde.

A coordenação do estudo está a cargo da neurologista Sheila Martins, chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento. “A ideia é que a gente consiga provar a eficácia do tratamento nessas pessoas que são de baixo e médio risco”, afirmou.

“Quanto maior o número de participantes, mais robustas serão as evidências geradas e maior o potencial de orientar futuras políticas públicas de prevenção”, disse Sheila Martins.

Quem pode participar

Os voluntários devem ter entre 50 e 75 anos, nunca ter sofrido AVC ou infarto e não estar em uso de medicamentos para colesterol, hipertensão ou diabetes. A participação é gratuita e inclui acompanhamento médico periódico por uma equipe especializada.

O recrutamento e o acompanhamento são feitos em 14 centros de AVC distribuídos por estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e Acre. Novos centros no país também estão sendo integrados ao estudo.

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Os participantes serão divididos em dois grupos: um receberá a polipílula e o outro, um placebo, sem medicação ativa. Ao longo de um período médio de três anos, o estudo avaliará se o tratamento reduz o risco de AVC, demência ou deterioração da memória. Como desfecho secundário, a pesquisa analisará a redução do risco de infarto, insuficiência cardíaca e morte por doenças circulatórias.

Informações sobre a participação podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (51) 99935-6911. O projeto inclui ainda um aplicativo chamado Riscômetro, que permite aos pacientes calcular o risco de AVC, infarto ou doenças circulatórias e acompanhar a redução desse risco.

Sheila Martins destaca que a fase inicial do estudo já gerou mudanças significativas no estilo de vida dos participantes, que passaram a praticar mais atividades físicas e abandonaram hábitos prejudiciais, como o tabagismo, após receberem mensagens de incentivo pelo aplicativo.

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O AVC é a principal causa de morte no Brasil e uma das maiores causas de incapacidade. Dados recentes indicam que 89.490 brasileiros morreram em decorrência da doença no ano passado. A Organização Mundial do AVC prevê aumento expressivo no número de mortes nas próximas décadas, que pode chegar a cerca de 9,7 milhões em 2050.

Cerca de 90% dos casos de AVC podem ser prevenidos com o controle dos principais fatores de risco, sendo a hipertensão o mais crítico. A pressão arterial elevada começa a aumentar o risco de AVC a partir de 115 mmHg de pressão sistólica e 75 mmHg de diastólica.

A neurologista explica que, normalmente, as orientações para quem tem pressão levemente elevada incluem mudanças de estilo de vida, como redução do sal na dieta e prática de atividades físicas. A medicação só é introduzida quando a pressão atinge níveis mais altos.

O estudo busca evitar o primeiro AVC em pessoas com pressão arterial levemente elevada que apresentam fatores de risco modificáveis, como obesidade e sedentarismo. Segundo Sheila Martins, esse grupo corresponde a 85% dos casos de AVC no mundo, o que representa uma oportunidade significativa de prevenção.

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O recrutamento começou no fim de 2025 e busca 8,5 mil participantes, que serão acompanhados por três a quatro anos. A polipílula reúne rosuvastatina 10 mg, valsartana 80 mg e anlodipina 5 mg para prevenir AVC e doenças cardiovasculares.

Pesquisadores brasileiros iniciaram no fim de 2025 o recrutamento de voluntários para testar a primeira polipílula nacional destinada à prevenção de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e de outras doenças cardiovasculares. O objetivo é reunir 8,5 mil participantes, que serão acompanhados por um período de três a quatro anos.

A polipílula combina a rosuvastatina 10 mg, que atua no controle do colesterol, com dois medicamentos para hipertensão: valsartana 80 mg e anlodipina 5 mg. A formulação permite a ingestão conjunta dos remédios e facilita o tratamento.

A primeira fase de testes, considerada bem-sucedida, envolveu 370 pessoas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre 2020 e 2023. A pesquisa é conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), em colaboração com unidades de atenção primária à saúde e secretarias de saúde.

A coordenação do estudo está a cargo da neurologista Sheila Martins, chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento. “A ideia é que a gente consiga provar a eficácia do tratamento nessas pessoas que são de baixo e médio risco”, afirmou.

“Quanto maior o número de participantes, mais robustas serão as evidências geradas e maior o potencial de orientar futuras políticas públicas de prevenção”, disse Sheila Martins.

Quem pode participar

Os voluntários devem ter entre 50 e 75 anos, nunca ter sofrido AVC ou infarto e não estar em uso de medicamentos para colesterol, hipertensão ou diabetes. A participação é gratuita e inclui acompanhamento médico periódico por uma equipe especializada.

O recrutamento e o acompanhamento são feitos em 14 centros de AVC distribuídos por estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e Acre. Novos centros no país também estão sendo integrados ao estudo.

Os participantes serão divididos em dois grupos: um receberá a polipílula e o outro, um placebo, sem medicação ativa. Ao longo de um período médio de três anos, o estudo avaliará se o tratamento reduz o risco de AVC, demência ou deterioração da memória. Como desfecho secundário, a pesquisa analisará a redução do risco de infarto, insuficiência cardíaca e morte por doenças circulatórias.

Informações sobre a participação podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (51) 99935-6911. O projeto inclui ainda um aplicativo chamado Riscômetro, que permite aos pacientes calcular o risco de AVC, infarto ou doenças circulatórias e acompanhar a redução desse risco.

Sheila Martins destaca que a fase inicial do estudo já gerou mudanças significativas no estilo de vida dos participantes, que passaram a praticar mais atividades físicas e abandonaram hábitos prejudiciais, como o tabagismo, após receberem mensagens de incentivo pelo aplicativo.

O AVC é a principal causa de morte no Brasil e uma das maiores causas de incapacidade. Dados recentes indicam que 89.490 brasileiros morreram em decorrência da doença no ano passado. A Organização Mundial do AVC prevê aumento expressivo no número de mortes nas próximas décadas, que pode chegar a cerca de 9,7 milhões em 2050.

Cerca de 90% dos casos de AVC podem ser prevenidos com o controle dos principais fatores de risco, sendo a hipertensão o mais crítico. A pressão arterial elevada começa a aumentar o risco de AVC a partir de 115 mmHg de pressão sistólica e 75 mmHg de diastólica.

A neurologista explica que, normalmente, as orientações para quem tem pressão levemente elevada incluem mudanças de estilo de vida, como redução do sal na dieta e prática de atividades físicas. A medicação só é introduzida quando a pressão atinge níveis mais altos.

O estudo busca evitar o primeiro AVC em pessoas com pressão arterial levemente elevada que apresentam fatores de risco modificáveis, como obesidade e sedentarismo. Segundo Sheila Martins, esse grupo corresponde a 85% dos casos de AVC no mundo, o que representa uma oportunidade significativa de prevenção.

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