Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Notícias

Golfinho-nariz-de-garrafa morto em Mongaguá mobiliza moradores

Golfinho-nariz-de-garrafa encontrado morto em SP gera curiosidade sobre a espécie.

15/08/2026 · 11h21
Golfinho-nariz-de-garrafa morto em Mongaguá mobiliza moradores

Um golfinho-nariz-de-garrafa de mais de 200 kg foi encontrado encalhado e sem vida em 11 de agosto de 2026 em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O caso despertou o interesse de moradores e visitantes da região pela espécie.

A bióloga marinha Larissa Uema destacou que o golfinho-nariz-de-garrafa é a maior espécie de golfinho com populações residentes no Brasil e pode atingir até 3,8 metros de comprimento. O animal encontrado em Mongaguá foi identificado como um macho adulto de 3,12 metros, segundo o Instituto Biopesca.

Publicidade

Cada golfinho-nariz-de-garrafa tem um assobio característico, conhecido como signature whistle, que funciona como uma espécie de apelido. Embora a espécie não seja considerada ameaçada de extinção, algumas populações brasileiras enfrentam vulnerabilidades por causa do tamanho reduzido dos grupos.

“Presenciei e registrei um grupo de golfinhos-nariz-de-garrafa que nadou junto com três baleias-jubarte. Essa interação já é conhecida pela ciência”, afirmou Larissa Uema.

Segundo a bióloga, durante a interação os golfinhos se posicionam nas laterais ou à frente das baleias, aproveitando a energia de propulsão gerada por esses grandes mamíferos marinhos.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Reprodução lenta e alimentação

Larissa Uema explicou que os golfinhos-nariz-de-garrafa não têm um período específico de acasalamento e podem se reproduzir ao longo de todo o ano. A fecundação é interna e a gestação dura cerca de 12 meses, em geral com um único filhote. Depois do parto, o intervalo entre as gestações pode chegar a seis anos, o que aumenta a vulnerabilidade da espécie.

Como levam mais de dez anos para atingir a maturidade sexual, esses golfinhos ficam mais sensíveis à extinção em razão da baixa taxa de reprodução. Na alimentação, segundo a bióloga, predominam peixes, lulas e polvos, com variações na dieta conforme a disponibilidade de alimento em cada região.

Em Ilhabela, a pesquisadora observou golfinhos se alimentando de tainhas e de outros peixes, o que reforça a importância da conservação do habitat desses animais. As populações brasileiras de golfinho-nariz-de-garrafa podem ser residentes, como as de Ilhabela, ou oceânicas, encontradas a mais de mil quilômetros da costa, como as da Ilha de São Pedro, no Nordeste.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Um golfinho-nariz-de-garrafa de mais de 200 kg foi encontrado encalhado e sem vida em 11 de agosto de 2026 em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O caso despertou o interesse de moradores e visitantes da região pela espécie.

A bióloga marinha Larissa Uema destacou que o golfinho-nariz-de-garrafa é a maior espécie de golfinho com populações residentes no Brasil e pode atingir até 3,8 metros de comprimento. O animal encontrado em Mongaguá foi identificado como um macho adulto de 3,12 metros, segundo o Instituto Biopesca.

Cada golfinho-nariz-de-garrafa tem um assobio característico, conhecido como signature whistle, que funciona como uma espécie de apelido. Embora a espécie não seja considerada ameaçada de extinção, algumas populações brasileiras enfrentam vulnerabilidades por causa do tamanho reduzido dos grupos.

“Presenciei e registrei um grupo de golfinhos-nariz-de-garrafa que nadou junto com três baleias-jubarte. Essa interação já é conhecida pela ciência”, afirmou Larissa Uema.

Segundo a bióloga, durante a interação os golfinhos se posicionam nas laterais ou à frente das baleias, aproveitando a energia de propulsão gerada por esses grandes mamíferos marinhos.

Reprodução lenta e alimentação

Larissa Uema explicou que os golfinhos-nariz-de-garrafa não têm um período específico de acasalamento e podem se reproduzir ao longo de todo o ano. A fecundação é interna e a gestação dura cerca de 12 meses, em geral com um único filhote. Depois do parto, o intervalo entre as gestações pode chegar a seis anos, o que aumenta a vulnerabilidade da espécie.

Como levam mais de dez anos para atingir a maturidade sexual, esses golfinhos ficam mais sensíveis à extinção em razão da baixa taxa de reprodução. Na alimentação, segundo a bióloga, predominam peixes, lulas e polvos, com variações na dieta conforme a disponibilidade de alimento em cada região.

Em Ilhabela, a pesquisadora observou golfinhos se alimentando de tainhas e de outros peixes, o que reforça a importância da conservação do habitat desses animais. As populações brasileiras de golfinho-nariz-de-garrafa podem ser residentes, como as de Ilhabela, ou oceânicas, encontradas a mais de mil quilômetros da costa, como as da Ilha de São Pedro, no Nordeste.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA