Pela primeira vez, conteúdos do Rock in Rio exibidos pela Globo estarão disponíveis via DTV+ (TV 3.0) onde o padrão já opera. A tecnologia amplia a interatividade para espectadores em SP, RJ e Brasília.
O Rock in Rio 2026 será a primeira edição do festival com conteúdos da TV Globo transmitidos pela TV 3.0 (DTV+). A tecnologia abre espaço para maior interatividade nas regiões onde o novo padrão da televisão aberta brasileira já está disponível.
A Globo ainda não anunciou oficialmente uma operação especial de TV 3.0 para o festival. No entanto, como a programação da emissora já é distribuída pelo sinal DTV+ em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, os conteúdos do Rock in Rio exibidos pela TV Globo também poderão ser acompanhados pelo novo padrão nessas áreas.
Até o momento, a emissora anunciou a transmissão ao vivo na televisão aberta apenas do show de Elton John, marcado para o dia 7 de setembro, às 23h45. E é exatamente nesta apresentação onde os telespectadores devem conseguir interagir com os novos recursos.
Já aqueles que quiserem acompanhar a transmissão do Multishow em 4K precisarão acessar o sinal adicional disponível para assinantes do plano Premium do Globoplay. O canal pago exibirá diariamente os shows dos palcos Mundo e Sunset a partir das 15h15.
A principal novidade da TV 3.0 não está apenas na qualidade de imagem e som, mas na possibilidade de combinar o sinal recebido pela antena com recursos oferecidos pela internet. Isso permitirá que uma emissora inclua enquetes, diferentes opções de áudio e até câmeras com outros ângulos durante uma transmissão.
No Rock in Rio, recursos desse tipo poderão permitir, por exemplo, participar de votações pelo controle remoto ou escolher diferentes imagens de um mesmo show. Contudo, a Globo ainda não confirmou quais dessas funções serão disponibilizadas durante a transmissão do festival.
Testes realizados durante a Copa do Mundo de 2026 mostraram que a emissora disponibilizou estatísticas, personalização do áudio e seleção de uma câmera alternativa diretamente pela televisão. Como se trata agora de um festival de música, a Globo poderá optar por explorar outros recursos caso prepare uma experiência específica para o Rock in Rio.
A TV 3.0 ainda está no começo de sua implantação no Brasil. O sinal já alcança 22 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, além de áreas de Brasília, com diferenças de cobertura dependendo da localização.
O acesso ao novo padrão ainda depende do uso de conversores, visto que os televisores vendidos atualmente no Brasil não recebem a DTV+ de forma nativa. Kits com antena e receptor de fabricantes como Intelbras e Aquário são encontrados atualmente na faixa de R$ 600 a R$ 700.
A expectativa, porém, é de que o acesso aos equipamentos necessários para utilizar a TV 3.0 se torne mais amplo. Isso porque a Entidade Administradora da Faixa (EAF) estuda distribuir conversores gratuitamente para famílias de baixa renda, iniciativa ainda em análise que poderá ter as primeiras instalações realizadas no início de 2027.
Vale destacar que não é necessário comprar um conversor para continuar assistindo à TV aberta pelo sinal digital tradicional. Quem tiver um aparelho compatível com DTV+ também não precisará de internet para receber o sinal e aproveitar melhorias de imagem e áudio oferecidas em transmissões compatíveis. A conexão com a internet entrará em cena para possibilitar o acesso aos recursos interativos da TV 3.0, como enquetes, informações complementares e câmeras alternativas.
Outra novidade é que TVs que usam antena parabólica ganharão recursos da TV 3.0 no Brasil, dentro das especificações da tecnologia conhecida como TVRO 2.5.
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