Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sábado, 24 de outubro de 2026
Pular para o conteúdo
Veículos

Romi-Isetta, primeiro carro brasileiro, completa 70 anos e terá festa no interior

O Romi-Isetta completa 70 anos em 5/9/2026 e será celebrado em encontro na Fundação Romi, em Santa Bárbara d'Oeste, com carreata e exposição.

05/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h57
Romi-Isetta, primeiro carro brasileiro, completa 70 anos e terá festa no interior

O Romi-Isetta completa 70 anos neste dia 5 de setembro de 2026 e será celebrado com um encontro na Fundação Romi, em Santa Bárbara d’Oeste (SP), cidade onde o modelo foi fabricado. Lançado em 1956, o veículo segue lembrado pelo legado tecnológico que influenciou a indústria automobilística nacional.

Apelidado de “carrinho simpático”, o Romi-Isetta introduziu soluções que eram inéditas no mercado brasileiro da época e que hoje aparecem em modelos de grandes fabricantes. Entre os avanços apontados está o uso de bloco e cabeçote de motor em alumínio, tecnologia que reduzia peso e contribuía para melhor desempenho e economia de combustível.

Publicidade

O modelo também foi o primeiro carro nacional a adotar motor e câmbio da BMW, a partir de 1959. Outras inovações técnicas incluíam cabeçote de fluxo cruzado (cross-flow), motor em posição transversal e câmbio de quatro marchas — quando o padrão ainda era de três marchas. O sistema elétrico já operava em 12V, com alternador e limpador elétrico, enquanto muitos concorrentes mantinham soluções de 6V.

Em segurança e construção, o Romi-Isetta estava à frente do seu tempo: freios com sistema hidráulico por fluido em vez do mecânico a vareta e a introdução do monobloco, que oferecia maior estabilidade e rigidez do que as carrocerias sobre chassi. O teto solar de série também reforçava o caráter diferenciado do modelo frente aos concorrentes.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Apesar das inovações, o Romi-Isetta cumpria a proposta de carro popular. Em 1960, o modelo custava 370 mil cruzeiros, equivalente a 38 salários mínimos, sendo o mais barato do país. Concorrentes como o Volkswagen Fusca e o Willys Dauphine chegavam a custar cerca de 40% a mais, o que tornava o Romi-Isetta uma opção competitiva para quem buscava o primeiro carro.

Entre as curiosidades históricas estão a introdução da pintura bi-tom na produção nacional e o uso de vigias laterais e traseiras em acrílico. Ídolos como Pelé chegaram a ter o modelo em suas garagens. O carro também protagonizou viagens longas e eventos inusitados, como uma partida de futebol disputada por vários Romi-Isetta no estádio do Pacaembu, em 1957.

Serviço: 70 anos do Romi-Isetta

  • Data: 5 de setembro de 2026 (sábado)
  • Horário: das 9 às 15 horas
  • Local: Fundação Romi – Av. João Ometto, 118, Jardim Panambi, Santa Bárbara d’Oeste, SP
  • Entrada: gratuita

O encontro terá carreata, exposição de documentos e fotos históricas, gincanas, loja de souvenirs e miniaturas produzidas ao vivo em máquina sopradora Romi. Colecionadores poderão cadastrar seus veículos para exposição.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O Romi-Isetta completa 70 anos neste dia 5 de setembro de 2026 e será celebrado com um encontro na Fundação Romi, em Santa Bárbara d’Oeste (SP), cidade onde o modelo foi fabricado. Lançado em 1956, o veículo segue lembrado pelo legado tecnológico que influenciou a indústria automobilística nacional.

Apelidado de “carrinho simpático”, o Romi-Isetta introduziu soluções que eram inéditas no mercado brasileiro da época e que hoje aparecem em modelos de grandes fabricantes. Entre os avanços apontados está o uso de bloco e cabeçote de motor em alumínio, tecnologia que reduzia peso e contribuía para melhor desempenho e economia de combustível.

O modelo também foi o primeiro carro nacional a adotar motor e câmbio da BMW, a partir de 1959. Outras inovações técnicas incluíam cabeçote de fluxo cruzado (cross-flow), motor em posição transversal e câmbio de quatro marchas — quando o padrão ainda era de três marchas. O sistema elétrico já operava em 12V, com alternador e limpador elétrico, enquanto muitos concorrentes mantinham soluções de 6V.

Em segurança e construção, o Romi-Isetta estava à frente do seu tempo: freios com sistema hidráulico por fluido em vez do mecânico a vareta e a introdução do monobloco, que oferecia maior estabilidade e rigidez do que as carrocerias sobre chassi. O teto solar de série também reforçava o caráter diferenciado do modelo frente aos concorrentes.

Apesar das inovações, o Romi-Isetta cumpria a proposta de carro popular. Em 1960, o modelo custava 370 mil cruzeiros, equivalente a 38 salários mínimos, sendo o mais barato do país. Concorrentes como o Volkswagen Fusca e o Willys Dauphine chegavam a custar cerca de 40% a mais, o que tornava o Romi-Isetta uma opção competitiva para quem buscava o primeiro carro.

Entre as curiosidades históricas estão a introdução da pintura bi-tom na produção nacional e o uso de vigias laterais e traseiras em acrílico. Ídolos como Pelé chegaram a ter o modelo em suas garagens. O carro também protagonizou viagens longas e eventos inusitados, como uma partida de futebol disputada por vários Romi-Isetta no estádio do Pacaembu, em 1957.

Serviço: 70 anos do Romi-Isetta

  • Data: 5 de setembro de 2026 (sábado)
  • Horário: das 9 às 15 horas
  • Local: Fundação Romi – Av. João Ometto, 118, Jardim Panambi, Santa Bárbara d’Oeste, SP
  • Entrada: gratuita

O encontro terá carreata, exposição de documentos e fotos históricas, gincanas, loja de souvenirs e miniaturas produzidas ao vivo em máquina sopradora Romi. Colecionadores poderão cadastrar seus veículos para exposição.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA