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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Alta dos preços impulsiona exportações brasileiras aos EUA em agosto

Alta dos preços manteve crescimento das exportações brasileiras aos EUA em agosto, com US$ 3,190 bilhões e aumento de 12,1%; volumes recuaram.

04/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h57
Alta dos preços impulsiona exportações brasileiras aos EUA em agosto

Com novas tarifas dos EUA em vigor, as exportações brasileiras ao país somaram US$3,19 bilhões em agosto, alta de 12,1% ante ago/2025 (US$2,845 bi). Herlon Brandão (MDIC) atribui o avanço à valorização dos preços.

No mês em que entraram em vigor as novas tarifas do governo Donald Trump, o aumento dos preços médios ajudou a sustentar o crescimento das vendas brasileiras aos Estados Unidos. As exportações somaram US$ 3,190 bilhões em agosto, alta de 12,1% em relação a agosto de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões.

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Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, o aumento foi determinado principalmente pela valorização dos produtos vendidos aos estadunidenses.

“Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%”

Entre os produtos que mais contribuíram para o crescimento em valor, destacaram-se aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina foram citadas como exceções às novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

Produtos que mais contribuíram

  • Aeronaves e outros equipamentos
  • Carne bovina
  • Produtos inacabados de ferro ou aço
  • Cal, cimento e materiais de construção
  • Tubos de ferro ou aço
  • Celulose
  • Café

Apesar do aumento de 8,6% no preço médio, as exportações brasileiras aos Estados Unidos diminuíram 3,1% em volume em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda chegou a 13,6% em volume e a 9,7% em valor, para US$ 24,105 bilhões.

As importações brasileiras de produtos estadunidenses também recuaram no acumulado do ano: somaram US$ 27,316 bilhões entre janeiro e agosto, queda de 8,6% ante o mesmo período de 2025. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos chegou a US$ 3,211 bilhões no período.

Somente em agosto, as compras brasileiras dos Estados Unidos cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, levando a um déficit de US$ 824 milhões no comércio bilateral.

“Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo, então, é esperado que tenham essas oscilações, por conta dessas interferências, não só dados os produtos diretamente afetados, quanto pelas incertezas que essas interferências geram nos agentes da economia”

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O Mdic informou que pouco mais de 20% do comércio brasileiro com os Estados Unidos foi afetado pelas tarifas. Brandão ressaltou que ainda era cedo para medir os efeitos de um eventual redirecionamento das exportações para outros mercados.

“Nós precisamos de um pouco mais de tempo para falar com mais segurança sobre esse efeito do redirecionamento”

Enquanto as vendas aos Estados Unidos oscilaram sob o efeito das tarifas, as exportações brasileiras para a União Europeia tiveram forte avanço em agosto. O valor exportado para o bloco somou US$ 5,82 bilhões, crescimento de 46,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com volume embarcado aumentando 30,3%.

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Principais produtos exportados à União Europeia

  • Petróleo
  • Cobre
  • Soja
  • Óleos combustíveis
  • Café
  • Tabaco
  • Carne bovina

“São produtos que o Brasil é muito competitivo e que tem uma demanda internacional crescente”

“São vários fatores. Temos relatos de exportadores que já estão se beneficiando do acordo [Mercosul-UE] nesse período, mas também tem as condições de mercado e de oferta influenciando”

Entre as condições apontadas estiveram o aumento da demanda por combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio e a maior procura por cobre associada ao aquecimento do setor de tecnologia. O diretor ponderou, porém, que ainda faltavam dados completos fornecidos pelos importadores europeus para dimensionar com precisão o efeito do acordo sobre as exportações brasileiras.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,39 bilhões em agosto, alta de 23,8% em relação a agosto de 2025. Entre os principais parceiros comerciais, os Estados Unidos foram o único a apresentar déficit para o Brasil, de US$ 824 milhões. De janeiro a agosto, o saldo comercial brasileiro acumulou superávit de US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Com novas tarifas dos EUA em vigor, as exportações brasileiras ao país somaram US$3,19 bilhões em agosto, alta de 12,1% ante ago/2025 (US$2,845 bi). Herlon Brandão (MDIC) atribui o avanço à valorização dos preços.

No mês em que entraram em vigor as novas tarifas do governo Donald Trump, o aumento dos preços médios ajudou a sustentar o crescimento das vendas brasileiras aos Estados Unidos. As exportações somaram US$ 3,190 bilhões em agosto, alta de 12,1% em relação a agosto de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, o aumento foi determinado principalmente pela valorização dos produtos vendidos aos estadunidenses.

“Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%”

Entre os produtos que mais contribuíram para o crescimento em valor, destacaram-se aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina foram citadas como exceções às novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

Produtos que mais contribuíram

  • Aeronaves e outros equipamentos
  • Carne bovina
  • Produtos inacabados de ferro ou aço
  • Cal, cimento e materiais de construção
  • Tubos de ferro ou aço
  • Celulose
  • Café

Apesar do aumento de 8,6% no preço médio, as exportações brasileiras aos Estados Unidos diminuíram 3,1% em volume em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda chegou a 13,6% em volume e a 9,7% em valor, para US$ 24,105 bilhões.

As importações brasileiras de produtos estadunidenses também recuaram no acumulado do ano: somaram US$ 27,316 bilhões entre janeiro e agosto, queda de 8,6% ante o mesmo período de 2025. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos chegou a US$ 3,211 bilhões no período.

Somente em agosto, as compras brasileiras dos Estados Unidos cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, levando a um déficit de US$ 824 milhões no comércio bilateral.

“Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo, então, é esperado que tenham essas oscilações, por conta dessas interferências, não só dados os produtos diretamente afetados, quanto pelas incertezas que essas interferências geram nos agentes da economia”

O Mdic informou que pouco mais de 20% do comércio brasileiro com os Estados Unidos foi afetado pelas tarifas. Brandão ressaltou que ainda era cedo para medir os efeitos de um eventual redirecionamento das exportações para outros mercados.

“Nós precisamos de um pouco mais de tempo para falar com mais segurança sobre esse efeito do redirecionamento”

Enquanto as vendas aos Estados Unidos oscilaram sob o efeito das tarifas, as exportações brasileiras para a União Europeia tiveram forte avanço em agosto. O valor exportado para o bloco somou US$ 5,82 bilhões, crescimento de 46,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com volume embarcado aumentando 30,3%.

Principais produtos exportados à União Europeia

  • Petróleo
  • Cobre
  • Soja
  • Óleos combustíveis
  • Café
  • Tabaco
  • Carne bovina

“São produtos que o Brasil é muito competitivo e que tem uma demanda internacional crescente”

“São vários fatores. Temos relatos de exportadores que já estão se beneficiando do acordo [Mercosul-UE] nesse período, mas também tem as condições de mercado e de oferta influenciando”

Entre as condições apontadas estiveram o aumento da demanda por combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio e a maior procura por cobre associada ao aquecimento do setor de tecnologia. O diretor ponderou, porém, que ainda faltavam dados completos fornecidos pelos importadores europeus para dimensionar com precisão o efeito do acordo sobre as exportações brasileiras.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,39 bilhões em agosto, alta de 23,8% em relação a agosto de 2025. Entre os principais parceiros comerciais, os Estados Unidos foram o único a apresentar déficit para o Brasil, de US$ 824 milhões. De janeiro a agosto, o saldo comercial brasileiro acumulou superávit de US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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