Em pronunciamento em rede nacional, Lula reafirmou a soberania e a autonomia do país nas relações internacionais e econômicas. Garantiu que as riquezas naturais serão geridas pelo povo brasileiro, sem interferências externas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil é um país soberano e que não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A declaração foi feita em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão transmitido neste sábado (6), em alusão ao Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro.
Na fala, o chefe do Executivo enfatizou a soberania nacional e a autonomia do país nas relações internacionais e na gestão de suas riquezas naturais. Segundo ele, essas decisões pertencem exclusivamente ao Brasil e ao seu povo, sem imposições de outros governos.
“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”
Em seguida, o presidente reforçou que nenhum poder estrangeiro tem legitimidade para determinar com quem o país deve negociar. A afirmação deixou clara a intenção de manter autonomia em decisões comerciais e diplomáticas.
“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.
O pronunciamento também abordou a gestão de recursos estratégicos. O presidente destacou que o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce e recentes descobertas de novas jazidas de petróleo, e disse que esses ativos devem ser aproveitados em benefício da população.
“Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”
O presidente citou ainda a aprovação do marco legal de recursos estratégicos no Congresso Nacional, apontando a norma como instrumento para transformar reservas de minerais críticos e terras raras em motor de desenvolvimento tecnológico e geração de empregos de qualidade no país.
Ao tratar do sentido histórico da independência, o pronunciamento relacionou a data às lutas populares contra a tirania, a escravidão e a injustiça social. A mensagem ressaltou que a independência só se concretiza se resultar na garantia de direitos fundamentais a toda a população.
“Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família; a independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos”
Por fim, o discurso reafirmou o papel do Brasil no cenário internacional, citando a defesa do livre comércio, o empenho pela paz mundial e a atuação em pautas ambientais. O presidente destacou o protagonismo do país em transição energética e no enfrentamento da crise climática.
“Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”
O pronunciamento, transmitido em 6 de setembro, marcou a véspera do feriado de 7 de setembro e trouxe como eixo central a defesa da soberania, da gestão dos recursos estratégicos e o compromisso com políticas que, segundo o presidente, visam oferecer mais igualdade e oportunidades para a população brasileira.
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