Ao menos 10 dos 27 governadores eleitos em 2022 ficarão fora das eleições 2026, o maior número desde 2014. O receio de entregar o comando do Estado a vices com quem romperam é a principal explicação.
Os gestores estaduais não disputarão a reeleição, cargos no Legislativo nem a Presidência da República. As decisões envolvem barreiras jurídicas, escolhas pessoais e falta de espaço político.
Maior número de governadores fora da disputa desde 2014
O cenário interrompe a tradição em que governadores de segundo mandato renunciam para disputar o Senado. Em 2018, apenas 7 dos eleitos anteriormente não concorreram; em 2022, foram 6. Entre os 27 governadores atuais, 9 estão no primeiro mandato e tentam a reeleição, 6 cumprem o segundo mandato e buscam uma vaga no Senado, e 2 concorrem à Presidência.
Levantamento com base em dados do TSE
Os números integram levantamento feito a partir de registros do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O total de governadores fora da disputa ainda pode aumentar. O prazo final para registro de candidaturas se encerrou no sábado, 15 de agosto de 2026, mas ainda cabem atualizações por pedidos de impugnação ou registros tardios.
Um exemplo é o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) à Justiça Eleitoral para indeferir o registro de candidatura do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), ao Senado, apresentado em 13 de agosto de 2026, um dia após o cadastro no TSE. A ação ainda será analisada.
Rompimento com os vices pesou nas desistências
O calendário eleitoral exige que ocupantes de cargos executivos renunciem seis meses antes do primeiro turno para disputar outro posto. Para não entregar o governo a vices com quem romperam, muitos preferiram permanecer no cargo.
Paulo Dantas (MDB-AL) optou por manter a estabilidade em Alagoas e evitar passar o comando ao vice, Ronaldo Lessa (PDT). Carlos Brandão (MDB-MA) também decidiu não entregar o Estado ao vice Felipe Camarão (PT), que concorre ao governo do Maranhão. Fátima Bezerra (PT-RN) preferiu não disputar o Senado diante do quadro político desfavorável no Rio Grande do Norte.
Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO) reafirmou o compromisso com o mandato até dezembro, e Marcos Rocha (PSD-RO) desistiu do Senado para não entregar o Executivo ao vice.
Desistências na disputa presidencial e no Senado
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), desistiu de concorrer à Presidência após perder apoios e espaço político. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, também não foi escolhido para a disputa presidencial.
Ibaneis Rocha (MDB) renunciou ao governo do Distrito Federal para concorrer ao Senado, mas desistiu. Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, renunciou e também deixou a disputa, para se concentrar na defesa jurídica em investigações que enfrenta. O governador de Roraima, Antonio Denarium, renunciou para disputar o Senado, mas foi declarado inelegível pelo TSE.
Efeitos sobre a disputa pelo Senado
O quadro reacende a preocupação com o controle da máquina estadual e mostra como a ruptura entre chapas formadas em 2022 reduziu o espaço dos governadores na corrida ao Senado. Com menos gestores na disputa, as vagas ficam mais abertas a deputados federais e lideranças regionais.

LEIA TAMBÉM
Valmir de Francisquinho garante passagem a R$ 3 na Grande Aracaju e defende legado em Itabaiana
16 de setMPSE leva Ouvidoria Itinerante a mercados de Aracaju e atende público
16 de setEleitorado acima de 70 anos ultrapassa 157 mil em Sergipe para as Eleições 2026
15 de setReceba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

