A RIAA divulgou seu relatório do meio do ano de 2026 nesta terça-feira (1), apontando um aumento de 6,9% na receita em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 6 bilhões para a indústria musical gravada dos EUA.
O documento mostrou crescimento em todas as principais categorias de receita no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O streaming manteve-se como o maior motor de receita, com alta de 4,7%, atingindo US$ 4,9 bilhões, e representando 82% da receita total do período.
As vendas físicas e outras vertentes também registraram avanços: o vinil cresceu 17,7%, chegando a US$ 554 milhões; os CDs tiveram o maior aumento percentual, de 58,6%, alcançando US$ 171 milhões; e a receita de licenciamento de sincronização subiu 18,2%, para US$ 232 milhões.
No detalhamento do streaming, a receita total — que engloba assinaturas pagas, streaming gratuito e outras modalidades — cresceu 4,7%. As assinaturas pagas premium registraram crescimento de 5,5% em volume, atingindo 111,1 milhões de assinantes, e aumento de 7,8% em valor, chegando a US$ 3,1 bilhões.
Por outro lado, as assinaturas pagas não premium — categoria na qual a música não é o principal atrativo — recuaram 9%, totalizando US$ 239 milhões. O streaming gratuito apresentou alta de 3,7%, alcançando cerca de US$ 900 milhões.
As receitas provenientes de downloads continuaram em queda: o total de downloads caiu 12,7%. Os downloads de faixas individuais recuaram 13% em volume e 13,7% em receita, gerando US$ 49 milhões no primeiro semestre de 2026.
Os downloads de álbuns apresentaram uma queda menor — 2,5% em volume e 3% em receita —, totalizando US$ 53 milhões no primeiro semestre de 2023, em comparação com US$ 55 milhões no primeiro semestre de 2025. As vendas de toques de celular (ringtones) caíram 21,2%, passando de US$ 2 milhões no primeiro semestre de 2025 para US$ 1,6 milhão no primeiro semestre de 2026.
O relatório semestral da Luminate também foi citado, apontando um aumento expressivo nas vendas de CDs: alta de 16% e atingindo 16,3 milhões de unidades no primeiro semestre de 2026. Segundo esses dados, o crescimento nas vendas de CDs superou o do vinil na indústria musical.
Sobre o impacto desses números na relação entre gravadoras, artistas e público, a RIAA destacou a intensificação das parcerias entre os elos do setor. A seguir, a declaração atribuída ao presidente e CEO da RIAA foi incluída no relatório:
À medida que as receitas da indústria musical dos EUA continuam a crescer em diversos formatos, as gravadoras estão fortalecendo os vínculos entre artistas, fãs e as plataformas que disponibilizam as obras criativas.
O relatório também trouxe um comentário do vice-presidente de pesquisa da RIAA:
O poder da música — amplificado desde os fones de ouvido e festas informais em casa até as playlists da Copa do Mundo em todos os EUA — reflete-se não apenas em sua importância cultural, mas também na receita de US$ 6 bilhões documentada no Relatório Semestral de Receita de Música Gravada da RIAA.
Os números indicaram um mercado em expansão, com diversidade de formatos e sinais de recuperação em segmentos físicos, enquanto modalidades digitais e de consumo continuaram a se transformar em termos de volume e valor.

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