Testes de segurança apontam falhas graves em sete modelos ainda comercializados no país. Entre compactos e SUVs, o resultado acende alerta sobre riscos e mostra que economia inicial pode reduzir a proteção.
A segurança veicular continua sendo um tema delicado no Brasil, especialmente entre modelos populares. O Latin NCAP revelou que sete carros ainda à venda no país receberam nota zero em seus testes, resultado que acendeu alertas sobre riscos para motoristas e passageiros.
Os modelos que obtiveram desempenho insatisfatório abrangem diferentes categorias, de compactos urbanos a SUVs, e incluem veículos muito procurados por consumidores em busca de preço mais baixo. A economia inicial, segundo especialistas do setor, pode representar comprometimento significativo da proteção em colisões.
Entre os fatores que pesaram nas avaliações, o relatório apontou a falta de airbags suficientes, baixa rigidez estrutural das carrocerias e a ausência de sistemas de assistência à condução como itens determinantes para as notas negativas. Esses pontos reforçam a necessidade de atenção redobrada no momento da compra e de maior transparência sobre equipamentos de segurança nos anúncios comerciais.
Os testes do Latin NCAP avaliaram proteção a adultos, crianças e pedestres, além da presença de tecnologias de retenção e assistência. Em todos os casos, os modelos listados falharam em oferecer níveis aceitáveis de segurança, o que gerou repercussão ampla, já que algumas unidades são líderes de vendas em seus segmentos, ampliando o impacto da divulgação.
A presença de veículos de montadoras conhecidas indica que até grandes fabricantes comercializam, em determinados anos/modelos, carros com desempenho muito abaixo do esperado em segurança. O resultado negativo do elétrico JAC E-JS1 também chamou atenção, por envolver um segmento em que se espera maior ênfase em inovação e proteção.
Os 7 carros que zeraram
- Citroën C3 (2023)
- Fiat Argo (2021)
- Fiat Cronos (2021)
- Ford Ka (2020)
- Ford Ka+ (2020)
- JAC E-JS1 (2022)
- Kia Sportage (2021, 4ª geração)
Consumidores que consideram adquirir um veículo desses devem checar com atenção os itens de segurança oferecidos em cada versão e ano-modelo. Além disso, a divulgação dos resultados reforça a importância de políticas públicas e de mercado que incentivem melhorias estruturais e a incorporação de sistemas de proteção como equipamentos de série.
A divulgação dos testes também deve servir como alerta para revendedores e fabricantes, que poderão ser pressionados a adotar melhorias em projetos futuros ou a esclarecer diferenças entre versões comercializadas. Enquanto isso, compradores e frotistas precisam avaliar os riscos envolvidos na escolha por modelos com notas baixas em proteção.
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