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Economia

Brasil negocia com os EUA ostentando recorde de exportações

Apesar de sobretaxas americanas, exportações do Brasil somaram US$ 184,77 bi no 1º semestre e o superávit subiu para US$ 42,4 bi.

27/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h23
Brasil negocia com os EUA ostentando recorde de exportações

Na segunda (31/8), Brasil se reúne com os EUA após registrar recorde nas exportações do 1º semestre. Mesmo com o 'tarifaço' de Washington, vendas somaram US$184,77 bi, alta de 11,5%.

O Brasil sentará à mesa de negociações com os Estados Unidos na próxima segunda-feira (31/8) ostentando um resultado comercial robusto. Apesar do chamado “tarifaço” imposto por Washington — que incluiu uma sobretaxa de 25% e uma tarifa extra de 12,5% anunciadas em julho — a balança comercial brasileira alcançou um recorde no primeiro semestre de 2026.

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De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, as exportações brasileiras entre janeiro e junho somaram US$ 184,77 bilhões. Esse volume representa crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e configura o melhor desempenho de toda a série histórica da série divulgada pelo órgão.

O superávit comercial acompanhou a trajetória positiva e subiu 40,3%, chegando a US$ 42,4 bilhões. Com o cenário mais favorável, o Governo Federal revisou a projeção do saldo comercial para o fim do ano, elevando a estimativa de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.

O resultado foi impulsionado pela diversificação de mercados: enquanto as vendas brasileiras para os Estados Unidos recuaram quase 19%, o volume de exportações para o restante do mundo cresceu na casa dos dois dígitos. Esse movimento permitiu ao país reduzir a dependência do antigo parceiro e sustentar o desempenho agregado das vendas externas.

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O choque tarifário anunciado em julho abre pauta sensível nas conversas bilaterais. O encontro virtual marcado para a próxima segunda-feira reunirá o ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC, e o representante comercial americano Jamieson Greer. Será o primeiro contato oficial entre as duas autoridades após o anúncio das medidas tarifárias por parte dos Estados Unidos.

Analistas e autoridades acompanharão a negociação com atenção, já que os ajustes na política comercial americana e a resposta brasileira poderão influenciar o fluxo de comércio e estimativas macroeconômicas para o restante do ano. Para o Governo Federal, o dado do primeiro semestre oferece margem política e econômica nas tratativas, por mostrar que o país manteve crescimento de exportações mesmo diante de barreiras adicionais.

Em resumo, o Brasil chegará à reunião bilateral com números que reforçam a recuperação e a reorientação de mercados: exportações recordes, superávit em forte alta e expectativa revisada de saldo anual, ao mesmo tempo em que enfrenta queda nas vendas destinadas aos Estados Unidos.

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Na segunda (31/8), Brasil se reúne com os EUA após registrar recorde nas exportações do 1º semestre. Mesmo com o 'tarifaço' de Washington, vendas somaram US$184,77 bi, alta de 11,5%.

O Brasil sentará à mesa de negociações com os Estados Unidos na próxima segunda-feira (31/8) ostentando um resultado comercial robusto. Apesar do chamado “tarifaço” imposto por Washington — que incluiu uma sobretaxa de 25% e uma tarifa extra de 12,5% anunciadas em julho — a balança comercial brasileira alcançou um recorde no primeiro semestre de 2026.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, as exportações brasileiras entre janeiro e junho somaram US$ 184,77 bilhões. Esse volume representa crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e configura o melhor desempenho de toda a série histórica da série divulgada pelo órgão.

O superávit comercial acompanhou a trajetória positiva e subiu 40,3%, chegando a US$ 42,4 bilhões. Com o cenário mais favorável, o Governo Federal revisou a projeção do saldo comercial para o fim do ano, elevando a estimativa de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.

O resultado foi impulsionado pela diversificação de mercados: enquanto as vendas brasileiras para os Estados Unidos recuaram quase 19%, o volume de exportações para o restante do mundo cresceu na casa dos dois dígitos. Esse movimento permitiu ao país reduzir a dependência do antigo parceiro e sustentar o desempenho agregado das vendas externas.

O choque tarifário anunciado em julho abre pauta sensível nas conversas bilaterais. O encontro virtual marcado para a próxima segunda-feira reunirá o ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC, e o representante comercial americano Jamieson Greer. Será o primeiro contato oficial entre as duas autoridades após o anúncio das medidas tarifárias por parte dos Estados Unidos.

Analistas e autoridades acompanharão a negociação com atenção, já que os ajustes na política comercial americana e a resposta brasileira poderão influenciar o fluxo de comércio e estimativas macroeconômicas para o restante do ano. Para o Governo Federal, o dado do primeiro semestre oferece margem política e econômica nas tratativas, por mostrar que o país manteve crescimento de exportações mesmo diante de barreiras adicionais.

Em resumo, o Brasil chegará à reunião bilateral com números que reforçam a recuperação e a reorientação de mercados: exportações recordes, superávit em forte alta e expectativa revisada de saldo anual, ao mesmo tempo em que enfrenta queda nas vendas destinadas aos Estados Unidos.

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