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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Tecnologia

6G vai rastrear pessoas sem conexão usando sinal como radar

Pesquisas indicam que o 6G poderá usar sinais da rede como radar para detectar objetos e pessoas, além de integrar IA e oferecer computação na borda.

04/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h58
6G vai rastrear pessoas sem conexão usando sinal como radar

Pesquisas mostram que o 6G pode detectar pessoas e objetos na cobertura sem que estejam conectados, integrando sinais, sensoriamento e IA. Operação comercial é prevista para ~2030, mas tecnologia ainda está em testes.

A próxima geração de redes móveis promete mais do que aumento de velocidade: pesquisas indicam que o 6G poderá funcionar como uma espécie de radar, capaz de identificar objetos e pessoas na área de cobertura, mesmo quando esses não estiverem conectados. A proposta integra novas funções à infraestrutura de telecomunicações, que deve combinar telecom, sensoriamento e inteligência artificial (IA).

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As primeiras redes comerciais de 6G são esperadas globalmente por volta de 2030, enquanto a tecnologia ainda está em fase de pesquisa e definição de padrões. No Brasil, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) trabalha com a nova geração desde 2020 e participa do desenvolvimento de soluções por meio do Centro de Competência Embrapii em Redes 5G e 6G (xGMobile).

Em entrevista durante o HackTown 2026, Henry Douglas Rodrigues, gerente executivo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Inatel e do xGMobile, explicou que os novos casos de uso serão uma das principais diferenças em relação ao 5G. Entre as frentes estudadas está a integração mais profunda entre 6G e IA, que deverá permitir que parte do processamento de algoritmos ocorra mais perto dos usuários.

“Hoje, a IA depende muito de data centers, que ficam concentrados em determinados locais e muitas vezes em regiões distantes. A rede 6G vai servir como plataforma de computação para algoritmos de IA”

Segundo Rodrigues, a transformação também pode alterar o papel das operadoras: além de fornecer conectividade, as empresas poderão oferecer capacidade computacional por meio da própria infraestrutura das redes móveis. Outra tecnologia em estudo é o sensoriamento integrado à comunicação (ISAC, na sigla em inglês), que usa os sinais da rede para obter informações sobre o ambiente.

Na prática, o ISAC poderá permitir que a rede identifique presença e localização de objetos e pessoas, perceba movimentos e auxilie no monitoramento de máquinas. Aplicações potenciais incluem cidades inteligentes, indústria e segurança viária, com a possibilidade de ampliar a capacidade de veículos em detectar riscos ao redor, mesmo antes de câmeras ou sensores visuais terem contato direto com o objeto.

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“Hoje, esses sistemas dependem de você ver o carro. Tem que ter uma câmera que identificou o outro veículo. Se o sistema buscar essa informação da rede, você conseguiria ver um carro que está vindo no cruzamento antes de ter o contato visual com ele”

O projeto Brasil 6G, coordenado pelo Inatel, é uma plataforma de experimentação que compara diferentes tecnologias e busca soluções adaptadas a necessidades brasileiras, como ampliar conectividade em áreas rurais e remotas. Rodrigues ressaltou que o papel do instituto inclui influenciar processos regulatórios e inserir tecnologias desenvolvidas no país nos futuros padrões.

“O papel do Inatel nesse contexto é influenciar o processo regulatório e ter tecnologias inseridas no padrão que foram desenvolvidas aqui”

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Apesar do horizonte de 2030 para o início da era comercial do 6G, a adoção dependerá de fatores econômicos: operadoras ainda buscam retorno dos investimentos feitos no 5G, de modo que a existência da tecnologia não garante adoção imediata ou uniforme em todos os mercados.

Enquanto as redes 6G não chegam oficialmente, pesquisas e testes nacionais e internacionais devem prosseguir para definir padrões e casos de uso práticos.

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Pesquisas mostram que o 6G pode detectar pessoas e objetos na cobertura sem que estejam conectados, integrando sinais, sensoriamento e IA. Operação comercial é prevista para ~2030, mas tecnologia ainda está em testes.

A próxima geração de redes móveis promete mais do que aumento de velocidade: pesquisas indicam que o 6G poderá funcionar como uma espécie de radar, capaz de identificar objetos e pessoas na área de cobertura, mesmo quando esses não estiverem conectados. A proposta integra novas funções à infraestrutura de telecomunicações, que deve combinar telecom, sensoriamento e inteligência artificial (IA).

As primeiras redes comerciais de 6G são esperadas globalmente por volta de 2030, enquanto a tecnologia ainda está em fase de pesquisa e definição de padrões. No Brasil, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) trabalha com a nova geração desde 2020 e participa do desenvolvimento de soluções por meio do Centro de Competência Embrapii em Redes 5G e 6G (xGMobile).

Em entrevista durante o HackTown 2026, Henry Douglas Rodrigues, gerente executivo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Inatel e do xGMobile, explicou que os novos casos de uso serão uma das principais diferenças em relação ao 5G. Entre as frentes estudadas está a integração mais profunda entre 6G e IA, que deverá permitir que parte do processamento de algoritmos ocorra mais perto dos usuários.

“Hoje, a IA depende muito de data centers, que ficam concentrados em determinados locais e muitas vezes em regiões distantes. A rede 6G vai servir como plataforma de computação para algoritmos de IA”

Segundo Rodrigues, a transformação também pode alterar o papel das operadoras: além de fornecer conectividade, as empresas poderão oferecer capacidade computacional por meio da própria infraestrutura das redes móveis. Outra tecnologia em estudo é o sensoriamento integrado à comunicação (ISAC, na sigla em inglês), que usa os sinais da rede para obter informações sobre o ambiente.

Na prática, o ISAC poderá permitir que a rede identifique presença e localização de objetos e pessoas, perceba movimentos e auxilie no monitoramento de máquinas. Aplicações potenciais incluem cidades inteligentes, indústria e segurança viária, com a possibilidade de ampliar a capacidade de veículos em detectar riscos ao redor, mesmo antes de câmeras ou sensores visuais terem contato direto com o objeto.

“Hoje, esses sistemas dependem de você ver o carro. Tem que ter uma câmera que identificou o outro veículo. Se o sistema buscar essa informação da rede, você conseguiria ver um carro que está vindo no cruzamento antes de ter o contato visual com ele”

O projeto Brasil 6G, coordenado pelo Inatel, é uma plataforma de experimentação que compara diferentes tecnologias e busca soluções adaptadas a necessidades brasileiras, como ampliar conectividade em áreas rurais e remotas. Rodrigues ressaltou que o papel do instituto inclui influenciar processos regulatórios e inserir tecnologias desenvolvidas no país nos futuros padrões.

“O papel do Inatel nesse contexto é influenciar o processo regulatório e ter tecnologias inseridas no padrão que foram desenvolvidas aqui”

Apesar do horizonte de 2030 para o início da era comercial do 6G, a adoção dependerá de fatores econômicos: operadoras ainda buscam retorno dos investimentos feitos no 5G, de modo que a existência da tecnologia não garante adoção imediata ou uniforme em todos os mercados.

Enquanto as redes 6G não chegam oficialmente, pesquisas e testes nacionais e internacionais devem prosseguir para definir padrões e casos de uso práticos.

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