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Brasil entra em consórcio global por cura da hepatite B

Universidades brasileiras integram consórcio liderado por Johns Hopkins para estudar 600 pacientes e buscar tratamentos e cura da hepatite B.

31/08/2026 · 07h30 · Atualizado às 17h14
Brasil entra em consórcio global por cura da hepatite B

Projeto liderado pela Johns Hopkins reúne equipes do Brasil, da Índia, do Senegal e de Uganda em busca de novos tratamentos. Hucam-Ufes e USP vão analisar o comportamento do vírus em nível celular.

Duas universidades públicas brasileiras se uniram a instituições internacionais em uma iniciativa que busca novos tratamentos e, eventualmente, a cura da hepatite B. O consórcio é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e reúne grupos do Brasil, da Índia, do Senegal e de Uganda.

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O Brasil é representado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), e pela Universidade de São Paulo. A pesquisa vai observar, em nível celular, o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países e as respostas imunológicas das pessoas infectadas, incluindo casos de coinfecção com HIV.

A hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global

A frase é da professora do Hucam-Ufes Tânia Reuter, referência no assunto.

600 pacientes em quatro países

O consórcio foi criado em 2023, suspenso em 2024 e retomado em 2025. No Brasil, o estudo começou este ano e deve durar cerca de cinco anos, com metodologia que integra pesquisa básica e prática clínica.

Os pesquisadores vão acompanhar 600 pacientes por cerca de quatro anos e meio cada, com 150 participantes por país. No Brasil serão 75 pacientes analisados pela equipe do Hucam-Ufes. O recrutamento começou em julho e já reúne 40 participantes, com expectativa de completar o grupo até o fim do ano.

O primeiro objetivo é eliminar as hepatites virais, no nosso caso aqui, eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O que a pesquisa procura

O estudo pretende identificar fatores que expliquem por que o vírus evolui de forma distinta em cada paciente, traços genéticos que protejam contra evolução acelerada e subpartículas virais capazes de prever cura ou resposta ao tratamento.

O que for achado pode ser um alvo para desenvolvimento de fármacos, sejam imunoestimuladores, imunomoduladores

O vírus da hepatite B é um dos maiores causadores de câncer hepático. A gente está aqui trabalhando para mitigar a evolução de cirrose e câncer hepático

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Doença silenciosa

A hepatite B é uma doença viral que ataca o fígado, ainda sem cura, e cuja progressão pode levar a cirrose, câncer hepático e morte. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde de 2024, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 276,6 mil casos confirmados entre 2000 e 2022.

A transmissão ocorre por relações sexuais, contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A Sociedade Brasileira de Clínica Médica aponta que o vírus é cerca de 100 vezes mais contagioso que o HIV.

A meta global da OMS é eliminar HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis como ameaças à saúde pública até 2030. Relatórios apontam queda de 32% nas infecções por hepatites virais desde 2015, impulsionada pelo aumento da cobertura vacinal infantil, que chegou a 84% em 2024.

Prevenção

A vacina contra hepatite B está disponível no Sistema Único de Saúde para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Para crianças, o esquema recomendado é de quatro doses: ao nascer e aos 2, 4 e 6 meses. Para adultos, o esquema completo costuma ser de três doses. Também são recomendados o uso de preservativo e não compartilhar objetos perfurocortantes ou de uso pessoal.

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Duas universidades públicas brasileiras se uniram a instituições internacionais em uma iniciativa que busca novos tratamentos e, eventualmente, a cura da hepatite B. O consórcio é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e reúne grupos do Brasil, da Índia, do Senegal e de Uganda.

O Brasil é representado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), e pela Universidade de São Paulo. A pesquisa vai observar, em nível celular, o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países e as respostas imunológicas das pessoas infectadas, incluindo casos de coinfecção com HIV.

A hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global

A frase é da professora do Hucam-Ufes Tânia Reuter, referência no assunto.

600 pacientes em quatro países

O consórcio foi criado em 2023, suspenso em 2024 e retomado em 2025. No Brasil, o estudo começou este ano e deve durar cerca de cinco anos, com metodologia que integra pesquisa básica e prática clínica.

Os pesquisadores vão acompanhar 600 pacientes por cerca de quatro anos e meio cada, com 150 participantes por país. No Brasil serão 75 pacientes analisados pela equipe do Hucam-Ufes. O recrutamento começou em julho e já reúne 40 participantes, com expectativa de completar o grupo até o fim do ano.

O primeiro objetivo é eliminar as hepatites virais, no nosso caso aqui, eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030

O que a pesquisa procura

O estudo pretende identificar fatores que expliquem por que o vírus evolui de forma distinta em cada paciente, traços genéticos que protejam contra evolução acelerada e subpartículas virais capazes de prever cura ou resposta ao tratamento.

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A hepatite B é uma doença viral que ataca o fígado, ainda sem cura, e cuja progressão pode levar a cirrose, câncer hepático e morte. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde de 2024, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 276,6 mil casos confirmados entre 2000 e 2022.

A transmissão ocorre por relações sexuais, contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A Sociedade Brasileira de Clínica Médica aponta que o vírus é cerca de 100 vezes mais contagioso que o HIV.

A meta global da OMS é eliminar HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis como ameaças à saúde pública até 2030. Relatórios apontam queda de 32% nas infecções por hepatites virais desde 2015, impulsionada pelo aumento da cobertura vacinal infantil, que chegou a 84% em 2024.

Prevenção

A vacina contra hepatite B está disponível no Sistema Único de Saúde para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Para crianças, o esquema recomendado é de quatro doses: ao nascer e aos 2, 4 e 6 meses. Para adultos, o esquema completo costuma ser de três doses. Também são recomendados o uso de preservativo e não compartilhar objetos perfurocortantes ou de uso pessoal.

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